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NBA Draft: Há vida para além de Zion

José Baptista · 3 min

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Sem surpresas, Zion Williamson foi a primeira escolha do Draft para os New Orleans Pelicans e Ja Morant seguiu de seguida para os Grizzlies. RJ Barrett foi a terceira escolha, com os Knicks a fugirem à sua tendência de inventar onde não há por onde o fazer. Apesar de exercícios de última hora com Garland e Coby White, a equipa de New York foi com o expectável e fica com um excelente jogador para o futuro e que poderá mesmo neste draft ser o que mais fácil e rapidamente renderá na NBA.

Daí para a frente, num draft que não era considerado dos melhores dos últimos anos, houve muitas trocas e algumas surpresas. O principal negócio da noite foi entre os Hawks e os Pelicans e pode-se dizer que saíram os dois a ganhar. A equipa de Atlanta subiu no quadro para ir buscar DeAndre Hunter, enquanto os de New Orleans adicionaram mais números em volta de Zion.

Os Suns e os Timberwolves também trocaram nos lugares cimeiros, com os de Phoenix a fazer uma das surpresas da noite, já que, depois de descerem de sextos para 11.º, selecionaram Cam Johnson, que muitos poucos colocariam numa posição tão alta do draft.

Ainda mais para baixo ficaram Sekou Bomboya, o primeiro dos ‘Internacionais’, que foi selecionado já fora da lotaria e Nassir Little, que acabou em Portland a 25 e nem os Trailblazers acreditavam que ele lhes chegasse.

Quem caiu, caiu e continuou a cair foi Bol Bol. O talento está lá, mas há muitas preocupações quanto à saúde do filho de Manute Bol e, de uma expectável escolha de primeira ronda para apenas ser apanhado ao nr. 44. Acabou por não lhe sair mal de todo porque está a caminho dos Denver Nuggets, uma organização que já provou (ainda este ano com Michael Porter Jr.) que não tem pressa e deixa os jogadores recuperarem fisicamente ao nível que precisam. Ainda assim, é curioso ver que, após falhar grande parte da temporada, Bol Bol desceu imenso no draft, enquanto, por exemplo, Garland não foi afetado por também ter feito muito poucos jogos, saindo logo no quinto posto.

Os Vencedores

New Orleans Pelicans – Não acho que Zion sozinho bastasse para serem os vencedores da noite. Mas, o que fizeram com a escolha vinda dos Lakers na troca de Anthony Davis foi excelente. Hayes e Alexander-Walker são boas escolhas e vêm complementar bem a equipa a juntar a Jrue e aos reforços vindos de LA. Na segunda ronda, ainda foram buscar o brasileiro Didi Louzada, uma boa opção para dar profundidade ao plantel. Com a sorte da ganhar a lotaria e a troca de AD, os Pelicans conseguiram em apenas um ano dar a volta à equipa e são candidatos para o futuro.

Atlanta Hawks – DeAndre Hunter era o homem desejado em Atlanta e os Hawks fizeram o que podiam para subir no quadro e o ir buscar, mantendo ainda uma outra escolha para ir buscar Cam Reddish, alguém extremamente prometedor apesar de ofuscado por Zion e RJ em Duke. E na segunda ronda ainda foram buscar Bruno Fernando, que chegou a certa altura a ser até apontado como uma possível escolha nos lugares da lotaria. Noite muito positiva e grande esperança para o futuro da equipa de Trae Young.

Os Derrotados 

Phoenix Suns – Esta opinião pode ser mais polémica, porque não se pode dizer que tenha sido uma péssima noite. Saric é uma excelente contratação, Ty Jerome vai colmatar a necessidade de um Point Guard e Cam Johnson também tem um potencial interessante. Mas, pessoalmente, não concordo com a estratégia. A grande necessidade era um PG e deviam ter ficado quietos na posição seis e levado para casa o segundo ou terceiro melhor disponível neste draft (atrás de Ja Morant, é discutível se o melhor é Garland ou White), juntando Coby White a Ayton e Bridges (e Okobo) no seu jovem grupo para o futuro.

Sacramento Kings – A gestão da equipa é por vezes questionável e, também por isso, entravam neste draft sem qualquer escolha na primeira ronda, mas três na segunda. Em vez de selecionarem três opções para dar profundidade a um plantel com alguns valores emergentes, foram para três atletas de características muito semelhantes, na esperança de que pelo menos um vingue. Diria que não é a melhor estratégia.

Foto de Capa: NBA

José Baptista

Redação Bola na Rede · ver artigos