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Sem público, recheado de medidas de distanciamento social e com algumas ausências notórias, realizam-se já nos próximos dias (de 4 a 7 de Março) os Europeus em pista coberta, em Torun, na Polónia.
Num ano em que quase todas as atenções estarão centradas em Tóquio, várias estrelas irão, ainda assim, passar pela Polónia, devendo dar um ar da sua graça. Quanto à presença portuguesa, há esperanças e até favoritos…ao Ouro!
60 METROS:
Lorene Bazolo – Voltou a renovar o título nacional e não teve grande concorrências nas competições entre portas, embora as suas marcas não estejam, ainda, ao que de melhor nos habituouº. Tem, ainda assim, a experiência de grandes competições e, caso, se aproxime do seu recorde pessoal, pode apurar-se, pelo menos, para as semi-finais, tal como fez em Glasgow, há dois anos.
PB: 7.27i (2018)
SB: 7.35i
Rosalina Santos – Com 23 anos acabados de fazer, chega aos grandes palcos internacionais em competições seniores. Tem a curiosidade de neste ano ser a portuguesa mais rápida na distância, com duas grandes marcas logo em Janeiro. Caso volte a melhorar o seu recorde pessoal, pode surpreender na Polónia e, quem sabe, chegar também à fase seguinte.
PB: 7.30i (2021)
SB: 7.30i
Carlos Nascimento – Chega a Torun com a moral elevada, depois de ter brilhado internamente e de ter ido lá fora, a Madrid, igualar o seu recorde pessoal. É uma distância muito em aberto, em que, literalmente, tudo pode acontecer. Uma presença na final seria algo fantástico e algo que o atleta pode mesmo aspirar.
PB: 6.63i (2016 e 2021)
SB: 6.63i
400 METROS:
Cátia Azevedo – Mais do que habituada a estas andanças – ela que não é a maior fã da pista coberta – chega a Torun com uma boa bagagem e com mais um título nacional no bolso. Em Torun, a portuguesa terá que se superar para poder avançar numa disciplina que tem estado a um nível muito elevado na Europa este ano.
PB: 53.10i (2020)
SB: 53.69i
Ricardo dos Santos – Continua a sua evolução e não parece pressionado por outros nomes que agora figuram no panorama nacional na sua disciplina. Este ano já bateu o recorde nacional e, mais tarde, o recorde dos campeonatos nacionais, mostrando a sua boa forma. Entra sem pressão e deve almejar chegar à final.
PB: 46.64i (2021)
SB: 46.64i
Mauro Pereira – Não gostamos muito de dizer que um atleta já fez o seu trabalho ao atingir a qualificação, mas, no seu caso, tudo o que vier é bónus, uma vez que o seu feito já superou o que muitos previam. Quase a completar os 23 anos, e com Ricardo dos Santos e Raidel Acea a puxar por ele nas competições nacionais, pode ser um atleta que pode evoluir muito nos próximos anos.
PB: 47.48i (2021)
SB: 47.48i
1.500 METROS:
Marta Pen Freitas – É complicado colocarmos expectativas na portuguesa sem sabermos a sua forma atual – há apenas uma prova da Milha a registar este ano – mas a sua marca de qualificação, obtida em 2020, coloca-a como uma das atletas melhor colocadas para lutar por um lugar na final e poder sonhar. Tudo vai depender da estratégia que traz para os 1.500, sabendo que, na pista coberta, o espaço ainda é mais curto e qualquer porta fechada pode ser fatal.
PB: 4:06.94i (2020)
SB: Sem marca
Isaac Nader (também inscrito nos 3.000) – Sem qualquer pressão, ainda com 21 anos, esta está, para já, a ter uma temporada de luxo. Campeão nacional nos 1.500, mas também nos 3.000, conseguiu marca de acesso aos Europeus nas duas distâncias. Esta será a sua primeira grande representação internacional (sem ser a nível de clubes) numa competição sénior, mas já conta com várias presenças em escalões mais jovens.
PB: 3:41.86i / 7:57.45i (3.000m) (2021/2021)
SB: 3:41.86i / 7:57.45i (3.000m)
José Carlos Pinto – Aos 23 anos, conseguiu o seu apuramento nos 1.500 metros (e não nos 800, onde mais o temos visto a se destacar), apresentando números bem interessantes, que lhe poderão incentivar a focar-se nesta distância. É uma distância recheada de pesos pesados, mas é também uma distância que traz sempre surpresas, ainda mais em pista coberta.
PB: 3:42.47i
SB: 3:42.47i
Nuno Pereira – 20 anos apenas tem o atleta que, surpreendentemente, em 2019 se sagrou campeão europeu sub-20 nos 1.500 metros. Agora já poucos surpreenderá, uma vez que se espera que possa sempre fazer uso da sua combatividade para ser muito competitivo, independentemente de quem encontra pela frente. Um nome para olhar com muita atenção nos próximos anos.
PB: 3:42.10i (2021)
SB: 3:42.10i
3.000 METROS:

Fonte: SC Braga Atletismo
Mariana Machado – Muitos poderiam achar que é por vir da família atlética que vem, mas Mariana Machado é mesmo uma das maiores promessas nacionais pelos resultados que tem apresentado. Já foi Prata em Europeus Sub-20 e ficou à beira do pódio em Mundiais Sub-20 (nos 1.500), em provas onde lutou contra todas as adversidades para, ainda assim, sair com excelentes resultados. Estreia-se a este nível entre os “mais velhos”, mas há muita expectativa, esperando que se consiga aproximar do seu melhor pessoal.
PB: 9:02.56i (2019)
SB: 9:09.09i
Samuel Barata – A sua aposta nas provas de mais longa distância pode não ter sido, inicialmente, entendida por alguns, mas ele tem provado que a escolha teve a sua razão de ser. É difícil saber o que pode aqui fazer, mas é certo que tem experiência em grandes palcos e não tem medo de enfrentar a artilharia pesada, que se prevê que por lá ande.
PB: 7.57.63i (2021)
SB: 7.57.63i
TRIPLO SALTO:
Patricia Mamona – Chega aos Europeus, com a moral em alta, depois de ter feito o melhor da temporada em Madrid (14.21 metros), parecendo em clara ascensão. O lugar na final deverá ser conseguido, mas, caso confirme o seu crescendo de forma, uma entrada no pódio será, certamente, um objetivo realista para a portuguesa. É, neste momento, a terceira (igualada com Ana Peleteiro) europeia do ano.
PB: 14.44i (2019)
SB: 14.21i

Pedro Pablo Pichardo – Em condições normais, Pichardo traz o Ouro para Portugal. Sabemos que no Atletismo tudo pode depender de um dia bom ou um dia mau, mas é raro Pichardo falhar em grandes palcos. É, por larga margem (27 cm!), o melhor europeu do ano e arriscamos que nem precisará de igualar o seu melhor da temporada para trazer a medalha mais ambicionada e conquistar o seu 1º título europeu da carreira. Seria o regresso do título a Portugal, depois de dois Ouros e uma Prata de Nelson Évora.
PB: 17.36i (2021)
SB: 17.36i
LANÇAMENTO DO PESO:
Auriol Dongmo – Irrepreensível temporada de Auriol até ao momento, sendo a líder mundial do ano e batendo por sucessivas vezes o recorde nacional. Tem condições para não se deixar levar pela pressão de ser a grande favorita. Já esteve em grandes competições, mas nunca como favorita, mas também nunca a lançar tão longe. Pode fazer ouvir-se o hino nacional na Polónia.
PB: 19.65i (2021)
SB: 19.65i
Francisco Belo – Evoluiu para patamares de alto nível internacional. Tem provas dadas e parece dar-se especialmente bem em grandes competições. Tem aquele bichinho que desperta quando está rodeado pelos melhores e, caso garanta a presença na final, tudo pode acontecer.
PB: 20.97i (2019)
SB: 20.56i
Previsão Bola na Rede:
– Três medalhas (duas de Ouro)
– Cinco/Seis finalistas
Foto de Capa: World Athletics













