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Cabeçalho modalidadesNos últimos anos, em Portugal, o Triplo Salto tem ganho uma especial atenção, graças aos feitos de Nelson Évora no masculino e de Patrícia Mamona e Susana Costa no feminino. Procuramos esta semana falar um pouco do Triplo, dos seus principais nomes e dos seus recordes que teimam em não cair!

Hoje em dia já se torna menos necessário explicar a técnica do Triplo Salto e no que o mesmo consiste. Felizmente, tanto a nível nacional quanto internacional, o interesse por este tipo de Salto tem crescido bastante e é hoje uma das disciplinas favoritas de muitos adeptos e curiosos do nosso desporto. Ainda assim, explicando muito resumidamente, podemos dizer que o Triplo Salto – tal como o nome indica – é composto por três saltos sucessivos: um salto a pé coxinho (hop), uma passada saltada (step) e um salto final (jump), que terminará com a queda na caixa de areia.

O Triplo Salto Fonte: pinimg
O Triplo Salto
Fonte: pinimg

No mundo de língua portuguesa, e nomeadamente no Brasil, o Triplo Salto é uma disciplina com história. Adhemar Ferreira da Silva, Nelson Prudência, João Carlos Oliveira e Jadel Gregório, todos eles atletas medalhados em grandes competições foram importantes atletas ao longo da história, sendo que Jadel Gregório – embora nunca tenha vencido um Ouro em eventos globais – detém mesmo o recorde do Triplo entre países falantes da língua portuguesa, com 17.90.
Já em Portugal, Nelson Évora, uma estrela respeitada no circuito mundial e um dos nomes para sempre imortalizados da disciplina, detém o recorde absoluto português do Triplo (17,74), ao ar livre e em pista coberta.

Fonte: Zimio
Nelson Évora após o título olímpico
Fonte: Zimio

Foi campeão mundial (Osaka 2007), campeão olímpico (Pequim 2008) e ainda alcançou mais uma medalha de Prata (Berlim 2009) e duas de Bronze (Pequim 2015 e Londres 2017) em Mundiais. Foi também campeão europeu de Pista Coberta por duas vezes (Praga 2015 e Belgrado 2017) e alcançou um Bronze num Mundial Indoor (Valencia 2008). Aos 33 anos, ainda a um nível altíssimo e com uma carreira marcada por lesões graves, fica sempre a pergunta no ar: até onde Évora poderia ter ido sem lesões? Ficará para sempre essa interrogação que, ainda assim, em nada belisca a carreira de um dos nomes maiores da história do Atletismo português. As 32 melhores marcas da história nacional pertencem a Nelson Évora (o cenário deverá mudar com a nacionalização de Pichardo) e a seguir a ele apenas temos um único outro atleta nacional que saltou mais de 17 metros, Carlos Calado (com 17,09 em Pista Coberta).

Até ao aparecimento de Patrícia Mamona e Susana Costa, a tradição de Portugal no Triplo feminino a nível global era praticamente inexistente. Nunca qualquer atleta portuguesa tinha estado numa final olímpica do Triplo Salto (convém dizer também que apenas faz parte do programa olímpico feminino desde 1996) e para se perceber o feito destas meninas, entraram logo as duas directamente para a final do Rio, sendo Portugal o único país duplamente representado nessa final. No ano passado, em Londres, repetiram o feito e ambas marcaram presença na final dos Mundiais. Mamona é a recordista nacional (14,65), com a marca obtida no Rio e Susana Costa é a segunda melhor de sempre (com 14.35 no ano passado).

Esquecendo estas duas atletas de nível de elite, a terceira que mais saltou foi Cristina Morujão a uns distantes 13.57. Quanto a medalhas, Patrícia Mamona já conta, aos 29 anos, com um Ouro nos Europeus de Amesterdão em 2016, depois de uma Prata em Helsínquia 2012. Também conquistou uma Prata no ano passado nos Europeus de Pista Coberta em Belgrado, ano em que venceu a IAAF World Indoor Tour.

Patrícia Mamona após o título de 2016 Fonte: Zimbio
Patrícia Mamona após o título de 2016
Fonte: Zimbio
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O Pedro é um amante de desporto em geral, passando muito do seu tempo observando desportos tão variados, como futebol, ténis, basquetebol ou desportos de combate. É no entanto no Atletismo que tem a sua paixão maior, muito devido ao facto de ser um desporto bastante simples na aparência, mas bastante complexo na busca pela perfeição, sendo que um milésimo de segundo ou um centimetro faz toda a diferença no final. É administador da página Planeta do Atletismo, que tem como principal objectivo dar a conhecer mais do Atletismo Mundial a todos os seus fãs de língua portuguesa e, principalmente, cativar mais adeptos para a modalidade.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.