Última horaTorreense ‘Til I Die On The Beach
Publicidade

Europeus de Corta-Mato – A fiabilidade Ingebrigtsen

Pedro Pires · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Neste fim de semana, decorreram os Europeus de Corta-Mato em Tilburg, na Holanda, que contaram com a presença de vários nomes conhecidos do Atletismo. Estes mostraram-se já em grande forma, embora os seus objetivos principais estejam virados mais para o final do ano em pista.

A marca Ingebrigtsen parece ser já uma garantia de qualidade e de bons resultados e, mais uma vez, os irmãos noruegueses não desiludiram no fim de semana. Numa prova cujas difíceis condições em que aconteceria já se previam devido à chuva que caiu nos dias anteriores e no próprio dia, Filip Ingebrigtsen sagrou-se campeão europeu sénior pela primeira vez. Foi o primeiro vencedor não nascido em continente africano desde 2011. Completou o percurso em 28:49 minutos, com o belga Isaac Kimeli (28.52) e o turco Aras Kaya (28.56) a pouca distância, embora fosse fácil perceber que Filip controlou a prova para terminar como sempre o tencionou fazer – com uma ponta final diabólica. Ainda assim, no final, Filip confessou-se surpreendido por ter vencido e por ter estado tão forte numa distância e percurso onde confessa não se sentir confortável.

Já antes, o seu irmão mais novo, Jakob, exibiu ao mundo que ainda não se cansou de vencer títulos em 2018, conquistando pela terceira vez consecutiva o título europeu do crosse no escalão sub-20. Assim, mostra que não se intimida com a longa época que terá pela frente. Aliás, no final de uma prova que até parecia complicada de vencer a cerca de uma volta do final, o jovem confessou que se sentia “fresco” e que até queria competir pelos seniores, mas a Organização não deixou! Ainda assim, história foi alcançada uma vez mais pelos Ingebrigtsen, pois nunca dois irmãos haviam ganho distintas categorias nos mesmos Europeus de Corta-Mato.

 

Jakob Ingebrigtsen não se cansa de vencer
Fonte: European Athletics

Na prova de sub-23, vitória para o francês Jimmy Gresier, que deu uma sapatada na corrida a cerca de quatro voltas do final para não mais ser encontrado. O francês revalidou o título conquistado no anterior, mas aquilo de que certamente todos se recordarão será a sua chegada à meta…o melhor é ver!

https://www.youtube.com/watch?v=kKEJjdCVWuk

No feminino, a turca Yasemin Can voltou a mostrar-se consistente e não desapontou, assumindo o favoritismo e conquistando a prova, pela terceira vez consecutiva, desta feita em 26:05, mas sofrendo um surpreendente ataque final de Schlumpf e Grovdal, que deixou por perto suíças e norueguesas, afastando surpreendentemente do pódio a atleta da casa, Susan Krumins.

Mais uma vitória para Can!
Fonte: Tilburg 2018

Na prova de sub-20, a vitória sorriu à italiana Nadia Battocletti, tendo arrancado para a vitória já numa fase tardia, sendo que até meio não constava do trio da frente. Várias quedas ao longo do percurso acabaram por derrubar atletas da frente, e a italiana acabou mesmo por vencer com uma excelente ponta final. Já nos sub-23, numa prova bastante equilibrada, a vitória foi para a dinamarquesa Anna Emilie Møller.

Por fim, na estafeta mista, a Espanha sagrou-se campeã europeia, superando o Bronze do ano anterior, em 16:10. Os espanhóis apresentaram uma equipa de luxo, incluindo nomes como Saúl Ordóñez ou Esther Guerrero e levaram de vencida a França (com a Prata) e a Bielorrússia (no Bronze).

Espanha venceu em estafetas mistas
Fonte: Tilburg 2018

Quanto a Portugal, a participação da nossa comitiva foi discreta. Em seniores, teve como melhores classificações o 28º lugar de Carla Salomé Rocha na prova feminina, e o 35º lugar de Rui Pinto. Nos sub-23, os melhores foram João Pereira em 48º, e Lília Martins na 42ª posição. Já nos sub-20, Mariana Machado foi 15ª e o melhor no masculino foi Duarte Gomes, no 38º lugar. Por fim, na estafeta mista, o conjunto português ficou na 10ª posição.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: Tilburg 2018

Pedro Pires

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.