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Embora algumas equipas, neste primeiro mês da época, estejam a superar expectativas, outras estão a surpreender pelos passos atrás que estão a dar. A NBA é uma liga de sequências, por isso estes inícios turbulentos não são o que propriamente definem cada formação, ainda para mais com ainda vários meses de competição pela frente.
No entanto, apesar de ainda poderem dar a volta à sua situação, os maus desempenhos de algumas equipas acabam por ser preocupantes e terão impacto negativo nas suas classificações finais. Disto isto, um mês após o início da temporada de 2020/2021, estas são as cinco equipas mais desapontantes da NBA até ao momento, sem qualquer ordem específica.
Foto de capa: Denver Nuggets
Artigo redigido por Pedro Martins de Oliveira
1.
We couldn’t keep it going in the second half.#MileHighBasketball https://t.co/D8EY4iiBKH
— Denver Nuggets (@nuggets) January 13, 2021
Denver Nuggets (7-7) – O poste Nikola Jokić está a fazer uma excelente época na NBA e, por isso, é um dos grandes candidatos ao prémio de Most Valuable Player (MVP), com médias por jogo de 25.1 pontos, 11.4 ressaltos, 10.0 assistências e 1.9 roubos de bola. No entanto, embora a equipa tenha um ataque bastante positivo, que está no terceiro lugar na liga, os Denver Nuggets têm tido dificuldades do outro lado do campo, estando na 23ª posição.
A equipa foi a 16ª classificada do ranking defensivo em 2019/2020 e, tendo em conta que grande parte das peças defensivas que a equipa tinha continuam em Denver, como Will Barton, Gary Harris e Paul Millsap, nota-se que os Nuggets sentem muito a falta de jogadores com influência defensiva vindos do banco. Com as saídas de Jerami Grant e Mason Plumlee, que se mudaram para Detroit, e de Malik Beasley, que se juntou a Minnesota, a equipa de Denver tem tido dificuldades em parar as investidas ofensivas das segundas unidades das equipas com que têm jogado, o que tem levado a algumas derrotas inesperadas.
A situação defensiva e o facto de Michael Porter Jr. já ter faltado a grande parte das partidas, devido a duas quarentenas por causa da Covid-19, são verdadeiras dores de cabeça para o técnico Mike Malone. No entanto, é de esperar que os Nuggets voltem a entrar nas contas dos playoffs mais cedo do que tarde, assim que Porter Jr. seja mais constante nas rotações e os atletas vindos do banco se foquem mais no campo defensivo.
2.
#ViceVersa • /,vis(a) ‘versa/ • With the order reversed; the other way around pic.twitter.com/RiUHxPZ4HB
— Miami HEAT (@MiamiHEAT) January 5, 2021
Miami Heat (6-7) – Meses depois de terem tido uns playoffs de excelente qualidade, chegando até às finais da NBA contra os Lakers, os Miami Heat não têm tido um início de época propriamente fácil. Para além do calendário do primeiro mês não ser o mais fácil, as lesões sofridas por Jimmy Butler e Avery Bradley só dão dores de cabeça ao treinador Erik Spoelstra, principalmente no lado defensivo.
A importância de Butler como líder da defesa de Miami é notável, sendo possível ver a queda na consistência da equipa nesse lado do campo quando comparado ao ranking defensivo do ano passado, caíndo do 12º posto de 2019/2020 para o 22º esta temporada. Para além disso, a saída de Jae Crowder para Phoenix, que teve grande impacto na equipa, principalmente nos playoffs, pode também ser uma das causas para estas dificuldades, o que faz com que o rookie Precious Achiuwa fique com algum desse peso defensivo e, como ainda se está a habituar à equipa e ao tipo de jogo da NBA, ainda não consegue ser muito influente.
No entanto, embora Jimmy Butler também seja influente no lado ofensivo, a sua ausência não é desculpa para algumas das deficiências que Miami tem demonstrado no ataque. Bam Adebayo e Tyler Herro têm crescido, como era de esperar, mas a grande quantidade de perdas de bola, sendo que os Heat lideram a liga em turnovers por jogo, e a falta de ressaltos ofensivos são a chave para que a equipa melhore no futuro. No entanto, a queda no ranking ofensivo do sétimo lugar no ano transato para o 19º esta temporada, é algo com que Miami também tem de preocupar e trabalhar para voltar a competir para chegar aos playoffs.
3.
Back out on the floor 🔜 #WontBowDown pic.twitter.com/C2ccm6i0vC
— New Orleans Pelicans (@PelicansNBA) January 19, 2021
New Orleans Pelicans (5-9) – Mesmo que os Pelicans não tenham chegado sequer aos playoffs da NBA na época passada, não significa por isso que não possam ter lugar nesta lista. Embora o técnico Stan Van Gundy, conhecido pelas suas táticas defensivas, tenha sido maioritariamente contratado para ajudar nesse lado da bola, é fácil de ver que a equipa de New Orleans não teve qualquer crescimento. Aliás, deu até uns passos atrás, caindo do 21º lugar em 2019/2020 para o 24º este ano no ranking defensivo.
Os Pelicans são das equipas com mais ressaltos da liga, estando em segundo lugar nessa categoria, mas sendo que Steven Adams, que chegou a New Orleans esta temporada, é um poste mais tradicional e não lança fora da área pintada, Zion Williamson não consegue verdadeiramente ser dominador do lado ofensivo, visto que precisa de mais espaço nessa área que Adams agora ocupa. Por sua vez, Eric Bledsoe, que também está a fazer a sua primeira época com os Pelicans, também não ajuda no spacing, visto ser um base que tem dificuldades a lançar a bola e que, por isso, tenta grande parte das vezes marcar também na área pintada.
Para além disso, o estilo de jogo mais lento de Van Gundy não ajuda a equipa do lado ofensivo, pois não combina com bastantes das peças da equipa de New Orleans. Brandon Ingram, Zion Williamson, Lonzo Ball e Eric Bledsoe são atletas que beneficiam de estilos mais rápidos, principalmente em transição, no entanto, a equipa deixou de ser a quarta com maior ritmo de jogo para passar a ser a 26ª este ano. Assim sendo, Stan Van Gundy precisa de repensar a forma como a equipa ataca para ter a certeza que os Pelicans melhoram.
4.
Every 𝓶𝓸𝓶𝓮𝓷𝓽 you have to see from the first month of the season!
All the best in 📸 » https://t.co/zeOrX7XVd2 pic.twitter.com/5ASFSDr4lL
— Sacramento Kings (@SacramentoKings) January 13, 2021
Sacramento Kings (5-10) – Tal como New Orleans, os Sacramento Kings também não chegaram aos playoffs da NBA na época transata, no entanto, também merecem estar nesta lista, até porque seria de esperar que melhorassem. Em 2019/2020, os Kings eram a 19ª equipa no que toca a ritmo de jogo, sendo que o treinador Luke Walton foi bastante criticado por forçar esse estilo, tendo em conta os jogadores rápidos que tem, principalmente D’Aaron Fox. Por isso, é bom ver que o técnico mudou de ideias e que agora os Kings tenham subido para o oitavo lugar nessa categoria este ano.
No entanto, com um estilo de jogo com mais velocidade, a equipa é apanhada muito mais vezes em contrapé na defesa, o que seria de esperar, principalmente se se encontrar em 9º lugar no que toca a turnovers por jogo. Porém, a queda do 19º lugar no ranking defensivo na época passada para o 30º e último lugar este ano prova que não são só as perdas de bola o problema, ainda para mais quando se vê as percentagens de eficácia dos lançamentos dos adversários contra os Kings (50.2% do campo e 40.5% em triplos), que fazem com que Sacramento tenha atualmente uma das piores defesas dos últimos anos da NBA.
Por fim, a abundância de postes e a falta de mais alas não ajuda os Kings. A chegada de Hassan Whiteside não trouxe nada de novo para além de um poste lento que não é capaz de correr com o resto da equipa e Marvin Bagley III continua a não dar o salto que se pede a um jogador selecionado na segunda posição do draft de 2018. Assim sendo, Sacramento precisa de rever a sua equipa e fazer algumas trocas para ajudar do lado defensivo se quer estar perto de chegar aos playoffs nesta temporada.
5.
📸 | Views thru 3 pic.twitter.com/iL6umd3x2m
— Toronto Raptors (@Raptors) January 12, 2021
Toronto Raptors (5-9) – Uma desilusão que não se estava nada à espera era a dos Raptors. Claramente, a mudança de Toronto para Tampa Bay devido à Covid-19 não foi fácil para a turma de Nick Nurse, mas a maior causa da queda da equipa é a inconsistência da defesa. Nos últimos anos, os Raptors têm estado no top 5 da NBA no que toca ao ranking defensivo, e a descida para a 19ª posição este ano pode ser explicada pela falta de postes influentes desse lado do campo.
A ida de Serge Ibaka para os Clippers e de Marc Gasol para os Lakers foram o tendão de Aquiles de Toronto, visto que não conseguiram contratar postes que tenham o mesmo impacto que esses jogadores tiveram nos últimos anos. Chris Boucher, que está a ter um grande crescimento, é o único ponto positivo dos Raptors nessa posição, sendo que Aron Baynes tem sido uma aquisição extremamente desapontante e Alex Len já nem faça parte da equipa.
Aliado a um Pascal Siakam menos influente, a um Fred VanVleet a não crescer tanto como era necessário e a um banco mais escasso, os Raptors têm perdidos vários jogos muito próximos nos períodos finais, fruto também da inconsistência na percentagem dos lançamentos, caindo do oitavo lugar em 2019/2020 para o 16º esta temporada. Assim, Toronto precisa de arranjar forma de contratar ou trocar por um poste ou dois com capacidades defensivas e tentar fortalecer o banco de forma a tentar dar a volta à sua situação.









