Publicidade

Ao sabor do vento

António Pedro Dias · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Em Chicago, houve mudança de treinador, com Fred Hoiberg a ser despedido depois de pouco mais de três épocas ao comando dos Bulls. Numa cidade conhecida como “Windy City”, é de acordo com o vento que os dirigentes parecem andar. Após trocarem todos os melhores jogadores de modo a reconstruir através do draft, os Bulls decidem despedir o treinador porque não ganha jogos.

A relação Hoiberg-Chicago nunca atingiu um patamar de confiança notório e parecia ser uma questão de tempo até o primeiro abandonar os Bulls. Ainda assim, se a razão para o despedimento for o mau início de temporada, como aparenta ser, a equipa do Este tem muito para explicar.

Hoiberg conseguiu, em três temporadas, chegar uma vez aos playoffs. Chegou através do oitavo lugar, ficando a uma inesperada lesão de Rajon Rondo de chocar os primeiros classificados Boston Celtics. Depois desse ano, foi altura de deitar tudo abaixo. Wade e Rondo saíram, Jimmy Butler foi trocado e iniciou-se a reconstrução (Mirotic haveria de sair a meio da temporada). Os Bulls conseguiram adicionar jogadores como Zach Lavine, Kris Dunn e a peça com maior potencial, Lauri Markkanen. Já antes desta época, foi a vez de Wendell Carter Jr. chegar através do draft.

Fred Hoiberg com o adjunto e agora treinador dos Bulls, Jim Boylen
Fonte: Chicago Bulls

Os Bulls ficavam com uma boa dupla de postes, mas decidiram dar 20 milhões a Jabari Parker, um jogador que passou mais tempo lesionado do que em campo e que um dia disse que “ninguém é pago na NBA para defender”. Zach Lavine já não é conhecido pelo seu magnífico trabalho defensivo, juntando Parker e um Lauri Markkanen que só se estreou na temporada neste fim-de-semana e fica complicado para Hoiberg, que continuava a ver o crescimento de Kris Dunn simplesmente não acontecer.

O tempo de Hoiberg em Chicago teria sempre os seus dias contados e a sua saída aconteceria sempre num futuro próximo. Mas os grandes culpados da falta de rumo dos Bulls continuam a ser a dupla John Paxson/Gar Forman. Porque por muito limitado que fosse o “cozinheiro” Fred Hoiberg, não lhe podem dar duas laranjas e um saco de arroz e esperar que este faça a melhor francesinha do mundo.

Foto de Capa: Chicago Bulls

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

António Pedro Dias

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Brasileirão: 19 treinadores já caíram e só quatro portugueses resistem

Leonardo Jardim lidera o Brasileirão ao comando do Flamengo, Abel Ferreira mantém-se no Palmeiras, Artur Jorge continua no Cruzeiro e Pedro Emanuel procura afirmar-se no Vasco da Gama. Luís Castro e Franclim Carvalho já ficaram pelo caminho. Dezanove treinadores já caíram no Brasileirão 2026. Entre a instabilidade que varre os bancos brasileiros, os portugueses resistem: seis passaram pelo campeonato e quatro continuam de pé. Fernando Diniz, atualmente no Corinthians, foi a mais recente vítima e já tinha sido afastado do Vasco da Gama no início da temporada. A dança das cadeiras começou ainda em fevereiro, com a saída do argentino Jorge Sampaoli do Atlético-MG, e transformou a mudança de treinador numa das imagens de marca da competição.Num campeonato onde a paciência parece cada vez mais curta e os resultados pesam imediatamente sobre os treinadores, a presença portuguesa ganha particular relevância. Dos seis técnicos que passaram pelo Brasileirão em 2026, quatro continuam no ativo e dois já ficaram pelo caminho. E entre os que resistem há perfis bem diferentes: da longevidade quase excecional de Abel Ferreira à estreia de Pedro Emanuel, passando pela liderança de Leonardo Jardim e pela reconstrução de Artur Jorge no Cruzeiro.

João Esteves · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.