Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

NBA | Já conheces o Queta, Banchero?

Diogo Silva · 3 min

NBA | Já conheces o Queta, Banchero?
Foto: NBA

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

modalidades cabeçalho

Neemias Queta esteve novamente presente na NBA Summer League deste ano e teve um início de arromba. A estreia ficou marcada por uma exibição a roçar a perfeição (23 pts, 8ress, 3ass, 1blk, 1rdb) e uma frase para mais tarde ficar estampada em camisolas (“You don’t know me, bruh”), que deixou toda a gente de ‘água na boca’ e com a crença de que veríamos um Neemias a explodir com a competição. Não explodiu como na primeira partida, é certo, no entanto, convenceu e fez números que já justificam um «contrato sério» e conducente com o nível que apresentou nesta Summer League.

Foto de Capa: NBA

“TU NÃO ME CONHECES, IRMÃO”

Foi desta forma que Queta respondeu aquando confrontado pela primeira pick no draft deste ano – Paolo Banchero – que imputou que o poste luso não deveria ter sido o homem encarregue de marcar um dos triplos que fechou o tempo regulamentar (“You wasn’t supposed to hit that three-ball”). De relembrar que os Orlando Magic, nesse mesmo jogo, tinham uma vantagem de seis pontos a sensivelmente sete segundos do fim (SETE!!!), sendo que Queta e Murray foram os protagonistas que colocaram tudo na estaca zero num final de loucos.

Apesar disto, excetuando esta partida, o jovem de 23 anos não voltou a exibir números tão vistosos, contudo, apresentou-se mais amadurecido, experiente e claramente a um nível acima dos seus colegas de posição.

Estatisticamente, Queta, em 2021, teve médias de cinco pontos (50.0% FG, 55.6% FT), 4.6 ressaltos, 0.8 assistências, 0.6 roubos de bola, 1.0 desarmes de lançamento e ainda 1.4 turnovers, ao passo que em 2022 elevou o seu jogo para 12.8 pontos (67.9% FG, 55.0% FT), 6.5 ressaltos, 1.5 assistências, 0.5 roubos de bola, 2.8 desarmes de lançamento e ainda 2.5 turnovers. Dados que elucidam bem o crescimento do jovem português, e a importância que repercutiu na equipa de Sacramento.

Para além do jogo monstruoso diante dos Magic, destaco também a excelente exibição no seu último jogo da competição onde obteve 15 pontos (100% FG), 10 ressaltos, 1 assistência e 1 desarme em 26 minutos.

JÁ CHEGA DE G-LEAGUE

Fonte: Sacramento Kings

No ano passado escrevia que o Neemias devia ter paciência. Para além disso, que deveria perceber que o seu trabalho na G-League iria acabar por trazer frutos. Mas, agora, já não faz sentido. Neemias deve procurar mais minutos (na NBA) e um contrato melhor (seja nos Kings, ou noutro franchise qualquer).

Ignorando um pouco estas questões paralelas, e olhando um pouco mais para o seu desempenho de forma apreciativa, é possível afirmar que Queta voltou a mostrar que será ao nível defensivo (e dentro daquilo que oferece em termos físicos) que se irá diferenciar dos demais, ainda que, do ponto de vista ofensivo tenha também mostrado argumentos que podem solidificar o poste luso como um jogador optimizável na NBA de hoje em dia. E porquê? Ora, aquele triplo foi apenas uma pequena amostra, mas Queta já demonstrou invariavelmente que poderá desempenhar mais funções de frente para o cesto, não só ao nível do lançamento, mas também do passe. Não obstante, as características de “poste tradicional” permaneçam intactas, ao passo que é em ações sem bola/de costas para o cesto/como ”roll man” que o português se sente mais à vontade.

Tudo somado, notou-se uma evolução evidente em comparação com o ano transato, sendo que a Summer League foi uma ótima montra para toda a gente levantar a questão sobre o porquê de Neemias ainda não ter despedido o agente(?). Temos exemplos de vários jogadores com menos talento e com (muitos) menos créditos a conseguirem contratos de vários anos a receber +5 milhões, portanto, fica a questão: Porquê que os Kings e Queta alinharam num contrato de valor tão baixo?

Já chega de G-League para Neemias…

Diogo Silva

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.