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A CRÓNICA: SPORTING CP NÃO FACILITA E CILINDRA FC BARREIRENSE

Em dia de recolher obrigatório, a equipa do FC Barreirense escondeu-se em casa, na primeira parte, e não conseguiu responder um Sporting insaciável.

No primeiro quarto, apesar do início competitivo, a equipa da casa escassou discernimento. Isto é, aquando a bola não estava nas mãos de Diogo Peixe, a «turma» do Barreiro parecia algo confusa e sem perceber exatamente onde encontrar as vantagens. Depois, tudo se desenrolou exatamente como o Sporting pretendia. O ritmo tornou-se alucinante em constantes «piscinas», de um lado ao outro do campo. Quando a equipa forasteira consegue emergir neste tipo de jogo, torna-se quase impossível de travar.

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O segundo quarto auferiu novidades no jogo posicional defensivo para o lado leonino, ao passo que Luís Magalhães optou por uma defesa zona que colocou muitos constrangimentos à equipa do FC Barreirense. Não só defensivamente, como ofensivamente, o Sporting CP demonstrou-se deveras superior e o triunfo do ressalto defensivo foi um constante pesadelo para a transição defensiva da equipa do FC Barreirense. O Sporting CP foi para os balneários com uma vantagem tremenda de 32-56.

A ida aos balneários foi muito positiva para a equipa da casa. Inclusive, ofereceu-nos os 10 minutos mais equilibrados da partida. Apesar disso, o esforço acabou inglório e insuficiente para a equipa do Barreiro colocar um ponto de interrogação no resultado. Isto porque a equipa leonina voltou para o derradeiro quarto com a mesma mentalidade do primeiro e aumentou novamente a vantagem que tinham conquistado na primeira parte. Depois de um parcial favorável de 24-21 para o FC Barreirense no terceiro quarto, o Sporting CP voltou à carga com um parcial de 26-21 para fechar a partida.

Com este triunfo, a equipa leonina volta a demonstrar-se protuberante e segue invicta no campeonato. Do lado do FC Barreirense, a «turma» de João Cardoso, depois deste jogo, soma mais uma derrota. É caso para afirmar que, à semelhança do país, a equipa do Barreiro entrou em estado de emergência, localizando-se na zona “aflitiva” da tabela.

A FIGURA

John Fields – Já é um «habitué» Fields ser reconhecido como MVP de um jogo do Sporting CP. Diante o FC Barreirense, o poste norte americano foi proeminente nas zonas perto do cesto, com uma eficácia incrível de 88%. Basicamente, não falhou quase nenhuma oportunidade que acarretou. A isto, soma 17 pontos (melhor marcador do Sporting CP), 6 ressaltos e 3 roubos de bola. Dados bem elucidativos da importância de Fields no desenho de Luís Magalhães.

O FORA DE JOGO

Primeira parte do FC Barreirense – Em primeiro lugar, a primeira parte da equipa do Barreiro provocou uma diferença avassaladora no marcador (32-56). Depois, o FC Barreirense demonstrou-se mentalmente derrotado após o primeiro parcial significativo do Sporting CP, não tendo a capacidade de resposta e o discernimento que devia perante um oponente bem preparado para a ocasião. Tudo somado, percebe-se que a atitude vulnerável, nos primeiros 20 minutos, dos jogadores da casa foi fulcral para o desenrolar da partida.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC BARREIRENSE

 

A equipa comandada por João Cardoso alinhou com Diogo Peixe como principal referência na tomada de decisão (no tempo em que esteve em jogo). Com o desenrolar do jogo, foi essencialmente Gitten a definir os ritmos do jogo e a encontrar espaços na defensiva leonina. Para afrontar a defesa zona, João Cardoso variou entre Kinard e Dakota Quinn para procurar o espaço vazio entre as linhas do Sporting CP, principalmente na zona de linha de lance livre (área frágil da defesa zona).

Por fim, a transição defensiva foi onde a equipa do Barreiro mais fracassou, demonstrando muita dificuldade em segurar a dimensão física e perspicaz do Sporting CP.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Peixe (6)

Richaud Gitten (7)

Dakota Quinn (8)

Ian Kinard (7)

Kurt James (5)

SUBS UTILIZADOS

Miguel Correia (5)

Tony Lewis Jr (6)

Rui Mendes (-)

 

ANÁLISE TÁTICA- SPORTING CP

 

A «turma» de Luís Magalhães operou com grande variabilidade, em termos defensivos. Principiou a partida com uma defesa homem a homem, terminou o primeiro quarto executando uma «trap» a meio campo e defendeu o segundo quarto com uma defesa zona 2-3, com Pedro Catarino e Diogo Ventura a incomodar de forma constante os exteriores. Simultaneamente, Fields/Cláudio Fonseca/João Fernandes serviam de sentinela na zona pintada. Ofensivamente, os buracos eram encontrado com grande facilidade, sendo que em trabalhos de 2 vs 2, através de picks and roll simples, a equipa de Lisboa conseguia encontrar quase sempre ou um interior debaixo do cesto, ou um exterior pronto para receber e lançar.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

James Elissor (6)

Travante Williams (7)

John Fields (9)

Shakir Smith (6)

Jalen Henry (7)

SUBS UTILIZADOS

Francisco Amiel (5)

Diogo Ventura (7)

Pedro Catarino (6)

Cláudio Fonseca (7)

João Fernandes (6)

Diogo Araújo (5)

Jorge Embaló (-)

Foto de capa: FPB

Artigo revisto por Mariana Plácido

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