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Playoffs NBA #1 | Primeira Ronda: 5 destaques individuais

Clara Maria Oliveira · 4 min

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Caiu o pano sobre a primeira ronda dos Playoffs da NBA. Depois de 43 jogos, distribuídos por oito séries – quatro por cada conferência – apenas oito equipas podem continuar a sonhar com o título. Entre partidas renhidas, até algumas onde não existiu contestação, já foi possível ficar contagiado com a magia do momento mais decisivo da temporada.

Apesar de o público ter assistido a muitos mais destaques, também houve lugar a algumas desilusões. Os campeões em título, os Los Angeles Lakers, ficaram pelo caminho e, agora, temos uma certeza: o troféu Larry O’Brien vai viajar até um novo pavilhão.

A primeira ronda dos Playoffs de 2021 também marca uma mudança de paradigma. Já se sabe que, primeira vez desde 2010, a final da NBA não vai ter como protagonistas Lebron James ou Stephen Curry. Pelo contrário, foram os “miúdos” a tomar conta da ocorrência e a brilhar dentro das quatro linhas.

Na hora de escolher os destaques, foi difícil chegar a um consenso. Principalmente do lado das boas exibições, foram demasiadas para diminuir a amostra, mas alguns nomes destacaram-se dos restantes – quer em equipas que passaram, mas também de algumas eliminadas.

Foto de Capa: Phoenix Suns

5 DESTAQUES DA PRIMEIRA RONDA

1.

Devin Booker – Na primeira estadia nos Playoffs, o base dos Phoenix Suns parecia conhecer os cantos à “casa”. Apesar dos bons números, com 28.4 pontos por jogo, a influência foi muito além das estatísticas que apresentou ao longo das seis partidas da série.

Contra os campeões da temporada passada, Booker mostrou que pode ser o líder do franchise durante muitos e bons anos. O BI pode apenas contar 24 anos, mas mostrou a maturidade para voltar a colocar os Suns nos patamares superiores da NBA, 11 anos depois da última estadia na fase a eliminar.

Além do base, talentos como o poste DeAndre Ayton e o extremo Mikal Bridges também se transformaram em confirmações durante a primeira ronda. No entanto, é importante não esquecer a influência de Chris Paul, apesar de não se ter apresentado na melhor forma durante a série.

2.

Luka Doncic – Mesmo com a eliminação no sétimo jogo da série Luka Doncic esteve ao mais alto nível. Além de ter terminado como o jogador com mais pontos na primeira ronda – 35.7 por jogo – acabou por ajudar os Dallas Mavericks a sonhar com a passagem à próxima fase.

No entanto, o cansaço e algumas exibições menos conseguidas dos colegas não acompanharam “El niño maravilla”. Assim, o esloveno fica novamente de fora dos Playoffs na primeira ronda e o adversário foi o mesmo do ano passado, os Los Angeles Clippers.

3.

Trae Young – Numa série que, infelizmente, ficou marcada pelos acontecimentos fora das quatro linhas, Trae Young aproveitou esse combustível para fazer história. Frente a uns New York Knicks que tinham surpreendido durante a temporada regular, o base dos Atlanta Hawks não foi nas “cantigas” dos adeptos presentes em Madison Square Garden.

Aos mais de 30 pontos por jogo do basquetebolista, juntou-se uma boa demonstração coletiva dos Hawks. Tal como Devin Booker, a importância que Trae Young teve nesta série demonstrou que estamos perante um “grito do Ipiranga” das jovens estrelas da NBA e, aos poucos, a nova era está a tomar conta dos nossos ecrãs.

4.

Kevin Durant – Depois de uma lesão assustadora no calcanhar de Aquiles, foi geral a preocupação com o regresso de Kevin Durant. No entanto, desde o primeiro minuto da temporada, foi percetível que, afinal, nada abalou um dos melhores jogadores de basquetebol de todo o planeta.

Rodeado de um plantel cheio de superestrelas, o número 7 dos Nets continua a ser a que brilha mais. Apesar das boas contribuições de Kyrie Irving e de James Harden, os 32 pontos por partida de Durantula marcaram a série contra os Boston Celtics, onde a formação de Brooklyn avançou sem muitos problemas.

 

5.

Damian Lillard – Damian Lillard não merecia ir de férias mais cedo. Frente aos Denver Nuggets, liderados pelo MVP, Nikola Jokic, o base dos Portland Trail Blazers voltou a demonstrar que é um dos jogadores mais resilientes da NBA e que, cada vez mais, merecia um plantel que conseguisse ajudar a voos mais altos na fase a eliminar.

O registo impressionante de 34.3 pontos por partida não foi suficiente para passar à segunda ronda e muito se deveu à pouca ação dos colegas de equipa.

Apesar de o franchise ter mexido na off season passada, ficou patente a urgência de voltar a reforçar uns Blazers que prometem, mas não cumprem com as expectativas.

Clara Maria Oliveira

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