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Com a lesão horrífica de Klay Thompson, que colocou os adeptos da NBA em choque e a direção dos Warriors em desespero, a missão de colocar o franchise na luta pelo campeonato, passou de objetivo para uma quimera difícil de augurar. Atualmente, sem Klay, os Golden State Warriors sugam para si o estatuto de «underdogs» na conferência Oeste.
Algo difícil de imaginar para uma equipa que, há anos, confrontou a NBA com uma das melhores equipas de sempre. Ainda assim, apesar da lesão de uma das principais figuras da equipa, a direção de São Francisco não procura colocar travão na época que está aí à porta, o problema urge, na medida em que vão ter que colmatar a ausência de um jogador tão influente, como é Klay Thompson.
Foto de capa: Golden State Warriors
One man show em Oakland?
🏆 2015-16 @NBA MVP – Stephen Curry 🏆
This Date in Warriors History || #DubNation pic.twitter.com/lZt7yXDHYA
— Golden State Warriors (@warriors) May 10, 2020
A pergunta é retórica e tem resposta fácil. Não, não me parece que venha a ser um espetáculo a solo em Oakland. Stephen Curry é um jogador incrível e não há dúvidas dos números estonteantes que irá produzir no desenrolar da época, mas não podemos reduzir esta equipa de Golden State somente a um jogador. Já foram preconizados como tal, mas nunca se pode falar desta equipa sem sublinhar a palavra coletivo. Para além das individualidades de alto gabarito, os Warriors habituaram-nos a exibições coletivas invulgares e algo excepcionais.
Já nos anos que principiaram a dinastia dos Warriors, mesmo com os números fantásticos do seu MVP, havia uma série de jogadores que contribuiram de forma peremptória , ao passo que as dinâmicas de Steve Kerr não permitiam uma individualização volumosa do seu melhor jogador. O que esta lesão de Thompson trará será, com toda a certeza, uma alteração nas dinâmicas/estilo de jogo da equipa.
Steve Kerr procura sempre potenciar as individualidades ao máximo dentro do coletivo e este ano, sem um lançador tão avassalador como Thompson não irá existir um substituto à altura, mas sim uma série de jogadores que poderão igualmente complementar Stephen Curry, de uma forma distinta. Dito isto, a lesão de Thompson trouxe a possibilidade de obtenção de Kelly Oubre JR: numa trade que envolveu OKC.
Um jogador talentoso, em evolução significativa à medida que os anos vão passando. De resto, depois de uma «rookie season» (em 2015/2016) realizando em média apenas 3.7 pontos por jogo, na época transata, ao serviço dos Phoenix Suns, Oubre efetuou 18.7 pontos, assinalando uma importância significativa na equipa de Phoenix. Como referi, não haverá um substituto à altura, contudo não devíamos subestimar esta equipa dos Warriors.
Dimensão atlética
Steph describes James Wiseman as a “once-in-a-lifetime” type of talent, and explains why he and the Warriors will be tough on the rookie early onhttps://t.co/D4uxQUhM7y pic.twitter.com/XkPjFtHno7
— Warriors on NBCS (@NBCSWarriors) November 30, 2020
Esta temporada, a equipa comandada por Steve Kerr conta com vários jogadores de uma estampa física intrigante: Eric Paschall, James Wiseman, Wiggins, Draymond Green e Kelly Oubre Jr. Dos mencionados, provavelmente quatro farão parte do cinco inicial. Ora, a temporada 2019/2020 nefasta, proporcionou a segunda escolha no Draft deste ano, que incluiu nada mais, nada menos, que James Wiseman. Um jogador de 2.16 metros capaz de operar em transição (como os Warriors gostam) e de manobrar a bola como poucos postes na liga conseguem.
Obviamente, tem muitas lacunas e acredito que será essencialmente uma âncora defensiva e um jogador para atuar na zona pintada, contudo, Steve Kerr tem pela primeira vez, um poste de nível muito elevado. A falta de maturação tática, dado ao seu baixo nível competitivo (já não compete há mais de 1 ano) será um problema.
Contudo, a presença de jogadores suplentes como Looney ou Marquesee Chris mantém-se, sendo que ambos já têm muito tempo de trabalho com Kerr. Ambos poderão ajudar, não só a acrescentar uma “dor de cabeça positiva” ao treinador, como também como espécie de alicerces ao trabalho do jovem Wiseman.
No. 2⃣ – Andrew takes flight ✈️@22wiggins‘ #WarriorsTop10 Plays of 2019-20 pic.twitter.com/Vzzk5AgRXL
— Golden State Warriors (@warriors) August 5, 2020
De salientar também Draymond Green, que acrescenta muito a nível defensivo e Wiggins (que parece ter adicionado músculo na «off-season»). No fundo, ambos serão mais dois jogadores com uma dimensão física interessante, que poderão sustentar de forma fulcral as pretensões dos Warriors nas duas vertentes do campo, um como passador (Green) e outro enquanto marcador (Wiggins).
Sexto Homem procura-se
Eric Paschall’s
best play from
EVERY GAME so far this season#DubNation || #NBARisingStars pic.twitter.com/qo1W5OQAce— Golden State Warriors (@warriors) February 13, 2020
Se um coletivo se baseasse em cinco jogadores, creio que não seria displicente afirmar que o 5 inicial dos Warriors é um dos mais fortes e versáteis da liga. Contudo, faltam recursos humanos a “saltar” do banco para acrescentar maior critério, energia e certeza na sua preponderância para o jogo. Basta relembrar da importância dos homens do banco nos recentes títulos da equipa de Golden State. A maioria dos jogadores eram experientes e com missões específicas executadas quase sempre na perfeição. Inclusive, o MVP das finais de 2015 foi exatamente um jogador que não era propriamente um jogador de 5 inicial: Andre Iguodala.
Este ano sem um Iguodala ou um Livingston, os Warriors terão que pedir muito aos mais jovens. De resto, acredito que as principais peças a sair do banco sejam Eric Paschall e Nico Manion, ambos sem grande traquejo ao mais alto nível, não obstante sejam talentos de grande nível. Fora isso, espera-se ainda um contributo interessante de Kent Bazemore (segunda passagem pela equipa de Oakland) e Brad Wanamaker (ex-Boston Celtics).
Para concluir, é imprudente afirmar que os Warriors são condidatos ao título, contudo, o estatuto de «menos favoritos» ou «underdogs», poderá exteriorizar um espírito guerreiro nas superestrelas, que faça renascer as esperanças dos adeptos dos Warriors.










