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Sporting CP 32-35 Bjerringbro/Silkeborg: Não soma mas segue

Francisco Reis · 3 min

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O Sporting entrou em campo em primeiro lugar do grupo com duas vitórias em dois jogos. Teria pela frente a tarefa mais difícil até agora na Liga dos Campeões ao enfrentar o Silkeborg da Dinamarca.

Os leões até entraram bem no jogo e a ganhar contra o Silkeborg. No entanto, os dinamarqueses assumiram a liderança do marcador rapidamente, forçando um jogo muito físico e apostando no contra-ataque. Para se ter uma ideia do físico destes jogadores, o mais baixo tem 1,89 metros.

Aos 10 minutos da primeira parte, o Sporting já perdia por 3-7, depois de sofrer um pesado parcial de 0-4 e de passar por grandes dificuldades no jogo. Uma primeira metade difícil para os verde e brancos, que passaram por momentos de pouca dinâmica ofensiva e falta de eficácia, não só por demérito mas também pela defesa subida do Silkeborg. O Sporting chegou a estar a perder por seis golos de diferença (9-15) e acabou por chegar ao intervalo a perder por cinco (14-19).

O Sporting contou com um grande apoio por parte dos adeptos, que aderiram em peso ao jogo da Liga dos Campeões
Fonte: Sporting CP

A segunda parte começou mal para a equipa portuguesa que sofreu uma exclusão logo no primeiro minuto de jogo. Apesar disso, o Silkeborg não conseguiu desequilibrar em demasia o resultado. O jogo parecia sentenciado a meio da segunda parte com o Sporting a perder por seis golos de diferença. A equipa portuguesa ainda beneficiou de um período em que esteve com dois jogadores a mais mas o resultado não sofreu grandes alterações. Os adeptos acreditaram até ao fim mesmo com a diferença significativa no marcador.

Hugo Canela ainda colocou Matej Asanin na baliza, e foi uma opção certeira. Skok e Cudic não estiveram ao seu nível habitual.

Faltou neste jogo a vertente mais incisiva de jogadores como Frankis Carol ou Carlos Ruesga, que, apesar dos bons jogos, não lideraram o jogo como é costume – Ivan Nikcevic e Tiago Rocha acabaram por compensar a “ausência” do cubano e do espanhol. O ponta direita, Ghionea, também esteve em bom plano, ao atuar na segunda parte e marcar cinco golos.

O jogo esteve aceso até ao fim, acabando com a derrota do Sporting por 32-35. Grande jogo de andebol no Pavilhão João Rocha.

O Sporting acaba por provar, mais uma vez, que se pode bater na prova. A expectativa é de que a boa campanha na Liga dos Campeões vai continuar.

O jogo ficou ainda marcado pela fraca prestação da dupla de arbitragem.

Equipas iniciais:

Sporting: Ivan Nickcevic, Frankis Carol, Edmilson Araujo, Carlos Ruesga, Tiago Rocha, Fábio Shuffa, Skok

Silkeborg: Hundstrup, Knudsen, Hansen, Markussen, Skube, Nielsen, Rezar

A FIGURA:

Fonte: Sporting CP

Van Nickevic – A eficiência e qualidade de Nikcevic colocam o andebol do Sporting noutro patamar. O experiente jogador faz quase tudo bem – oferece uma grande dinâmica de jogo e soluções para os colegas de equipa. Uma boa exibição do sérvio, que fez tudo para contrariar a superioridade dos dinamarqueses ao marcar quatro golos.

O FORA DE JOGO:

Fonte: Sporting CP

Skok e Cudic – Esta crítica é ingrata, tendo em conta o que estes jogadores já fizeram, mas os guarda-redes do Sporting, Skok e Cudic, não estiveram ao nível a que têm habituado os adeptos do andebol. A qualidade destes jogadores é indiscutível mas tiveram exibições pouco felizes e de poucas intervenções, que foram compensadas com a entrada de Asanin na segunda parte.

Foto de Capa: Sporting CP

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Francisco Reis

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