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Birmingham 2018: Os Mundiais de Pista Coberta são já esta semana!

Pedro Pires · 4 min

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E estão aí! Realiza-se de quinta-feira a domingo a maior competição global de pista coberta e, mais uma vez, o Reino Unido tem a honra de receber um grande evento de atletismo, depois dos Mundiais ao livre de Londres em Agosto passado. 15 anos depois dos Mundiais de 2003 (que coroaram, entre outros, Justin Gatlin, Haile Gebreselassie, Maria Mutola ou Carolina Klüft), a competição está de volta a Birmingham.

O que poderemos esperar destes Mundiais de Pista Coberta, num ano em que não existem grandes eventos globais ao ar livre? Muita emoção, muitos nomes de peso e, certamente, algumas das habituais surpresas Indoor. Num ano que tem sido marcado por uma série de resultados excepcionais em Pista Coberta, especialmente na velocidade e em algumas disciplinas de saltos, existe no ar alguma expectativa em relação à queda de determinados recordes dos campeonatos e mesmo mundiais.

O evento:

O recinto da competição
Fonte: wicbirmingham2018.com

Quatro dias de competição indoor ao mais alto nível, na casa do Atletismo britânica (Birmingham é por excelência O local do atletismo no Reino Unido), com o pavilhão, de 16.000 espectadores, totalmente lotado e com vários campeões a decidir todos os dias. É preciso dizer algo mais? As expectativas são enormes, já o eram e apenas aumentaram com os resultados que vimos na preparação para competição. No primeiro e no quarto dia teremos apenas sessões noturnas. No segundo e no terceiro (Sexta e Sábado) teremos sessões matinais e noturnas. E ainda que Sexta seja dia de clássico do futebol em Portugal, será difícil que esse encontro ultrapasse as emoções nessa noite das finais dos 60 metros femininos e do Salto em Comprimento masculino! A RTP irá transmitir na íntegra o evento no canal 2 e garantimos que não se irão arrepender.

Nações:

Serão mais de 400 atletas de cerca de 150 países representados, mas existe um claro favorito a levar o maior número de medalhas e vitórias: os Estados Unidos da América. Os norte-americanos contam com uma representação de peso e dificilmente perderão alguns dos eventos em pista. Ainda assim, nas distâncias mais longas, o Quénia e a Etiópia deverão liderar e nos Saltos os norte-americanos até poderão acabar sem qualquer Ouro.

Portugal:

Évora foi quarto em 2016
Fonte: Zimbio

Em representação nacional, teremos no masculino as maiores esperanças de resultados mais altos. Em artigo da semana passada analisámos as possibilidades de sucesso de Tsanko Arnaudov (Lançamento do Peso) e Nelson Évora (Triplo Salto) e acreditamos mesmo numa medalha no Triplo Salto, apesar da concorrência. No feminino, Cátia Azevedo (400 metros), Lorene Bazolo (60 metros) e Lecabela Quaresma (Pentatlo) competirão individualmente e depois na estafeta 4×400, Cátia Azevedo terá a companhia de Filipa Martins, Dorothe Évora e Rivinilda Mentai.

As Provas a destacar:

Não é fácil fazer este tipo de análise em Mundiais, especialmente porque no Atletismo (ao contrário de outras modalidades) todas os dias terão diversas finais a decorrer e no final serão coroados 26 campeões mundiais. Ainda assim, o elevado nível que se vive na velocidade indoor com e sem barreiras, torna como obrigatório referir os 60 metros, com e sem barreiras, no masculino e no feminino.

Os elencos dos 1500 e 3000 femininos estão também recheados de grandes nomes que prometem emoção até ao final. O Salto em Comprimento, em Altura e Com Vara irão apresentar também, praticamente todos os grandes nomes das disciplinas no masculino e no feminino e a qualidade será imensa. Por outro lado, o Triplo Salto Masculino terá para nós o extra de representar a nossa maior possibilidade de medalha. Também pelo que vimos no início de temporada, o Lançamento do Peso Masculino poderá apresentar resultados ao nível do melhor que já se fez em pista coberta.

Possíveis Figuras:

Christian Coleman vai querer melhorar o seu recorde mundial
Fonte: IAAF

Christian Coleman (USA) tornou-se o recordista mundial dos 60 metros há apenas uma semana atrás e parece vir aqui à procura de mostrar ao mundo que a velocidade irá viver bem sem Usain Bolt.

O trio norte-americano das barreiras no feminino (Sharika Nelvis, Christina Manning e Kendra Harrison) vem aqui depois de uma das provas mais rápidas de sempre da distância, onde as 3 entraram para o top 5 de sempre.

Genzebe Dibaba (ETH) é a recordista mundial e irá tentar um duplo Ouro nos 1500 e 3000 metros, embora com a oposição de campeãs mundiais, como Hellen Obiri (KEN).

Na Altura, prevemos grandes marcas de Maryia Lasitskene (RUS) e Mutaz Essa Barshim (QAT). No entanto, os grandes nomes também se formam nestas grandes competições e haverá sempre alguém inesperado a elevar-se e a mostrar-se ao mundo.

Recordes:

Genzebe Dibaba, recordista mundial dos 1500 e 3000 metros
Fonte: IAAF

É sempre uma incógnita falar de recordes e tanto podemos ter uns campeonatos com vários, como uns campeonatos sem qualquer um, sem que isso signifique melhor ou pior competição, mais ou menos emoção. Ainda assim há recordes de campeonatos e mundiais em risco de cair. Os que mais parecem prováveis no momento são: 60 metros masculinos, 60 metros femininos com barreiras e o Salto em Altura no feminino. No último dia, dada a qualidade das duas equipas norte-americanas nos 4×400, os dois recordes das estafetas também estarão sob ameaça.

Bola na Rede:

Orgulhamo-nos de estar presentes no evento, com o objectivo de fazer a cobertura mais completa do mesmo em língua portuguesa. Vão acompanhando a nossa página para updates diários, informações de relevo sempre que se justifique e trabalho exclusivo na zona mista. Não deixem também de acompanhar as nossas redes sociais: Facebook, Twitter e Instagram para acompanhamento ao vivo do evento. Um bom campeonato para todos!

Foto de Capa: athleticsweekly.com

Pedro Pires

Redação Bola na Rede · ver artigos