Publicidade

Os Bucks são favoritos… para já

António Pedro Dias · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Numa temporada de muitas mudanças, uma equipa manteve-se (e, quem sabe, até melhorou qualquer coisa) e, tendo sido a melhor equipa da fase regular há um ano, merece estar agora na pole position. Os Bucks e Giannis estão de volta, com uma aparente versão melhorada de algo que já era muito bom e assumem-se como favoritos. Pelo menos por agora…

Por uma ou outra razão, novas caras chegaram à luta pelo anel. Mas num mar de Lakers, Clippers ou Sixers, só os Bucks mantêm o plantel quase intacto. E , por isso, partem na frente e assim seguem quase com um quarto de temporada realizado.

As equipas de Los Angeles apresentam duplas letais mas que ainda precisam de algum trabalho. No caso dos Lakers, talvez precisem de um calendário mais apertado também e os Clippers têm lidado com o descanso das suas estrelas. Já os Sixers estão mais maduros, mas perderam o seu melhor jogador nos últimos playoffs. Só os Bucks podem prosseguir o seu trabalho e isso nota-se.

O ataque “ou lanças perto do cesto ou lanças de três” de Mike Budenholzer é já conhecido desde o seu trabalho em Atlanta. Budenholzer é um dos “assassinos” da meia-distância da NBA, mas o seu produto traz resultados, pelo menos em ambiente pré-playoffs. Com Antetokounmpo rodeado de atiradores, é uma tática que faz sentido, até aparecerem os longos e rápidos defesas de Toronto, que tiraram os pontos no garrafão a Giannis e rapidamente recuperavam para contestar lançamentos. Faltava aqui uma peça e é nisso que o MVP tem trabalhado e que pode fazer dele um jogador imparável: o lançamento exterior.

Giannis começou a época como terminou a anterior e foi o MVP do mês de novembro no Este
Fonte: Milwaukee Bucks

Giannis tem tentado mais lançamentos exteriores e embora os seus 30% de eficácia não sejam ainda um número que assuste as defesas, a confiança que o grego vai ganhando pode mudar tudo. Um ou outro lançamento acertado fará a defesa aproximar-se e, aí, Antetokounmpo estará no seu paraíso, com espaço para progredir e abusar de defesas que não fecham o cesto.

Os Bucks são neste momento a única equipa já com o trabalho feito e a lição estudada, no que toca às maiores candidatas ao título e isso vê-se no campo e na classificação. A turma de Milwaukee joga rápido, com eficácia e tem um MVP em crescendo. Isso é assustador e deve colocar os rivais em sentido. Estes Bucks serão, na sua máxima força, um alvo a abater.

Foto De Capa: Milwaukee Bucks

Artigo revisto por Diogo Teixeira

António Pedro Dias

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.