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Dois clubes históricos do basquetebol português estão de volta ao principal escalão. Esgueira e Sangalhos, ambos localizados no distrito de Aveiro, foram promovidos à Liga 1 de Basquetebol, depois de uma época feliz na Proliga. O longo historial acompanha ambas as equipas que procuram agora uma época tranquila na primeira divisão e garantir a manutenção. A formação e o basquetebol feminino são alvos de uma forte aposta por parte dos dois clubes que procuram formar atletas e dinamizar o clube.
Foto de Capa: Sangalhos DC
CP ESGUEIRA

O Esgueira está de regresso à primeira divisão depois de um ano ausente, após a despromoção à Proliga, há dois anos. O segundo lugar na época regular e a vitória na final do playoff valeram à equipa a promoção ao principal escalão do basquetebol português. O histórico clube da freguesia de Esgueira, localizada em Aveiro, foi fundado a oito de novembro de 1956 e foi através do basquetebol que o clube nasceu. Passando também por outras modalidades, não demorou muito até o basquetebol se afirmar como a única do clube, e a que criou uma grande ligação com a região.
Atualmente disputa os jogos em casa no Pavilhão Clube do Povo de Esgueira, com boas condições, mas nos inícios o clube jogava num campo de terra batida. As condições foram melhorando até chegar à inauguração do pavilhão onde joga o clube, em 1983, o que permitiu um maior desenvolvimento do clube, que atualmente procura ser uma referência na região. “O Esgueira está muito enraizado na comunidade da freguesia, mas também na cidade”, revelou o Presidente do Esgueira, Rui Mourinho, ao Bola na Rede. Os adeptos da região conhecem a modalidade, são fiéis às equipas e vão ao pavilhão.
O Esgueira está também associado a vários setores da comunidade e assume-se como formador em termos sociais, para além de formador em termos desportivos. Rui Mourinho afirma que a equipa pretende encontrar jogadores, formá-los e capacitá-los a nível técnico e tático para integrarem a equipa sénior. Para além disso, o clube também tem responsabilidade de formar jovens enquanto pessoas. O Esgueira tem atualmente 366 atletas em todos os escalões.
O clube tem atualmente uma equipa feminina, que historicamente, tem mais títulos que a equipa masculina. Rui Mourinho refere que há jogos de basquetebol feminino mais interessantes do que o masculino, alertando para o desenvolvimento do basquetebol feminino.
SANGALHOS DC

Decorria a longínqua época de 1995/96 quando o Sangalhos esteve presente pela última vez na primeira divisão. Vinte e seis anos depois, a equipa da freguesia de Sangalhos, no município de Anadia, volta ao escalão principal depois de ficar em primeiro lugar na temporada regular. Os planos no início da época estavam longe da promoção, mas com o tempo tornou-se numa hipótese possível. O presidente do Sangalhos, Jorge Anjos admitiu ao Bola na Rede que a promoção foi “inesperada, porque fizemos passo a passo, e o intuito era fazer um bom campeonato na Proliga. Mas as coisas foram-se proporcionando e conseguimos”. Na presente temporada o objetivo passa por fazer o melhor campeonato possível, para o clube se manter na liga e não considerar a descida.
Foi em 1940 que o clube foi fundado, mas começou a ser mais famoso pelo ciclismo, chegando a ter atletas conhecidos. Mas já desde esse momento, o basquetebol existia na freguesia, apesar de não ter muito reconhecimento. Ao longo do tempo, o ciclismo no clube começou a cair e o basquetebol acabou por ser a modalidade principal. O clube já venceu alguns títulos a nível nacional na formação e na equipa sénior.
A equipa do município de Anadia aposta muito nos seus jovens, tendo atualmente onze jogadores na equipa sénior que passaram pela formação do clube. O Sangalhos tem dois pavilhões destinados apenas ao basquetebol e Jorge Anjos avança que “não conhece mais nenhum clube com dois pavilhões juntos só para o basquetebol”. O clube vai apostar numa equipa sub-23 para os atletas “jogarem a nível sénior e perceberem que têm hipótese de competir ao mais alto nível”, denota o presidente do clube. O clube aposta também na equipa feminina, e procura ter uma equipa sénior, que o presidente admite ser uma das lacunas do clube. O caminho passa por cativar as atletas a fidelizar-se e continuar ligadas ao clube.













