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Serão dias totalmente loucos no Atletismo de elite mundial e começa já esta quinta-feira com o regresso da Diamond League, que em 4 dias terá 2 etapas! Falaremos aqui também das finais dos Campeonatos Universitários Norte-Americanos, onde estarão presentes alguns dos atuais líderes mundiais e onde se prometem marcas de enorme valia e há ainda tempo para irmos até à Jamaica, onde o meeting Racers Grand Prix, apadrinhado por Usain Bolt e que é organizado pelo seu ex-técnico Glen Mills, promete também muita qualidade e alguns regressos de peso.
Procuramos todas as semanas equilibrar as provas a destacar, realçando o papel do Field, mas num fim-de-semana onde muitos dos destaques vêm dos Estados Unidos e da Jamaica, a verdade é que a pista concentrará grande parte das atenções. Mas não se preocupem todos os fãs de Saltos e Lançamentos: os meetings da Diamond League prometem ferver e dar-nos tudo o que gostamos!
Destacar ainda que não foi uma tarefa fácil resumir este fim-de-semana a 20 provas. Na verdade, temos a certeza absoluta que alguns dos melhores momentos destes dias poderão nem estar aqui referidos, mas temos a certeza também que em nenhum dos aqui mencionados darão o tempo por mal empregue. O melhor mesmo é ligarem os vossos streams, prepararem as pipocas e deliciarem-se com o que aí vem. E, claro, não deixem de acompanhar outras importantes provas por essa Europa fora onde estarão vários atletas portugueses!
Diamond League – Meeting de Oslo
Quando: Quinta-Feira (07.06). As provas começam às 17h. Transmissão Televisiva para Portugal na Sport TV 1 a partir das 19h.
400 Metros Barreiras (M): O evento tem estado nas bocas do mundo nos últimos tempos e os protagonistas estão todos aqui. Karsten Warholm, o surpreendente campeão mundial de Londres, compete em casa, dias depois de ter batido o recorde sub-23 europeu e o recorde nacional absoluto norueguês, mas terá como grande rival Abderrahman Samba, o atleta do Qatar que tem centrado todas as atenções depois de ter batido dois recordes de meetings da Diamond League em dois eventos apenas, sendo que em Roma bateu o recorde asiático e o recorde absoluto da Diamond League, correndo mais rápido do que alguém o fez nos últimos 8 anos.
A prova de Roma
Os atletas voltam-se a encontrar dias depois em Estocolmo, em outro reencontro que promete ferver. Aqui em Oslo ainda terão a companhia de Kerron Clement, que é “só” o atual campeão olímpico!
Milha (M): O nome do evento é “Dream Mile” e adequa-se na perfeição! A representar os atletas da casa, teremos os irmãos Filip e Henrik Ingebrigtsen. Filip é o campeão europeu nos 1500 metros e surpreendeu nos Mundiais de Londres ao arrecadar a medalha de Bronze. Henrik já foi 5º em Jogos Olimpicos e foi o… campeão europeu dos 1500 em 2012! Mas a prova contará com nomes como Bethwell Birgen, que este ano já foi Bronze nos 3000 dos Indoor de Birmingham ou Taresa Tolosa, Prata nos Mundiais Sub-20 de há dois anos nos 1500 e que este já venceu o meeting de Doha nessa mesma distância. Ainda assim, o favorito deverá mesmo ser o campeão mundial dos 1500 metros, o queniano Elijah Manangoi, que este ano já venceu os Jogos da Comunidade Britânica na Gold Coast.
3000 Metros Obstáculos (F): Foi uma das grandes provas de Roma. A campeã mundial, Emma Coburn, voltou a mostrar ser um osso duro de roer para as quenianas e é bom que as mesmas se habituem à sua presença na frente das provas, depois do Bronze no Rio e do Ouro em Londres. Coburn, que estava no trio da frente, caiu no último fosso de água, mas ainda assim foi a tempo de terminar na quarta posição e com o quinto melhor tempo norte-americano da história! A vencedora nesse dia foi Hyvin Kiyeng, a queniana que foi Ouro nos Mundiais de Pequim e Prata no Rio e ela também aqui estará pronta para voltar a levar a vitória. Aisha Praught-Leer, a campeã dos Jogos da Commonwealth, confessou-se dececionada com a sua performance em Roma (8ª em 9:19.33) e espera também dar aqui uma imagem melhor.
Triplo Salto (F): Pode parecer estranho destacarmos uma prova que não conta com Yulimar Rojas, mas a verdade é que a qualidade do field feminino é aqui fortíssima. Claro que à cabeça e a liderar as atenções temos Caterine Ibarguen, a estrela colombiana que já venceu por 4 vezes o Diamante e já venceu 30 (!) meetings da competição.

Fonte: IAAF
Ela saltou 14.80 metros em Xangai, uma marca que foi líder mundial por…algumas horas! É que nessa mesma madrugada, Tori Franklin foi a Guadalupe esmagar o seu recorde pessoal e bater o recorde nacional norte-americano com um salto de 14.84 metros, naquela que é a actual marca líder mundial. Tori estará aqui, acompanhada por duas jamaicanas numa forma fantástica: Shanieka Ricketts que foi segunda em Xangai com 14.55 e Kimberly Williams, que começou o ano com uma Prata nos Mundiais Indoor e com a revalidação do Ouro nos Jogos da Commonwealth, com o seu novo recorde pessoal de 14.64 metros. Dois nomes gigantes, já mais habituados a estas andanças, são os da ucraniana Olha Saladukha e da Cazaque Olga Rypakova. Saladukha, ex-campeã mundial e Bronze olímpica, já começou a época a saltar mais do que o fez em todo o 2017 e Rypakova estrear-se-á em 2018 aqui em Oslo, depois de um 2017 onde foi medalha de Bronze nos Mundiais de Londres, num estádio onde já tinha sido Ouro nos Olímpicos de 2012.
Lançamento do Peso (M): Em Eugene, tivemos um concurso histórico, em que pela primeira vez na história 4 atletas ultrapassaram os 21.60 metros. Ryan Crouser venceu aí com 22.53 metros, um novo recorde do reputado meeting e em todas as 4 competições que fez este ano lançou acima dos 22 metros, sendo difícil não lhe atribuir algum favoritismo. E dizemos algum porque pela capital norueguesa estará também Tom Walsh, o neozelandês que lidera o ranking mundial e que no ano passado sagrou-se campeão mundial em Londres. O nome dos dois está presente nos 7 melhores lançamentos da temporada e será com certeza outra prova de enorme qualidade. Destaque ainda óbvio para a presença de Joe Kovacs, o medalhado de Prata no Rio e Ouro nos Mundiais de Pequim que este ano ainda não chegou aos 21 metros, mas que tem que ser sempre um nome a ter em conta.
Diamond League – Meeting de Estocolmo
Quando: Domingo (10.06). As provas começam às 14h. Transmissão Televisiva para Portugal na Sport TV 4 a partir das 15h.
200 Metros (M): Steven Gardiner é um dos nomes que tem concentrado mais atenções na velocidade em 2018. É verdade que o seu domínio nos 400 metros tem sido aterrador, mas não nos podemos esquecer que a última vez que o atleta correu os 200 metros foi em Abril e fê-lo em 19.75, um novo recorde nacional das Bahamas.

Fonte: IAAF
Dois meses depois e após as extraordinárias performances nos 400 metros, é com muita curiosidade que se aguarda o que Gardiner traz na manga para estes 200 metros, que contarão com a presença do atual campeão mundial, Ramil Guliyev e do campeão norte-americano em título, Ameer Webb. Mas os olhos estão todos em Gardiner.
1500 Metros (F): É a prova que irá encerrar o Meeting de Estocolmo e acreditamos que o fará com um grande espetáculo. Sifan Hassan há muito que vem dando nas vistas, mas a evolução da atleta após ter passado a ser treinada por Alberto Salazar é notória. No ano passado chegou aos Mundiais de Londres como favorita, mas pagou caro alguma inexperiência a esse nível e ficou fora do pódio nos 1500, “remediando-se” com o surpreendente Bronze nos 5000. Este ano, nos Mundiais de Birmingham, voltou a travar interessantes duelos nos 1500 e 3000, ficando com uma Prata e Bronze, exatamente o mesmo que Laura Muir. Nos 1500 foi Laura Muir que foi Prata e a escocesa vai a Estocolmo tentar esquecer a surpreendente derrota para Shelby Houlihan em Eugene. A atleta é a atual recordista nacional britânica na distância e terá agora um foco mais exclusivo no Atletismo, depois de completar os seus estudos superiores em Medicina Veterinária! Além destas duas óbvias favoritas, teremos outros nomes conhecidos da distância como as etíopes Gudaf Tsegay e Habitam Alemu e a norte-americana, que já foi campeã mundial e que foi Prata em Londres (e Bronze no Rio), Jenny Simpson! Promete. Muito.
100 Metros Barreiras (F): Não é só em Estocolmo que a distância com barreiras estará em destaque, mas aqui teremos a campeã olímpica, Brianna McNeal, que não parece nada afetada pelo ano que esteve sem competir. É verdade que em Roma as coisas não correram bem a Brianna e perdeu logo a prova na primeira barreira, mas redimiu-se dias depois com a vitória em Hengelo em 12.66 com vento contrário. Mas o grande destaque esta semana foi a prova que Alina Talay fez na Áustria com um novo recorde pessoal de 12.41! Talay aposta forte nesta época em reconquistar um título europeu que venceu em 2012 e até agora o ano parece estar a correr melhor do que nunca a nível de marcas. Curiosidade também para percebermos o que faz Christina Manning no regresso às pistas depois de dois meses de ausência, com alguns problemas físicos. Na Pista Coberta, a atleta foi medalha de Prata em Birmingham. Pela Suécia passará também a medalhada de Bronze desses Mundiais (Nadine Visser), uma ex-campeã mundial (Danielle Williams) e uma ex-campeã olímpica em ano de despedida, mas que ainda no passado conquistou uma medalha de Bronze nos Mundiais (Dawn Harper-Nelson).
Salto em Comprimento (F): Todas as atletas presentes já saltaram na sua carreira a, pelo menos, 6.90 metros (indoor ou outdoor) e isso por si só permite perceber o nível da prova que poderemos vir a assistir. Será a primeira prova do Comprimento (no feminino) nesta edição da Diamond League e por isso é difícil perceber exatamente em que ponto estamos e quem se apresenta com favoritismo. A campeã olímpica, Tianna Bartoletta, estará aqui, mas não está com certeza nesse role. A atleta tem apresentado alguns problemas e não tem conseguido ainda replicar a forma de anos anteriores. Ivana Spanovic, sim, é uma das óbvias favoritas, talvez a principal. Venceu o troféu já por duas vezes e começou o ano a saltar acima dos 6.90 na Grécia há poucos dias.

Fonte: IAAF
A alemã Malaika Mihambo, que também aqui estará, é a atual líder mundial, depois de ter alcançado um novo recorde pessoal numa prova no fim de Maio a apenas um centímetro dos 7 metros! Christabel Nettey, a segunda do ranking com 6.92 nesta época também é uma das presentes, bem como duas atletas que tiveram uma temporada de pista coberta de luxo: a norte-americana Quanesha Burks (4ª em Birmingham) e a sueca Khaddi Sagnia que saltou 6.92 em competição indoor!
Salto em Comprimento (M): O Comprimento é mesmo o grande destaque de Estocolmo e no Masculino teremos tudo aquilo que poderíamos querer. Em Roma, assistimos a um concurso memorável onde vimos um duelo eletrizante entre Luvo Manyonga, o campeão mundial e Juan Miguel Echevarría, o campeão mundial de pista coberta. Manyonga levou a melhor com a marca líder mundial (8.58 metros contra 8.53), mas um dos nulos de Echevarría permitiu perceber que o jovem prodígio cubano está muito perto de outro tipo de resultados. Echevarría parece estar naquela fase em que se espera a queda do recorde pessoal a cada novo salto e é com essa expetativa que o atleta vem para esta etapa da Liga Diamante. Os dois terão aqui a companhia do terceiro em Roma (e medalhado de Bronze nos Mundiais de Londres), o sul-africano Ruswahl Samaai e do atual campeão olímpico, Jeff Henderson, ele que já saltou em 8.44 esta época.
NCAA – Finais D1: Campeonatos Universitários Norte-Americanos, Eugene
Quando: Começaram na Quarta-Feira. Todas as finais mencionadas decorrem nas noites de Sexta-Feira e Sábado (08/06 e 09/06). Sexta a partir das 01h30. Sábado a partir das 23h30. Sem transmissão para Portugal. Transmissão para os EUA: ESPN.
100 Metros (M): Para se perceber a qualidade deste elenco de 100 Metros, bastará dizer que em todo o mundo, apenas 5 atletas baixaram dos 10 segundos nesta temporada e 3 deles estavam aqui em Eugenel! Jaylen Bacon, Andre Ewers e Kendal Williams eram os 3 grandes favoritos à vitória, mas 2 deles caíram nas semi-finais de ontem e só Ewers se manteve! Cameron Burrell e Cravon Gillespie são outros atletas a ter em conta e parecem agora os principais adversários do jamaicano Ewers. Será com toda a certeza uma das provas mais rápidas do ano, caso o vento de Eugene o permita.
100 Metros (F): Há quem diga que Aleia Hobbs já está há 1 ano a mais no Desporto Universitário e temos poucas razões para acreditar no contrário. Com 22 anos e com um recorde pessoal de 10.85, a atleta que correu as suas últimas 4 provas abaixo dos 11 segundos (todas com vento legal), apresenta-se com o segundo melhor tempo a nível mundial e é a favorita num evento que ainda assim está mais em aberto do que se possa pensar.
Ashley Henderson e Twanisha Terry já correram abaixo dos 11 segundos (com vento regulamentar) este ano e Mikiah Brisco (a campeã 2017) e Deanna Hill continuam por cá. A nossa aposta é para mais uma marca abaixo dos 11 segundos, mas com Hobbs a conquistar o título desta vez e poder partir em definitivo, e com objetivos cumpridos, para o profissionalismo.
400 Metros (M): Michael Norman surpreendeu o mundo por duas vezes nesta temporada. E só surpreenderá uma terceira a quem esteja muito desatento. Bateu o recorde mundial indoor e na semana passada correu o segundo split mais rápido da história na estafeta 4×400, apenas atrás da marca de Michael Johnson em Estugarda. O seu melhor pessoal de 44.40 não parece minimamente próximo do que ele é capaz de fazer no momento e o mesmo parece ter noção disso ao afirmar que para vencer estes 400 metros acredita que se terá que baixar dos 44 segundos. Não é ainda assim, quanto a nós, o grande favorito. O jamaicano Nathon Allen conta com o melhor tempo do ano entre os finalistas, com um melhor head-to-head e já conta com a experiência de ter participado em Jogos Olímpicos e Mundiais (foi 5º na final de Londres). Será um desafio de elevado nível, que ainda contará com a presença de Will London (também habituado a grandes eventos já), Tyrell Richard e Akeem Bloomfield.
800 Metros (M): O queniano Michael Saruni é o atual líder mundial, tendo corrido já em 1:43.25. Numa situação normal, diríamos que seria o natural vencedor dos campeonatos universitários, depois de o ter feito em pista coberta. Acontece que a carreira de Saruni tem sido marcada por uma série de acontecimentos inesperados nos momentos chave. Nas finais do ano passado, acabou por cair quando ia na primeira posição a 200 metros da meta e depois ainda se viu envolvido numa polémica com a Federação Queniana que o afastou dos Mundiais de Londres. Este ano será difícil prever outro vencedor e Saruni que já tem o recorde universitário poderá gerir a prova a seu prazer. A haver rival, o seu nome é Isaiah Harris, que foi semi-finalista em Londres.
100 Metros Barreiras (F): A líder mundial do ano está presente. Isso reflete muito do peso que está nas costas de Jasmine Camacho-Quinn, a porto-riquenha nascida nos EUA que no mês passado alcançou um novo recorde pessoal, com a marca de 12.40. Ninguém parece ameaçar o favoritismo de Camacho-Quinn, apesar da atleta ser conhecida por nem sempre responder à altura quando muito de si é esperado. Já tem, no entanto, a experiência de desilusões anteriores (incluindo os Jogos do Rio) e de fazer parte da equipa de elite de Erick Floréal, que com certeza preparou a atleta para qualquer dos cenários. Num dia normal, não terá qualquer rival à altura. No entanto, falando de uma distância curta e de barreiras em simultâneo, a imprevisibilidade é sempre maior e aí poderão entrar os nomes de Rushelle Burton e Devynne Charlton. Muito pouco provável.
400 Metros Barreiras (F): Será o show de Sydney McLaughlin, ninguém tem quaisquer dúvidas acerca disso. No seu ano de estreia, e aos 18 anos, tem batido todos os recordes possíveis e até o seu normalmente ponderado técnico já afirmou que depois deste ano poderá fazer pouco sentido a atleta continuar a sua carreira desportiva na Universidade de Kentucky, continuando a recusar as propostas chorudas que lhe vão chegando com vista ao profissionalismo.
Tem o recorde universitário, tem o 5º melhor tempo norte-americano da história e a única coisa que nos faz duvidar que esse tempo possa ser batido esta semana são as previsões meteorológicas que apontam para um tempo mais frio do que o normal e com algum vento em Eugene. Com marcas 3 segundos (!) abaixo da segunda melhor atleta, a vitória é uma certeza a menos que aconteça algum cataclismo.
JN Racers Grand Prix, Kingston
Quando: Madrugada de Sábado para Domingo (09.06). As provas começam às 00h30 (hora portuguesa). Evento pay-per-view, sem transmissão para Portugal.
100 Metros (M): Todos querem ver o duelo Yohan Blake x Noah Lyles. Blake é apresentado como o cabeça de cartaz do meeting e na Jamaica continua a ser visto como o nome que “tem a obrigação” de substituir Usain Bolt na liderança da velocidade mundial.

Fonte: IAAF
A época até parecia estar a começar bem para Blake, mas a final dos Jogos da Commonwealth correu desastrosamente com um terceiro lugar em 10.19. Desde aí apenas correu nas ruas de Boston, onde as coisas também não correram melhor. Este será o seu “real” regresso e marcará o início do seu verão em pista. Muito do que faça no sábado em Kingston poderá definir este 2018. Mas pela frente terá um rapaz que ainda não completou os 21 anos e que já correu este ano os 200 metros em 19.69! Claro que os 100 metros são diferentes, mas Noah Lyles que foi o campeão mundial júnior dos 100 em 2016 certamente sabe disso e vai à Jamaica com objectivos de baixar significativamente o seu recorde pessoal (que com vento legal ainda é de 10.14, embora todos saibam que vale bem mais do que isso). Presente também estará outra promessa que tarda em afirmar-se, Julian Forte, uma das maiores esperanças jamaicanas.
100 Metros (F): Shelly-Ann Fraser-Pryce regressou às pistas depois de um ano e meio de ausência, tempo no qual foi mãe pela primeira vez. Já correu duas vezes esta temporada e está longe ainda dos resultados de outrora, mas a evolução tem sido notória. Não é a favorita em Kingston, mas nem por isso deixa de ser a atração principal da prova de 100 metros. Prova que ainda assim contará com outros motivos de interesse: Kelly-Ann Baptiste, Simone Facey e Christania Williams asseguram um forte elenco e uma prova bastante competitiva, mas muita curiosidade há também para ver Briana Williams entre “as maiores”. Briana tem apenas 16 anos, é treinada por Ato Boldon e andou nas bocas do mundo quando há poucos meses bateu a melhor marca de sempre nos 100 metros para atletas até aos 15 anos em 11.13. Veremos o que poderá aqui fazer num ano em que tem como objectivo competir nos Mundiais…Sub-20!
200 Metros (F): Deverá ser mais uma batalha a duas nos 200 metros, com Shaunae Miller-Uibo a assumir a maior percentagem de favoritismo. Miller, especialista de 400, tem dominado por completo a temporada de 200 metros até ao momento, tendo vencido todas as provas onde participou e isso incluí o título dos Jogos da Comunidade Britânica e o Meeting de Xangai, sendo que já anda próxima de voltar a baixar dos 22 segundos. Tendo já corrido os 400 abaixo dos 50 segundos e tendo obtido a melhor marca de sempre na distância de 300 metros, é difícil não apontar a atleta das Bahamas como favorita em qualquer prova que participe neste momento. Ainda assim, pela frente terá Shericka Jackson, a atleta que foi segunda atrás de Uibo nos jogos da Commonwealth, com a sua melhor marca pessoal de 22.18. Desde aí tem apresentado alguma irregularidade, mas nada melhor do que competir em casa para provar o seu valor junto das melhores.
400 Metros (M): O regresso de Kirani James é um dos destaques deste meeting e a sua forma é neste momento uma autêntica incógnita. Tendo passado praticamente todo o 2017 afastado das pistas com uma doença a que faltou informação mais detalhada para o público, o atleta de Granada procurará em 2018 voltar a ser um dos nomes de destaque numa prova que muito mudou neste seu ano de ausência.
Kirani James sagrou-se campeão mundial aos 18 anos!
Em Kingston enfrentará a concorrência de Fred Kerley, motivado depois da vitória do Meeting Diamond League de Roma e também do seu compatriota Bralon Taplin, que apresentou excelentes resultados na temporada indoor.
Muito ficou por falar das competições citadas e outras competições ficaram por referir. A certeza que temos é que no artigo da próxima semana teremos com certeza muitas provas e resultados de enorme valor para destacar!
Foto de Capa: USATF
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro













