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NBA Draft 2020: Os 3 principais destaques

Diogo Silva · 3 min

NBA Draft 2020: Os 3 principais destaques
Foto de capa: NBA

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A pandemia, mais uma vez, colocou alguns constrangimentos no fluxo natural da NBA. Com isto, o Draft não permitiu o «clássico» cumprimento de mão dos jovens atletas ao comissionário Adam Silver, nem permitiu aos 60 atletas que estivessem todos reunidos no mesmo local. As notícias, de resto, eram recebidas através dos estúdios da ESPN, dentro da residência de cada um.

Apesar de todas as particularidades “esquisitas” deste Draft, a sua essência não se entorpeceu e as surpresas foram várias. Lê aqui, os três principais destaques do Draft deste ano.

Foto de capa: NBA

A “QUEDA” DE HALIBURTON

Depois de vários especialistas o colocarem como uma escolha de top-5, Haliburton, nem chegou a top-10. As dúvidas relativamente à sua mecânica de lançamento pouco ortodoxa ou até relativamente ao seu físico frágil, secalhar pesaram em alguns «front offices», não obstante, com esta queda, Haliburton foi uma das principais surpresas da noite do Draft.

Ainda assim, de sublinhar que os Kings têm em Tyrese Haliburton base para o futuro, versátil, capaz de produzir com/sem bola. Em termos de encaixe na equipa, naturalmente os Sacramento Kings não são a equipa capaz de extrair o melhor de Tyrese, contudo, com Fox e Buddy Hield ao seu lado, os Kings poderão ter um trio de ataque com várias valências heterogéneas, tornando-se numa das melhores equipas a atuar em transição ofensiva da liga.

A PESCA “OVERSEAS”

À medida que os anos vão passando, o receio em escolher um jogador sem raízes norte americanas ou com atividade em território desconhecido vai-se desvanecendo. Pelo menos, o preconceito parece estar a esmorecer e a presença de vários astros como Giannis e Doncic no topo da liga, tem ajudado.

Ora, para além dos jogadores estrangeiros, começa também a existir norte americanos a optar por jogar «overseas». O caso mais gritante deste Draft foi Lamelo Ball- terceira escolha (Charlotte Hornets)- atuou na época passada pelos Illawarra Hawks (Austrália).

Em suma, o Draft de 2020 foi rico em jogadores internacionais. Foram 13 os jogadores draftados de países diferentes. Uns a jogar na NCAA, outros a jogar fora do continente norte americano, de resto, este ano foi uma afirmação do crescendo de jogadores de elevada competência a praticar basquetebol de alto nível fora dos Estados Unidos da América. Entre os vários jogadores internacionais importante ressalvar: Killian Hayes (7ª escolha-Detroit Pistons), Deni Avdija (9ª escolha-Washington Wizards) e Aleksej Pokuševski (17ª escolha-Minnesota Timberwolves).

Para concluir, fica a questão, não teremos, em 2021, a oportunidade de observar a nossa bandeira portuguesa, a ser representada no Draft?

A probabilidade é grande…

O TOP 3 ESPERADO

Ano após ano, desde o início da liga norte americana, seja pelas desilusões que o mesmo provoca, ou até mesmo pelas estrelas que o mesmo extrai, o top-3 é (quase) sempre o mais falado.

Este ano, a indecisão baralhou a cabeça de vários executivos até meados de Junho, todavia, à medida que o tempo ia passando e os treinos individuais com as respetivas equipas iam surgindo, as dúvidas iam-se dissipando. Ou seja, poucas semanas antes do Draft, a única indefinição era saber exatamente onde estes jogadores do top-3 iam cair.

Edwards, Wiseman ou Ball, qualquer um destes era viável como primeira escolha, contudo, com o sorteio que ditou as respetivas equipas que teriam a hipótese de “draftar”, a incerteza tornou-se paradoxalmente uma indubitabilidade. Todos encaixavam como uma luva nos respetivos franchises: Anthony Edwards (Timberwolves), James Wiseman (Warriors) e Lamelo Ball (Hornets).

Apesar de um top-3 muito expectável, o top-10 ainda nos sorteou algumas surpresas. De salientar a queda do israelita Avdija para os Wizards (9ª escolha) e a subida inesperada de Patrick Williams para os Chicago Bulls (4ª escolha).

Para concluir, o NBA Draft de 2020, não augura muitos all stars. Todavia, poderemos observar vários «underdogs» com muito para mostrar, ávidos para responder aos mais céticos, depois de um Draft que não promete ficar na história, para além das razões óbvias (ano de pandemia).

Diogo Silva

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