LA Clippers | Os porquês das mudanças estruturais

ERA MESMO ALI O PROBLEMA?

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O problema principal dos Clippers é conjuntural. O ADN do franchise não é um ADN vencedor, conquistador… e não seria um treinador com currículo que ia conseguir mudar tudo isso. Aliás, o problema dos responsáveis dos Clippers foi também reduzir o problema do clube a um só responsável.

Atualmente, Tyronn Lue é o treinador principal dos Clippers e o substituto direto de Doc Rivers.

O sucesso não está escrito na tabela classificativa, pelo que a equipa de LA está em quarto lugar e no ano passado terminou em segundo, porém não será essa a avaliação que deve ser feita até ao momento.

Em primeiro lugar, uma pequena observação do porquê da contratação de Lue.

Ora, a mudança percebe-se, não obstante o motivo da escolha seja um pouco dubitável. O título ganho, outrora em Cleveland, parece ter sido um ponto chave na decisão. Lue obteve uma subida de notoriedade estupenda com esse feito, contudo, só os mais desatentos olham para esse «anel» de campeão como uma obra prima construída pelo treinador. Não descarto o mérito a Lue, mas as prestações individuais de LeBron James e Kyrie Irving nessas finais de 2016 foram absolutamente lendárias.

Talvez por esta dupla ter obtido tanto sucesso nessas finais, Ballmer pense que Lue vai personificar prestações fantasmagóricas à sua atual dupla (Kawhi-PG)…

Em segundo lugar, importa perceber o sucesso individual e coletivo.

Até ao momento, a equipa orientada por Lue não evoluiu nos dois principais parâmetros do jogo, aquando comparado com o ano passado. Se, por um lado, Doc Rivers fechou a época como o segundo melhor ataque e a quinta melhor defesa da liga, Tyronn Lue está uns furos abaixo, contando com o terceiro melhor ataque e a 16ª melhor defesa da liga. O que tem diferenciado ambos os treinadores, de uma temporada para outra, é o potenciar das duas principais figuras da equipa.

Ambos Paul George e Kawhi estão melhores individualmente. Os números de George cresceram significativamente: mais pontos (23.7), ressaltos (6.1) e assistências (5.4) por jogo e mais importante ainda, a percentagem de lançamento subiu (50%). Por outro lado, o mais significativo em Kawhi, foi a subida na percentagem de lançamento (51%) e a descida no número de turnovers (1.9). Dados elucidativos, que o efeito Lue está a surtir (algum) efeito e poderá ser reproduzido, com algum sucesso nos playoffs. Todavia estes factos positivos, é preciso ter muitos mais uns aspetos em conta.

Diogo Silva
Diogo Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Diogo lembra-se de seguir futebol religiosamente desde que nasceu, e de se apaixonar pelo basquetebol assim que começou a praticar a modalidade (prática que durou uma década). O diálogo desportivo, nas longas viagens de carro com o pai, fez o Diogo sonhar com um jornalismo apaixonado e virtuoso.

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