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Desde a temporada passada, a Diamond League tem um novo modelo – com o qual concordamos – em que os vencedores já não se decidem mais pela soma da pontuação de todos os meetings, mas decidem-se sim na última prova de cada evento, sendo que os meetings anteriores e as suas pontuações servem para o apuramento dos finalistas. É um modelo que traz maior emoção, incerteza e permite encarar os meetings finais com muito maior expetativa, sendo as finais divididas entre Zurique e Bruxelas.
Mas como nem tudo pode ser bom, a IAAF aprovou um calendário para 2018 com os dois meetings finais a serem disputados com apenas um dia de diferença. Felizmente, a situação já não será a mesma em 2019, mas tal situação fará com que este ano muitos atletas se recusem – ou estejam impossibilitados – de dobrar e participar em duas finais, com eventos em cidades distintas num curto espaço de tempo.
Isso, aliado a um número considerável de lesões e à realização dos Jogos Asiáticos em simultâneo, leva a um conjunto significativo de ausências em determinadas disciplinas. Ainda assim, não nos podemos queixar da qualidade dos atletas presentes e como poderão ver na nossa antevisão – dividida em duas partes – motivos de interesse não faltarão. Para já, no dia de hoje, trazemos a nossa antevisão aos eventos de Zurique, meeting Weltklasse que decorrerá na próxima quinta-feira.
100 metros (F): Estarão em prova as duas líderes mundiais do ano e será difícil não atribuir o favoritismo a ambas – Ta Lou e Asher-Smith. Ainda assim, Marie-Josée Ta Lou (CIV), por tudo o que fez nesta temporada e por ainda não ter perdido qualquer prova de 100 metros, pode entrar em pista com motivos para estar confiante. Venceu 4 meetings da Diamond League, embora tenha visto recentemente a britânica Dina Asher-Smith igualar a melhor marca do ano (10.85) nos Europeus de Berlim. A britânica mostrou algum cansaço nos 200 metros de Birmingham, mas deverá estar na máxima força na distância mais curta na Suiça, depois de ter sido uma das grandes figuras dos Europeus de Berlim, com dois recordes nacionais (100 e 200) e duas marcas líderes mundiais. A atleta que amealhou mais pontos durante os meetings de qualificação foi Murielle Ahouré (CIV) que também aqui estará presente, num ano em que se sagrou campeã mundial de pista coberta nos 60 metros e pode também ser uma séria candidata à vitória, fazendo-se valer da sua fortíssima saída dos blocos. Dafne Schippers e Blessing Okagbare serão outros dos nomes que procurarão entrar na luta, embora pareçam, no momento, num patamar ligeiramente abaixo.
A nossa aposta: Marie-Josée Ta Lou (CIV)
200 metros (M): Noah Lyles é o líder mundial do ano e nos 200 metros não tem dado qualquer hipótese à concorrência. 5 provas e 5 vitórias nesta temporada, tendo baixado de um melhor pessoal de 19.90 que trazia de 2017 para uma enorme marca de 19.65 em 2018. Correu por 3 vezes abaixo dos 19.7 na mesma época, algo que apenas Usain Bolt foi capaz de fazer (e superar) em toda a história.

Fonte: IAAF
Terá ainda assim uma grande ameaça em Ramil Guliyev! O turco, campeão mundial da distância em 2017, tem estado a realizar mais uma época para relembrar, ao alcançar um novo recorde pessoal nos Europeus de Berlim (e a segunda marca europeia de sempre) ao correr em 19.76 segundos. Tanto Lyles como Guliyev apresentam características semelhantes na prova dos 200 metros, mostrando-se mais fortes na ponta final da prova, pelo que será interessante perceber se algum ganhará vantagem logo após a curva. Ninguém mais parece poder entrar na discussão pela vitória numa prova que contará com nomes como Aaron Brown (19.98 este ano) ou Jereem Richards (19.99).
A nossa aposta: Noah Lyles (USA)
400 metros (M): Não estando presente o líder do ranking mundial (Michael Norman, depois de uma desgastante época universitária) nem a grande estrela da distância (van Niekerk, a recuperar de uma grave lesão), será uma prova bastante em aberto, principalmente por termos o grande favorito e o nome maior, Steven Gardiner (que correu este ano em 43.87), a regressar, também ele, de lesão. Na verdade, voltou há uma semana em Chorzów e deu boas indicações com um tempo de 44.43 sem forçar muito, mas não sabemos se será suficiente para levar a vitória. Presente também estará o campeão europeu Matthew Hudson-Smith (GBR) e uma das maiores promessas norte-americanas (Fred Kerley).
A nossa aposta: Steven Gardiner (BAH)
800 metros (F): Para encontrarmos uma derrota de Caster Semenya nos 800 metros, temos que recuar até 2015, quando a regulamentação de limitação dos níveis de testosterona estava em vigor. Seria uma enorme surpresa vermos a campeã mundial e olímpica perder em Zurique, num ano em que já melhorou o recorde nacional sul-africano, correndo em 1:54.25, uma marca que a coloca como a quarta mais rápida de sempre. E verdade seja dita que se há meeting para essa marca poder ser melhorada, este pode ser o meeting!

Fonte: IAAF
As atletas em prova garantem uma prova rápida e Semenya poderá ter que colocar em prova tudo o que tem. Francine Niyonsaba – a que vence sempre quando Semenya não está e atual campeã mundial indoor – já correu este ano em 1:55 e teremos em pista 3 atletas que já correram em 1:56 em 2018: a etíope Habitam Alemu (com recorde nacional), a norte-americana Ajee Wilson e a jamaicana Natoya Goule (também com recorde nacional). Caso todas estejam num dia bom, Semenya pode ficar ainda mais perto do desejado recorde mundial.
A nossa aposta: Caster Semenya (RSA)
1.500 metros (M): Timothy Cheruiyot (KEN) tem feito uma excelente temporada. É o líder mundial (3:28.41), venceu 4 etapas da Diamond League, sendo que em duas dessas ocasiões bateu o campeão mundial Elijah Manangoi (KEN). Acontece que as suas duas únicas derrotas nas onze provas que realizou este ano foram em duas finais: nos Jogos da Commonwealth e nos Campeonatos Africanos! Aí perdeu por duas vezes para o campeão mundial e será muito interessante perceber em Zurique se Cheruiyot conseguirá revalidar o título vencido no ano passado ou se voltará a ceder perante Manangoi. Sem ter ainda entrado nos 3:28 este ano (3:29.64), o campeão mundial tem a experiência e o “pedigree de campeão” do seu lado. A última prova que ambos fizeram foi na final dos Campeonatos Africanos, pelo que esta final poderá muito bem ser uma espécie de ajuste de contas entre os quenianos! Mas, atenção, em pista estará Abdelaati Iguider (MOR) e dois dos irmãos Ingebrigtsen: Filip e Jakob! Jakob, o mais novo, nem estava qualificado, mas a saída de cena de um dos atletas previamente qualificados, levou a que o mesmo fosse convidado a estar presente. E aí está ele, poucas semanas depois de se ter sagrado o mais novo campeão europeu de sempre nos 1.500 e nos 5.000 metros, pronto para voltar a surpreender.
A nossa aposta: Elijah Manangoi (KEN)
5000 metros (F): Será uma das provas mais recheadas de estrelas da elite mundial. Os 3 grandes nomes da distância em 2018 estarão por aqui: Hellen Obiri (a líder e campeã mundial), Sifan Hassan (a nova campeã e recordista europeia) e Genzebe Dibaba (já bateu Obiri em Eugene este ano e foi campeã mundial indoor dos 3.000 em Birmingham).

Fonte: IAAF
Aliás, as 6 mais rápidas do ano estarão em Zurique. Difícil é apostar numa vencedora, principalmente porque parece que cada vez existem menos provas do fundo ao longo do ano, sendo que cada prova apresenta características totalmente diferentes. Hassan apenas correu a distância duas vezes este ano, mas ambas foram nos últimos dois meses e com excelentes resultados, o que lhe dará com certeza confiança extra. Dibaba correu pela última vez em Julho, em Rabat, e não conseguiu dar a melhor resposta ao andamento imposto por Obiri, acabando por ficar longe na 6ª posição, na prova mais rápida do ano. Obiri venceu os títulos da Commonwealth e Africano com bastante facilidade em provas táticas e lentas. Nas mais rápidas, perdeu em Eugene, mas há bem pouco tempo mostrou em Rabat que está na máxima forma, correndo em 14:21.75. Acreditamos que será entre elas, embora não se possa descurar a presença de nomes como Letesenbet Gidey (ETH), Senbere Teferi (ETH) ou Agnes Tirop (KEN), todas elas abaixo dos 14:25 este ano.
A nossa aposta: Hellen Obiri (KEN)
400 metros barreiras (M): Foi um dos eventos que dominou as atenções neste ano, mas faltará por aqui o homem que foi a grande estrela. Abderrahman Samba (QAT) estará ausente por estar a competir nos Jogos Asiáticos, competição que para muitos atletas é fundamental para a manutenção das suas bolsas nacionais. Assim sendo, a disputa deverá ser entre dois homens que também têm corrido muito rápido este ano: o norueguês campeão mundial Karsten Warholm (que já o fez em 47.64) e Kyron McMaster, a grande estrela das Ilhas Virgens Britânicas que já correu em 47.54 segundos e que é o atual vencedor do troféu. Tal é a dimensão do evento que mesmo sem a presença de Samba e de Rai Benjamin (o universitário norte-americano que era o líder mundial antes de Samba baixar dos 47 segundos) deveremos ter um evento com bastante qualidade, muito rápido e com emoção até ao final. A juntar aos dois favoritos, ainda teremos Yasmani Copello, o turco que em Berlim deu luta a Warholm, ficando na segunda posição, com um grande recorde pessoal de 47.81 segundos. Em pista ainda estará um ex-campeão mundial, muito longe do seu melhor, o norte-americano Bershawn Jackson.
A nossa aposta: Karsten Warholm (NOR)
400 metros barreiras (F): O evento parece estar um pouco em suspenso, à espera do furacão que se espera que seja a chegada de Sydney McLaughlin às competições profissionais. Ainda assim, têm sido emocionantes as lutas entre duas norte-americanas e uma jamaicana nos eventos prévios. Dalilah Muhammad (USA), que é a campeã olímpica, tem tido um ano irregular, ao vencer apenas um evento Diamond League (logo em Maio, em Xangai), vendo a jamaicana Janieve Russell triunfar em território norte-americano (Eugene) e com Shamier Little a ganhar em Lausanne e Londres, provas com emocionantes chegadas à meta, disputadas ao limite. A luta deverá ser entre as três, embora tenhamos em pista uma quarta atleta que também baixou dos 54 segundos este ano, a experiente norte-americana, Georganne Moline.
A nossa aposta: Shamier Little (USA)
3000 metros obstáculos (M): As emoções dos obstáculos estarão aqui presentes com todos os principais protagonistas e com alguns tira-teimas em cima da mesa. Conseslus Kipruto, a grande estrela queniana, campeão mundial e olímpico e que ganhou por 3 vezes este troféu, voltou às vitórias em Birmingham há duas semanas, a sua primeira em eventos Diamond League este ano. No entanto, presente não estava El Bakkali, o marroquino que venceu no Mónaco, com um fantástico tempo de 7:58.15, um novo recorde pessoal.

Fonte: IAAF
Em Zurique perceber-se-á se Kipruto conseguirá responder ao marroquino desta vez, caso o mesmo imponha um ritmo forte na prova, tal como o fez naquele dia no Principado. Quem mais vezes venceu em eventos da Liga Diamante este ano foi o queniano Benjamin Kigen, mas nas últimas provas tem dado sinais de alguma fadiga, não tendo dado luta em Birmingham, onde terminou num distante 5º lugar. Aí quem deu luta a Kipruto, foi o etíope Chala Beyo, que já foi por duas vezes segundo este ano e que procurará o lugar mais alto no dia em que mais importa. No entanto, se a prova for rápida, isso até pode beneficiar um norte-americano já acostumado a estes palcos. Evan Jager foi medalha de Prata nos Jogos do Rio e de Bronze nos Mundiais de Londres. Este ano, no Mónaco, correu em rápidos 8:01.02, muito próximo do seu recorde pessoal e irá a Zurique com ambições elevadas.
A nossa aposta: Soufiane El Bakkali (MOR)
Salto em Altura (F): Uma imagem que fica dos Europeus de Berlim é a fúria de Mariya Lasitskene (RUS) após a conquista do seu Ouro. Não obviamente por ter ganho, mas sim por “apenas” ter saltado exatos 2 metros, uma marca que ficou muito abaixo daquilo que a russa esperava fazer na Alemanha. Isso demonstra bem em que campeonato ela joga, não contra as suas adversárias, mas sim contra ela própria e contra as suas marcas. É a óbvia favorita, apesar de este ano ter voltado a perder, 46 provas depois! Foi na reunião de Rabat, onde a vencedora foi Mirela Demireva (BUL), aquela que deverá ser aqui a sua maior rival, depois de em Berlim também ter saltado 2 metros para a Prata. Elena Vallortigara (ITA) que teve uma espetacular e surpreendente evolução este ano, Marie-Laurence Jungfleisch (GER) que foi Bronze em Berlim e Yuliya Levchenko (UKR) que foi Prata nos Mundiais de Londres, são outros dos grandes nomes que marcarão presença em Zurique.
A nossa aposta: Mariya Lasitskene (RUS)
Salto Com Vara (F): Os grandes nomes a nível mundial deverão estar todos em Zurique neste evento, com todas as presentes (com a exceção da atleta suiça convidada, que não entra para as contas da final) a saltarem este ano, pelo menos, a 4.70 metros. Atletas como a norte-americana Jennifer Suhr (campeã olímpica em Londres), a sua compatriota Katie Nageotte, a russa Anzhelika Sidorova ou a neozelandesa Eliza McCartney têm mostrado uma excelente forma em 2018, mas será difícil apostar contra as duas atletas que têm dominado a disciplina nos últimos anos: a grega Katerina Stefanidi e a norte-americana Sandi Morris. A grega tem a experiência e o hábito de vencer dentro dela: é a campeã olímpica, a campeã mundial e a campeã europeia em título, além de ter vencido por duas vezes o Diamante. Não há como negar que o seu nome impõe respeito e que realisticamente deveria ser essa a nossa aposta. No entanto, Sandi Morris foi a que mais meetings da Diamond League este ano venceu (3) e bateu também Stefanidi em Birmingham para conquistar o título mundial de pista coberta. Será uma luta a duas ou será que algumas das anteriormente referidas conseguirá intrometer-se?
A nossa aposta: Sandi Morris (USA)
Salto em Comprimento (M): Infelizmente, o líder do ranking mundial e a grande sensação desta temporada, o jovem de 20 anos, cubano, Juan Miguel Echevarría não recuperou da sua lesão na perna direita e não vai conseguir cumprir o objetivo de vencer o troféu nesta temporada. Assim sendo, caminho totalmente livre para o campeão mundial, Luvo Manyonga. O sul-africano tem-se mostrado numa excelente forma este ano, sendo que nas 4 vezes que venceu na Liga Diamante (uma delas não contando para a qualificação, em Birmingham), o fez sempre acima dos 8.50 metros! Além de Manyonga e Echevarría, mais ninguém em 2018, saltou acima dessa marca, pelo que repetindo algo do género, tem a vitória praticamente garantida. A maior ameaça poderá vir do seu compatriota Ruswahl Samai, que causou sensação ao bater Manyonga nos Campeonatos Africanos, quando saltou 8.45 metros! Também com ambições de conquistar o Diamante, estará em prova Jeff Henderson, o norte-americano, que é o vigente campeão olímpico e que este ano já saltou 8.44 metros.
A nossa aposta: Luvo Manyonga (RSA)
Triplo Salto (F): Num ano em que a campeã mundial, Yulimar Rojas (VEN), apenas interrompeu o seu período ausente de competição, para vencer o título mundial de pista coberta em Birmingham, o circuito tem sido um autêntico passeio para Caterine Ibarguen, que tem brilhado no Triplo e ainda dando um ar da sua graça no Salto em Comprimento. No papel, as coisas poderiam ser complicadas para a colombiana, pois existem atletas com grandes marcas, feitas este ano, em prova. No entanto, sempre que Ibarguen está presente, parece que eclipsa tudo o que está à sua volta, tendo vencido todas as 6 provas em que participou este ano (incluindo as 4 da Diamond League).

Fonte: IAAF
Ainda assim, duas jamaicanas têm estado em evidência, tendo ambas saltado na casa dos 14.6 – Shanieka Ricketts e Kimberly Williams – bem como em destaque tem estado a espanhola Ana Peleteiro, com um novo recorde pessoal de 14.55 metros. Realce ainda para a presença de Tori Franklin, a norte-americana que teve uma noite absolutamente fantástica em Guadalupe em Maio – conseguindo um recorde pessoal de 14.84 metros – mas que não mais conseguiu replicar esse sucesso.
A nossa aposta: Caterine Ibarguen (COL)
Lançamento do Peso (M): Uma das provas com um um nível de qualidade e profundidade de marcas superior no circuito, sem que isso impeça que seja também reconhecida como uma das que tem um melhor ambiente entre os atletas que competem na mesma. O norte-americano Ryan Crouser (que é o campeão olímpico) e o neozelandês Tom Walsh (que é o campeão mundial) têm dividido as atenções e as vitórias em meetings da competição, com cada um dos atletas a alcançar duas vitórias. Os dois atletas já ultrapassaram os 22 metros nesta temporada e se será surpreendente ver a vitória a cair para qualquer outro atleta, não é também fácil prever para qual dois a mesma poderá ir. Quem passou, pela primeira vez na carreira, os 22 metros, este ano, foi o polaco Michal Haratyk, que vem motivado pelo seu recente título europeu. Outros nomes grandes em prova são os do brasileiro Darlan Romani que já ficou a apenas 5 centímetros dos 22 metros este ano, do norte-americano Darrell Hill e do alemão David Storl, ele que foi por duas vezes campeão mundial no passado.
A nossa aposta: Tom Walsh (NZE)
Lançamento do Dardo (M): Chegou a ser o evento a dominar as atenções no princípio deste ano – tal como em 2017 – mas a lesão de Johannes Vetter muito cedo na temporada, acabou por retirar alguma da carga emocional que o evento trazia. Vetter esteve nos Europeus de Berlim – ficou em 5º – mas percebeu-se que não nas melhores condições físicas e aqui não estará. Ainda assim, a nossa aposta será que a vitória cairá para um alemão. Para Thomas Rohler, mais habituado a ganhar, campeão olímpico e agora novo campeão europeu?

Fonte: IAAF
Para Andreas Hofmann, o campeão alemão, que até já lançou mais do que Rohler este ano? É difícil de decidir, mas gostávamos de ver alguém a passar os 90 metros, algo que já não se vê desde 2 de Junho deste ano. Atenção ainda à presença do atleta da Estónia Magnus Kirt, que foi Bronze nos Europeus de Berlim (e que já lançou 89.75 metros este ano), ao checo Jakub Vadlejch e à grande promessa indiana, Neeraj Chopra, que ainda ontem passou os 88 metros nos Jogos Asiáticos!
A nossa aposta: Thomas Rohler
Lançamento do Dardo (F): Três atletas dividiram as vitórias nos quatro meetings da fase de qualificação. Quem mais vezes venceu foi a chinesa Huihui Lyu, com triunfos em Xangai e em Londres. A checa Nikola Ogrodníková venceu em Lausanne e a bielorrussa Tatsiana Khaladovich em Oslo. Das três, a checa – Prata em Berlim – foi a que lançou menos distante, com o melhor a ficar nos 65.61, ao contrário da chinesa e da bielorussa que já ultrapassaram os 67 metros este ano. No entanto ambas apenas o fizeram por uma vez e terão a companhia de outra chinesa que já o fez também este ano – Shiying Liu.
A nossa aposta: Huihui Lyu (CHI)
Alguns concursos iniciarão mais cedo, mas a transmissão televisiva começa a partir das 19 horas nesta quinta-feira. Para Portugal, o evento terá a transmissão a cargo da SportTv, com os comentários do António Fernandes, no canal 5.

Fonte: Zurich Diamond League
Foto de Capa: British Athletics
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro









