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Um passo de cada vez

Francisco Reis · 2 min

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O andebol em Portugal tem vindo a crescer a passos largos. Este crescimento pode não ser imediatamente percetível, quando comparado com o futebol, por exemplo, mas a verdade é que o andebol é um dos desportos mais praticados no território luso.

O resultado está espelhado no ranking da EHF e em mais uma subida de posição (pelo segundo ano consecutivo) de Portugal, no setor masculino, que mantém assim as quatro equipas em provas europeias, na época 2019/2020. De nono para oitavo, o país vai enraizando a modalidade na população que conta com mais de 50 mil praticantes federados – para se ter uma pequena ideia do crescimento, em 2000, o andebol em Portugal contava com cerca de 20 mil atletas. A França lidera a lista depois de uma época em que teve três equipas presentes nas meias finais da Liga dos Campeões.

Os grandes investimentos de Benfica, Porto e Sporting para disputarem o campeonato trouxeram para Portugal alguns nomes do andebol mundial. Carlos Ruesga, ex-Barcelona, Tiago Rocha, que esteve três anos ao serviço do Wisla Plock, ou Nikola Spelíc, antigo jogador do Maribor, são alguns dos exemplos que têm transportado o nível da disputa do título nacional para outro patamar.

Portugal, no palmarés, contabiliza três Challenge Cups – duas do Sporting e uma do ABC
Fonte: ABC de Braga

Contudo, a estrutura que sustenta o andebol continua a ser frágil – poucas transmissões televisivas dos jogos (reservadas aos clássicos nacionais da modalidade), falta de apoios para melhorar as condições da prática de andebol e a pouca divulgação em algum do território nacional. Os indicadores são bons, mas é preciso continuar a trabalhar no caminho certo para que Portugal se afirme no contexto europeu.

Quanto ao setor feminino, Portugal desceu no ranking da EHF em relação ao ano passado. Ocupa agora a posição 25 da lista mas mantém o mesmo número de equipas nas competições internacionais – uma equipa na EHF Cup e três na Challenge Cup. A Hungria lidera a tabela à frente da Roménia, em segundo, e da Rússia, em terceiro.

Foto de Capa: Andebol SCP

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Francisco Reis

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Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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