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Ainda assim, nem sempre é consensual a presença das principais estrelas no evento, preferindo por vezes priorizar outras opções no calendário desportivo, como foi o caso mais evidente a edição de 2010 em Dehli. Este ano, apesar de algumas ausências mais ou menos forçadas, não nos podemos queixar do número de atletas de topo presentes, existindo algumas provas com elencos de nível máximo. Mas já lá vamos.
Primeiro, é necessário explicar o que é a Commonwealth. A Commonwealth é uma organização intergovernamental composta por 53 países que possuem laços entre si, sendo que 51 dos membros faziam parte do antigo Império Britânico e é a partir dessa comunhão que tudo se desenvolveu. As únicas excepções são o Ruanda (que fazia parte do Império Belga) e…Moçambique! Sim, Moçambique que era portuguesa, mas que ganhou presença no grupo em 1995,com o apoio dos vizinhos que os rodeiam que apoiaram a sua entrada no grupo.
Em sentido inverso, deixaram a comunidade o Zimbabwe e a Gambia. Por aqui se percebe, que dentro deste grupo existem importantes nações no panorama do nosso desporto, como por exemplo, a Jamaica, a Austrália, a Nigéria, o Quénia, a África do Sul, o Canadá e, claro, a Inglaterra. No entanto, os Jogos não se resumem ao Atletismo. As 53 nações estão representadas em 71 equipas (por exemplo a Grã-Bretanha divide-se em Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte e outros territórios dependentes trazem equipas individuais) que disputam ao longo de 12 dias, 275 eventos em 19 diferentes desportos, formando uns “mini Jogos Olímpicos”, tendo inclusive direito a uma aldeia dos atletas.
Os Jogos deste ano realizam-se na fantástica Gold Coast na Austrália que tem, até ao momento, vivido a competição com grande entusiasmo. Falando do Atletismo, iremos destacar neste artigo 14 momentos (7 no masculino e 7 no feminino) que consideramos que podem vir a ser os momentos dos campeonatos e aqueles que não podem mesmo perder.
Masculino
100 Metros: Pode ser uma das provas de peso dos campeonatos, aguardando-se com expectativa o que poderão fazer Yohan Blake (JAM), Julian Forte (JAM) e Akani Simbine (RSA). Blake é o atleta mais rápido do mundo em actividade e procura em 2018 ocupar o lugar deixado vago por Usain Bolt, tendo a “bênção” do raio jamaicano – que até estará presente na Austrália.

Fonte: IAAF
Yohan Blake, o homem mais rápido do planeta em actividade Fonte: IAAF
Por outro lado, Julian Forte continua a ser, aos 25 anos, alguém em quem os jamaicanos depositam esperanças, sendo que terminou 2017 em excelente forma (depois da decepção de Londres), ao baixar a sua melhor marca pessoal para os 9.91. Mas haverá o sul-africano Akani Simbine que já correu em 9.89 e na época passada apresentou-se em grande forma por esta altura do ano. À procura de também entrar no pódio estará Adam Gemili (GBR), o britânico que foi campeão mundial sub-20 em 2012 e que também tem um melhor pessoal abaixo dos 10 segundos.
200 Metros: O jamaicano Rasheed Dwyer venceu em 2014 e voltará a estar por cá, mas sabe que irá ter que correr bem mais rápido para vencer. A concorrência é de peso e à cabeça vem o nome do nome que para já marca a velocidade mundial neste arranque de 2018: Clarence Munyai (RSA). O sul-africano de apenas 20 anos correu em 19.69 há poucas semanas, destruindo o recorde nacional de Van Niekerk e colocando-o no top 10 dos atletas mais rápidos da história nos 200. Mais ninguém ainda baixou dos 20 segundos este ano e por isso Munyai é o natural favorito.
Mas atenção que em pista teremos Jobodwana (RSA), o seu compatriota que foi Bronze nos Mundiais de Pequim; Warren Weir (JAM) bronze nos Olímpicos de Londres e Prata nos Mundiais de Moscovo e um Zharnel Hughes (GBR) que até correu os 100 metros mais rápidos neste arranque de época. Mas não se deixem enganar, a maior ameaça Munyai pode vir da Trinidad e Tobago. É que presente estará Jereem Richards, ele que na época passada correu abaixo dos 20 segundos e alcançou um Bronze nos Mundiais de Londres.
400 Metros: Isaac Makwala (BOT) ainda não esqueceu o seu afastamento dos 400 metros em Londres (onde se considerou injustiçado) e quer aqui uma ligeira desforra, mostrando ao mundo do que é capaz. Tem o tempo mais rápido do ano, mas poderá enfrentar a concorrência de dois seus jovens compatriotas já habituados a grandes palcos: Baboloki Thebe e Karabo Sibanda. Ambos os atletas já cheiraram as medalhas em grandes eventos e quererão mostrar aqui que estão prontos para os grandes palcos. Por lá andará o campeão júnior em 2014, Machel Cedenio (TTO), mas outra grande ameaça pode vir de Bralon Taplin (GRN) que correu uns espectaculares 44.88 em pista coberta este ano e que pode vir aqui surpreender ao ar livre.
1500 Metros: Interessantíssimo duelo pelo Ouro entre dois quenianos que mandaram no mundo na temporada passada. Elijah Manangoi (KEN) levou o Ouro nos Mundiais de Londres com uma chegada ao limite com Timothy Cheruiyot (KEN) e ambos estarão aqui presentes em Brisbane. Espera-se assim muita emoção, num duelo apimentado pela presença do terceiro queniano, que é nada mais, nada menos, que o jovem de 18 anos, Kumari Taki (KEN), o campeão mundial sub-20 em 2016, um ano depois de ter sido também campeão mundial sub-18! São os 3 homens mais rápidos nesta temporada e deverão preencher o pódio. Por fora, correrão os escoceses habituados a grandes palcos, Chris O’Hare e Jake Wightman.
110 Metros Com Barreiras: Antonio Alkana (RSA) tem o melhor tempo deste início da temporada, mas não é o nosso favorito à vitória e talvez nem a ficar no pódio. À cabeça pensamos em Andrew Pozzi (GBR) que acaba de se sagrar campeão mundial Indoor (embora em indoor a distância seja mais curta, 60) e chegará a estes campeonatos motivado. Outro candidato europeu é Milan Trajkovic (CYP), finalista nos Jogos do Rio que quererá esquecer a desilusão da falsa partida em Birmingham, onde era um dos favoritos.
Por lá andará também um finalista de Mundiais, Shane Brathwaite de Barbados, mas muita atenção ao trio jamaicano! Hansle Parchment (JAM) desiludiu na final de Londres (8º), mas antes havia conseguido uma Prata nos Mundiais de Pequim e um Bronze nos Olímpicos de Londres em 2012. Procurará aqui recuperar a sua forma de há 3 anos, esquecendo o seu passado mais recente.
Coisa que certamente De’Jour Russel (JAM) não quererá esquecer. No verão passado sagrou-se campeão mundial sub-18 e com 18 anos acabados de fazer quer conquistar um lugar entre os mais experientes das barreiras. Por fim, Ronald Levy (JAM) que fez a extraordinária marca de 13.05 em Paris no ano passado e se andar próximo dessa marca dificilmente verá o Ouro fugir. Mas para já não parece andar nada próximo…
Salto em Comprimento: Luvo Manyonga (RSA) muito prometia enquanto jovem, depois de ter sido campeão mundial júnior. Passou por uma travessia no deserto, com a dependência em drogas a ser assumida pelo atleta como o principal factor, mas felizmente deu a volta por cima. No Rio alcançou a Prata. Em Londres, o Ouro nos Mundiais, sendo o actual grande nome da disciplina a nível mundial. Perdeu o Ouro nos Indoor de Birmingham por centímetros, mas é, claro, o grande favorito aqui. Ainda assim, será uma dura batalha com o seu compatriota, Ruswahl Samaai (RSA) que já saltou 8.39 metros neste início de época.
Samaai foi medalhado de Bronze nos Mundiais que Manyonga venceu no verão passado, medalha que também já alcançou nestes Jogos em 2014 e quer aqui uma medalha mais alta, depois de se sagrar campeão africano há 2 anos. Na disputa pelas medalhas estará também Fabrice Lapierre (AUS). Lapierre parece longe da forma que lhe valeu a Prata nos Mundiais de Pequim e nos Indoor de Portland (anteriormente já havia sido campeão mundial Indoor em Doha em 2010), mas nunca pode ser um nome a riscar. Ele que já sabe o que é vencer esta competição, tendo alcançado o Ouro em 2010.
4×100: Depois dos Mundiais de Londres onde surpreenderam e levaram o Ouro, a estafeta britânica 4×100 volta a apresentar-se forte nestes jogos, embora sem a presença de Chijindu Ujah.
Mas claro que bater a concorrência jamaicana não será fácil, não sendo de prever que ocorra um acidente como o que ocorreu com Bolt nesses Mundiais. Ainda assim e apesar da equipa de Trinidad e Tobago parecer bastante forte, os favoritos talvez até sejam os sul-africanos, que apresentarão um fortíssimo elenco com Simbine, Munyai, Jobodwana e Alkana. Será certamente um dos momentos mais entusiasmantes dos campeonatos.
Nas outras provas, várias outras estrelas estarão presentes, embora o seu domínio seja, pelo menos, à partida mais previsível. Nijel Amos (BOT) é o favorito nos 800, Cheptegei (UGA), Prata em Londres nos 10000, é o favorito nos 5000 e nos 10000 e Conseslus Kipruto (KEN) nos 3000 Obstáculos. No field, Tomas Walsh (NZL) é também o grande favorito no Lançamento do Peso e Julius Yego (KEN) quer recuperar a glória de outrora e revalidar o título no Dardo.
Nas provas combinadas, Damian Warner (CAN) não deverá ter quaisquer problemas para levar o Ouro e nos 400 metros barreiras não conseguimos esconder o interesse em ver o que fará o jovem Kyron McMaster (BIV) depois de uma época passada tão forte coroada com a vitória na Diamond League, mas também “manchada” pela desqualificação nos Mundiais. Por fim, no Salto Com Vara, o campeão mundial de Pequim, Shawn Barber (CAN) já mostrou uma grande forma esta temporada (saltou 5.92 a semana passada) e deverá terminar o concurso sozinho.
Feminino
100 Metros: Não será a prova com o elenco mais forte da velocidade feminina, mas motivos de interesse não faltarão. A estrela britânica Asha Philip (GBR) foi campeã europeia indoor nos 60 metros em Belgrado e procura aqui o seu primeiro título sénior fora de portas ao ar livre.
Ainda assim, terá que enfrentar aquela que tem a melhor marca do ano nesta temporada, a sul-africana Carina Horn, que com 11.03 é a nova recordista nacional sul-africana, num ano em que também no Indoor mostrou uma excelente forma – com um melhor pessoal de 7.09. Mas ainda há Michelle-Lee Ahye (TTO). Ahye que tem um extraordinário recorde de 10.83 alcançado no verão passado, tem sido presença regular em finais de grandes eventos, tendo ficado próximo do pódio nos Mundiais de Pequim e Londres e nos Jogos do Rio.
Poderá ser aqui a grande favorita, onde terá a companhia da “rising star” de Trinidad e Tobago, Khalifa St. Fort. Com apenas 20 anos acabados de fazer, Khalifa é treinada pelo ex-atleta de Trinidad, Ato Boldon, tendo na temporada passada alcançado o seu melhor pessoal (11.06) já próxima de baixar a barreira dos 11 segundos. Da Jamaica, Natasha Morrison e Christania Williams poderão ser sérias ameaças ao Ouro, embora a forma das duas atletas seja uma incógnita.
200 Metros: A prova de luxo da velocidade feminina está aqui. Elaine Thompson (JAM), a campeã olímpica e mundial entrará como favorita, pois assim entrará em qualquer prova que dispute ao ar livre, mas vai enfrentar uma concorrência de nível máximo nestes Jogos. Para começar, terá a companhia Shaunae Miller-Uibo, a estrela das Bahamas, campeã olímpica nos 400 metros e medalha de bronze nos 200 metros dos Mundiais de Londres. E não esquecer que Shaunae Miller bateu Elaine Thompson na final dos 200 da Diamond League em Agosto passado, na última vez que as duas se encontraram com um extraordinário recorde pessoal de 21.88 para Miller.
Mas as duas não estarão sozinhas. Ultrapassada a grave lesão que teve na temporada passada, Dina Asher-Smith (GBR) estará pelos Jogos à procura de uma medalha, depois do 4º lugar agridoce dos Mundiais de Londres, que foi, apesar de tudo, um excelente resultado vindo da lesão que tudo indicava a retirar dos Mundiais. Dina foi a campeã mundial sub-20 dos 100 metros em Eugene em 2014 e é a actual campeã europeia dos 200 metros, mas quer mais, aos seus 22 anos.
Ainda no elenco teremos mais duas grandes candidatas a entrar nas medalhas: Shericka Jackson (JAM) e Crystal Emmanuel (CAN). Jackson é especialista nos 400, onde alcançou um Bronze nos Olímpicos do Rio, mas os 200 metros não são para ela desconhecidos e num dia bom pode intrometer-se na luta. Já Emmanuel fez uma extraordinária temporada em 2017, com melhores pessoais nos 100 e nos 200, época coroada com a presença na final dos 200 metros nos Mundiais, onde foi 7ª.
100 Metros Com Barreiras: Sally Pearson (AUS) voltou a sagrar-se campeã mundial no verão passado em Londres, depois do calvário de lesões pelo qual passou. Jogando – literalmente – em casa, ela seria a grande favorita à vitória mas ontem chocou o mundo ao anunciar a sua desistência dos Jogos devido a nova lesão. Assim sendo, abre-se o lugar a uma nova campeã, com Danielle Williams (JAM) à cabeça. A jamaicana campeã mundial em Pequim, passou por um 2017 estranho, recheado de altos e baixos. Conseguiu bater a sua melhor marca pessoal num meeting em Kingston, mas depois ficou de fora da final dos Mundiais de Londres. Ainda assim é um dos grandes nomes jamaicanos e virá aqui para conquistar o Ouro.
Ainda assim, terá algumas adversárias de peso, com Danielle Williams (JAM) à cabeça. A jamaicana campeã mundial em Pequim, passou por um 2017 estranho, recheado de altos e baixos. Conseguiu bater a sua melhor marca pessoal num meeting em Kingston, mas depois ficou de fora da final dos Mundiais de Londres. Quer aqui uma medalha numa competição onde há 4 anos também falhou, ficando na altura na quarta posição. Outro nome grande que está de volta é Tiffany Porter (GBR).
A britânica que alcançou um Bronze nos Mundiais de Pequim e que é presença regular em finais de grandes eventos globais terá aqui a oportunidade de provar que as lesões não a derrubaram e que pode voltar ao nível de outrora. Michelle Jenneke (AUS) e Yanique Thompson (JAM) também marcaram presença nos Mundiais de Londres e poderão ter uma palavra a dizer, mas a grande ameaça até pode chegar da Nigéria. Tobi Amusan, a jovem de 20 anos, que estuda e reside nos Estados Unidos e que já mostrou excelentes resultados ao ar livre em 2017 e em Pista Coberta este ano promete lutar pelos lugar cimeiros.
800 Metros: O nome de Caster Semenya (RSA) dispensa apresentações e seria uma surpresa enorme não vencer os 800 metros, a sua prova de eleição. Campeã olímpica em Londres e no Rio, campeã mundial em Berlim, Daegu e Londres, Semenya é também a actual campeã africana e campeã da Diamond League e será muito difícil que encontre rival aqui. No entanto, a luta pela Prata poderá ser intensa. Estará por cá uma das habituais rivais de Semenya, Margaret Wambui (KEN), ela que foi Bronze nos Olímpicos do Rio, mas que surpreendentemente ficou fora do pódio (4ª) nos Mundiais de Londres. Ex-campeã mundial sub-20 em Eugene em 2014, Wambui quer voltar a pressionar Semenya e pelo menos chegar à Prata.
Para isso terá que bater uma fortíssima armada britânica. Adelle Tracey tem vindo a melhorar progressivamente, mas será ainda pouco experiente para bater a este nível as suas compatriotas Lynsey Sharp e Oskan-Clarke. Sharp foi a medalhada de Prata na última edição dos Jogos e marcou presença com bons resultados na final dos 800 dos Olímpicos do Rio e Mundiais de Londres, tendo sido a campeã europeia ao ar livre em 2012. Já Oskan-Clarke depois do 5º lugar dos Mundiais de Pequim, voltou aos grandes resultados já nesta temporada ao conquistar o Bronze nos Mundiais de Pista Coberta em Birmingham. As duas procurarão entrar no pódio.
1500 Metros: Semenya (RSA) também estará por aqui e será a favorita numa prova que não é a sua especialidade, mas onde alcançou uma medalha de Bronze nos Mundiais de Londres, na primeira vez que realmente apostou na mesma fora de portas. Enfrenta aqui diferentes adversárias das dos 800, mas o desfecho deverá ser o mesmo.
A armada queniana é forte e Beatrice Chepkoech (especialista nos 3000 obstáculos) e Winny Chebet têm credenciais para fazer provas de elevado nível (Chebet tem um recorde abaixo dos 4 minutos e Chepkoech 4:03) e chegar aos restantes lugares do pódio, mas atenção ao crescendo de forma da jamaicana nascida e residente nos EUA, Aisha Praught, que mostrou já uma boa forma este ano, tendo alcançado a final em Birmingham, apesar da sua especialidade serem os 3000 Obstáculos, prova em que irá também participar. Ainda assim, esta prova deverá servir para dar o primeiro Ouro dos dois que Semenya deverá levar.

Fonte: Brussels Diamond League
5000 Metros: Uma prova que poderá vir a ser bem interessante na disputa abaixo do primeiro lugar. O Ouro, esse, dificilmente não ficará no bolso da campeã mundial Hellen Obiri (KEN). Depois da Prata do Rio, Obiri dominou por completo o ano de 2017 e levou o Ouro nos Mundiais de Londres, sendo que esta é definitivamente a distância que ela agora aposta. Aqui vem à procura da sua primeira medalha em Jogos da Commonwealth.
Do Quénia também virá outro nome a ter em conta: Margaret Kimpkemboi, que foi 5.ª nos Mundiais de Londres e 2.ª nos Campeonatos Africanos de há dois anos poderá ser o maior obstáculo para Obiri. Atenção ainda à jovem Mercyline Chelangat do Uganda, que andou já relativamente próxima de baixar dos 15 minutos na temporada passada e que deverá ter aprendido com a experiência dos Mundiais de Londres nos 5.000 e nos 10.000.
Do restante elenco, o nome maior é o da britânica Laura Weightman, ela que tem-se mostrado bastante forte em grandes competições competindo fortemente com as africanas, com um 7º lugar no Rio e um 6º nos Mundiais de Londres nos 1500. Veremos o que nos poderá trazer com esta aposta nos 5.000. Também a escocesa Eilish Mccolgan está já habituada a estas andanças com presenças em finais de Mundiais e Jogos Olímpicos, procurando aqui uma medalha.
4×100: Tal como no masculino, também aqui é esperado grande equilíbrio. Muito por culpa da decisão de Elaine Thompson, que não irá participar nas estafetas e pela ausência de Simone Facey, em litígio com a federação jamaicana. Ainda assim, a equipa jamaicana tem nomes capazes de disputar o Ouro, embora também possa até falhar o pódio, dada a concorrência!
A selecção britânica parece bastante forte e estará motivada depois da Prata nos Mundiais passados, mas para isso terá que bater nações como a Trinidad e Tobago, as Bahamas ou até a Nigéria, que nas estafetas terão a presença de Blessing Okagbare, ela que acabou de bater o recorde africano dos 200 metros, mostrando já uma excelente forma nesta fase da temporada. A estrela nigeriana não consta das listas provisórias individuais da organização para as provas individuais, mas quem sabe poderá até ser uma surpresa de última hora.
Nas restantes provas no feminino, destaque para a presença de Morgan Lake (GBR) e Levern Spencer (LCA) na Altura; interessante duelo na Vara entre Eliza Mccartney (NZL), Holly Bradshaw (GBR) e Alysha Newman (CAN); entre as britânicas Lorraine Ugen e Shara Proctor no Comprimento; entre as jamaicanas Kimberly Williams e Shanieka Ricketts no Triplo e o provável domínio de Katarina Johnson-Thompson (GBR) no Heptatlo.
No final é sempre bom referir que com tantos novos nomes e apostas de futuro e, principalmente, realizando numa fase tão precoce da temporada, estes Jogos são propensos a trazer algumas surpresas. Cá estaremos para ver e para no final vos trazermos a análise!
Foto de Capa: Gold Coast 2018 Commonwealth Games








