Kipchoge foi a figura do ano no Masculino

O recorde mundial de Kipchoge em Berlim marca 2018
Fonte: IAAF

Comecemos pelo prémio de Atleta do Ano Masculino. Entre a lista final de 5 atletas constavam o queniano Eliud Kipchoge, o francês Kevin Mayer, o qatari Abderrahman Samba, o norte-americano Christian Coleman e o sueco Armand Duplantis. Uma lista recheada de muito talento e de estrelas, todas elas com potencial de arrecadar o prémio já nesta edição ou em edições futuras. Kipchoge na Maratona e Mayer no Decatlo obtiveram os seus recordes mundiais já numa fase tardia da temporada, num dos melhores fins-de-semana da história do Atletismo. Abderrahman Samba teve uma época praticamente perfeita nos 400 metros com barreiras (imbatível, incluindo o tempo mais rápido desde 1992, 2ª marca de sempre). Christian Coleman também começou a época com um recorde mundial (o dos 60 metros em pista coberta), foi campeão mundial indoor e o líder mundial nos 100 metros. Por fim, Armand Duplantis foi campeão mundial júnior, campeão europeu sénior e bateu por 8 vezes o recorde mundial júnior no Salto Com Vara.

A nível de idades também se podia perceber a variedade existente, sendo que Kipchoge era o mais velho a votação (34 anos) e Duplantis o mais novo (19 anos). Pelo meio, Kevin Mayer (26 anos) Samba (23 anos), Christian Coleman (22 anos) também com muito para ainda dar ao desporto. A nível de variedade de disciplinas, notou-se em 2018 uma ausência dos lançamentos, embora o nível tenha sido bastante elevado. Mas a verdade é que nenhum dos 5 nomes a votação final pareceu “fora de água” e talvez tenha sido o conjunto mais justo mesmo.

No final, a vitória acabou por sorrir ao mais experiente, um muito merecido prémio para Eliud Kipchoge, que teve uma temporada de luxo, vencendo a Maratona de Londres e também vencendo em Berlim, com o recorde mundial da Maratona, a maior evolução do recorde desde 1967. Apesar da lista bastante homogénea a nível de qualidade, Kipchoge foi o único que nunca falhou em 2018, superando todos os desafios com mestria – Samba também o fez, mas não com recorde mundial!

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