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Terminada a série entre Lakers e Rockets, determinando a vitória dos favoritos Lakers em 5 jogos (4-1), restava saber quem iria fazer «companhia» a LeBron James e AD na disputa pela final da NBA. A série entre Nuggets e Clippers, previa um desfecho tranquilo para a equipa dos Clippers, no entanto tudo rapidamente começou a complicar-se e Jokic e companhia fizeram o que poucos esperavam, deteriorando mentalmente a equipa de LA.
Do lado do Este, os Celtics conseguiram fechar a série diante os Raptors e encontraram pela frente uma equipa muito coesa e competitiva, com Bam Adebayo em evidência.
Vê aqui os principais destaques dos últimos dias de NBA:
Foto de capa: NBA
DUPLA EM UNÍSSONO
It’s been a long time since we’ve seen a pair of teammates like this. #LakeShow pic.twitter.com/7qYw1KmYW8
— Los Angeles Lakers (@Lakers) September 16, 2020
Os Lakers regressam novamente aos grandes palcos dos playoffs, pela mão do treinador Frank Vogel, e da dupla LeBron James e Anthony Davis. Algo que não acontecia desde 2010, sendo que ao nível que têm atuado, o sonho de atingir novamente o título aproxima-se e aparenta ser cada vez mais uma realidade, para a massa adepta dos Los Angeles Lakers.
Ora, se estão na final da conferência Oeste, muito devem à dupla destruidora (James e AD).
«King» James e Davis tornaram-se a primeira dupla de jogadores desde 1961 a terminar uma série de playoffs com médias de pelo menos 25 pontos e 10 ressaltos. A última dupla a concretizar tal feito, foi Bob Pettit e Cliff Hagan, pelos St. Louis Hawks. Dito isto, é assinalável aquilo que ambos têm feito na alimentação das expectativas dos Lakers, derrotando a dupla James Harden-Westbrook, que, pelo contrário, tiveram significativamente abaixo daquilo que poderiam produzir, sublinhando momentos de total dessintonia.
O ANO DOS “COMEBACKS”
You will never forget this team.#MileHighBasketball pic.twitter.com/gdh5FkioYv
— Denver Nuggets (@nuggets) September 16, 2020
Depois de eliminar os Utah Jazz, após estar a perder por 3-1, os Denver Nuggets repetiram o feito diante os favoritos (a vencer a liga) LA Clippers. Incrível e até algo inconcebível, o que a equipa comandada por Mike Malone fez no desenrolar dos últimos 3 jogos decisivos da série. De realçar que esta foi a primeira vez na história da liga, que uma equipa conseguiu recuperar por duas vezes no mesmo ano de playoffs de um défice de 3-1.
MÉRITO DOS NUGGETS OU DEMÉRITO DOS CLIPPERS?
Doc Rivers blew a 3-1 lead in three decades and is the only coach to blow multiple 3-1 leads in NBA history.
∙ 2020 vs. Nuggets
∙ 2015 vs. Rockets
∙ 2003 vs. Pistons pic.twitter.com/6hAlxMIrhn— ESPN (@espn) September 16, 2020
https://twitter.com/espn/status/1306102978034704387?s=20 inserir tweet
Naturalmente, quando pensamos na derrota de uma equipa que era favorita, são mais os erros e falhas a apontar à mesma, do que são os elogios à oposição. Nesta série podemos obviamente referir um poucos dos dois, não obstante colocando um peso maior na “culpa” que Doc Rivers acarretou e a inoperância dos seus pupilos numa série que deveria ter sido deles.
Começando com a defesa. É verdade que os Clippers até são bem reconhecidos por ter bons defensores, mas o momento é coletivo e não chega ter boas individualidades para parar Jokic, Murray ou até mesmo Milsap e MPJ. Foram vários os momentos do jogo, em que Doc Rivers fazia saltar os homens do banco com maior preponderância no momento ofensivo, mas que, no entanto, pouca diferença faziam no momento defensivo. Problemas que não são novos, aliás de relembrar a partida diante os Mavericks onde sofreram uns injustificáveis 135 pontos, que inclusive empatou a série (2-2), num jogo que apesar dos muitos elogios aos Mavericks, motivou muitas críticas ao trabalho de Doc Rivers.
Ora, depois há pormenores que marcam a diferença, como por exemplo, qual foi a mensagem transmitida a Pat Beverly? O base norte americano é reconhecido como um trabalhador incrível na vertente defensiva do jogo, mas que por vezes peca por ser impaciente ou por querer estar em todo o lado, motivando faltas desnecessárias e uma agressividade (mesmo que boa) impotente. Aquele que deveria ser a principal “dor de cabeça” para Jamal Murray, acabou por estar constantemente em problemas com as faltas, não impactando como deveria.
Depois as estrelas: Kawhi Leonard e Paul George. É reconhecido o seu talento nas duas vertentes do jogo, mas nesta série não conseguiram fechar o jogo por 3 ocasiões, como deveriam. Se, por um lado, um teve inconsistente e frágil mentalmente (Paul George), outro (Kawhi) sublinhou a sua debilidade enquanto «playmaker», não conseguindo movimentar o coletivo, incrementando alguma previsibilidade nas dinâmicas ofensivas, ajudando tacitamente a defensiva dos Nuggets.
The @nuggets advance to the Western Conference Finals to take on the Lakers! #NBAPlayoffs pic.twitter.com/LNCivZo2UT
— NBA (@NBA) September 16, 2020
Do lado dos Nuggets, de destacar o que a dupla Jokic e Murray fizeram. Apesar de todas as falhas dos Clippers, ambos foram preponderantes na recuperação ímpar da turma de Denver e conseguiram desequilibrar de todos os feitios e maneiras, desbloqueando aquela que foi um dos melhores «comebacks» da história da liga.
BAM, O SALVA VIDAS

Fonte: Miami Heat
Depois do começo forte e assertivo dos Boston Celtics, a equipa orientada por Erik Spoelstra voltou a demonstrar o quão determinados são e arrastaram o jogo para prolongamento, que viria a ser segurado por Bam Adebayo. O poste dos Miami Heat comprovou (mais uma vez) ser a par de Dragic e Jimmy Butler, uma das peças mais importantes desta equipa, estando em todo o lado na defesa, sendo igualmente decisivo com bola no momento de atacar o cesto ou assistir os colegas. O atleta de 23 anos terminou o jogo 1 com 18 pontos, 6 ressaltos, 9 assistências e 2 desarmes de lançamentos.
The Block heard around the world 💥🖐🏾 pic.twitter.com/ySaekJxHtW
— Miami HEAT (@MiamiHEAT) September 16, 2020
A ação mais importante pertenceu ao próprio, ao passo que Adebayo impediu Jayson Tatum de empatar a partida, numa jogada que acabou por ser a última oportunidade dos Celtics colocarem novo ponto de interrogação no vencedor do jogo. Desarme de lançamento este, não só pela importância que obteve, como pela dificuldade técnica de executar o mesmo, mereceu elogios por todos os amantes da modalidade (incluindo atletas da liga).
Para concluir, apesar da vitória no primeiro jogo da série, os Celtics comandados pelo versado Brad Stevens, tem muitos ajustamentos a fazer, ao passo que tais correções poderão transfigurar o sentido da série. Por enquanto, Miami vai na frente, porém a qualidade individual dos jogadores (Tatum, Kemba, Brown, etc) e os recursos inesgotáveis do treinador fazem dos Celtics favoritos, numa série que se avizinha que mantenha a intensidade e competitividade a níveis elevadíssimos, de resto, como ambas as equipas nos têm acostumado na atual temporada da NBA.
Artigo revisto por Joana Mendes











