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A NBA, como é habitual, deixa os fãs à deriva durante um longo período de três/quatro meses, ao passo que neste espaço de tempo, jogadores desenvolvem-se, outros regridem, uns evoluem o seu físico no ginásio, outros ao nível técnico, e isto tudo sem nós podermos ver e analisar de forma precisa dentro do campo de basquetebol. Como tal, no máximo, vamos vendo uns highlights de cada jogador no ginásio a jogar sozinho ou em torneios de verão (Drew League por exemplo) que não se aproximam da realidade da NBA.
Outro aspeto negativo deste verão sabático é que durante o período da free agency, ou seja no espaço de uma/duas semanas, o ecossistema da NBA transfigura-se por completo com uma imensidão de trocas que alteram (ou podem alterar) por completo o rumo de um franchise.
Dito isto, levo até ti três jogadores para estares atento no início da próxima temporada, e que podem elevar o seu jogo para patamares de topo.
Foto de Capa:
JALEN BRUNSON
A dream come true 🗽 pic.twitter.com/RbpyIVdxc4
— NEW YORK KNICKS (@nyknicks) July 26, 2022
Depois dos Mavs claudicarem na construção do contrato de Brunson em 2018 – tal permitiu a Brunson ser jogador livre sem restrições neste verão – os Knicks aproveitaram e assinaram com o base norte americano, com a premissa de moldar a equipa em torno do mesmo.
Apesar dos valores do negócio parecerem algo exagerados (104 milhões em quatro anos), a oportunidade estava lá e a organização de Nova Iorque agarrou para segurar um base sólido, de cariz vencedor, experiente em momentos de aperto, jovem e com margem de crescimento. Brunson tem feito um percurso profissional em crescendo desde que foi draftado em 2018 e, na época transata, assumiu-se claramente como a segunda maior figura dos Mavericks, tendo sido inclusive o líder da equipa de Dallas aquando Doncic se apresentou lesionado nos primeiros jogos dos playoffs. Teve médias de 21.6 pontos, 4.6 ressaltos e 3.7 assistências na fase de todas as decisões, tendo sido a segunda opção na ofensiva de Dallas.
A próxima temporada pode ser ainda mais enriquecedora em termos individuais, ao passo que terá um papel mais parecido àquele que fazia na Universidade de Villanova, ou seja, como o líder da equipa. Muita curiosidade para observar o salto qualitativo de um dos jogadores com o melhor ‘trabalho de pés’ em toda a NBA.
DARIUS GARLAND
🚨 Darius Garland assinou uma extensão contratual máxima com o Cleveland Cavaliers de 5 anos e US$193 milhões, que podem vir a se tornar US$231 milhões.
É o maior contrato da história da franquia.
🗞 @wojespn
📸 Sam Forencich pic.twitter.com/aDAQ2LDCVx— Camisa 23 | NBA (@camisa_23) July 2, 2022
Um dos jogadores mais entusiasmantes para ver atualmente. Vai entrar na sua quarta temporada e esta última foi, sem margem para dúvidas, uma época de afirmação de Garland no que diz respeito ao seu ‘teto’ enquanto jogador. Deu o pulo qualitativo e juntou a isso estatísticas que justificam os holofotes: 21.7 pontos, 8.6 assistências e 3.3 ressaltos em média, por jogo.
Apesar das carências no capítulo defensivo, ofensivamente é dos mais diferenciados atualmente, com um dos melhores dribles da NBA e movimentos de corpo na hora de encarar o adversário. Faz lembrar um pouco Kyrie Irving e tem apresentado uma boa dose de entretenimento e (mais importante) de vitórias aos adeptos de Cleveland. Os Cavs vão paulatinamente reconstruindo uma equipa compacta e têm em Garland uma peça determinante para chegar aos playoffs.
Será All Star na próxima temporada?
MOSES MOODY
man of the people @united || Champions Tour pic.twitter.com/p7UQqQPLgn
— Golden State Warriors (@warriors) July 22, 2022
O jogador mais «incerto» da lista no que diz respeito ao “pulo quantitativo”. Vai entrar apenas no seu segundo ano enquanto profissional e ainda não tem créditos suficientes para ter os minutos que Brunson ou Garland irão ter. Apesar disso, e com as saídas de jogadores como Otto Porter, Payton, Damion Lee, Moody terá mais minutos para impactar o roster e deixar Steve Kerr contente.
O extremo norte americano jogou este verão na Summer League e expôs claramente estar a um nível superior da competição, contribuindo com dois jogos e uma média de 27.5 pontos, 4 ressaltos, 1.5 desarmes e 1.5 roubos de bola por jogo. Como disse, o seu pulo poderá nem vir a ser traduzido quantitativamente, contudo, é certo que este seja um ano de muito crescimento para Moody assumindo um papel de maior relevância a saltar do banco, podendo até vir a fazer uma época superior ao seu colega de Draft Kuminga.
A expectativa é de, pelo menos, dobrar as estatísticas da época passada – 4.4 pontos, 1.5 ressaltos e 0.4 assistências, contudo, não ficaria surpreendido se porventura Moses Moody triplicasse esses números.











