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Os 10 jogadores mais subestimados nos Playoffs 2022

Marcos Brea · 8 min

Os 10 jogadores mais subestimados nos Playoffs 2022
Foto: NBA

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Os NBA Playoffs de 2022 vão na segunda ronda e todas as séries estão repartidas, seja 2-2, seja 2-1. Os melhores jogadores de cada equipa estão a apresentar grandes performances, mas sozinhos não conseguem vencer jogos, ou mesmo séries.

Por isso classifiquei os jogadores mais subestimados cujos papéis na respetiva equipa têm sido notáveis e recorrentes para o sucesso da mesma, todavia, sem receber o devido mérito ou o mesmo destaque que algumas estrelas.

Foto de Capa: NBA

Artigo redigido por Marcos Brea

MENÇÕES HONROSAS

Dorian Finney-Smith – Estatísticas: 11,0 pontos, 4,7 ressaltos, 1,1 roubos de bola e 0,395% de triplos por jogo.

Finney-Smith continua a desempenhar o seu papel em Dallas, tendo melhorado com a mudança de treinador e esta época conseguiu ser um dos melhores da equipas a lançar de forma bastante eficaz.

Esta época conseguiu atingir um número máximo de pontos por jogo numa época e tem sido um grande apoio da equipa, especialmente para aliviar um pouco da carga de Luka Doncic.

Spencer Dinwiddie – Estatísticas: 15,8 pontos, 3,9 assistências, 3,1 ressaltos e 0,404% de triplos por jogo.

Mais um jogador dos Dallas Mavericks. Spencer Dinwiddie foi uma adição a meio da temporada, recente até, visto que fez apenas 23 jogos.

Apesar de fazer 23 jogos, o point-guard nesse espaço de tempo mostrou adequar-se bem no novo sistema, bem ao ponto de registar as estatísticas mencionadas quando não apresentou números tão bons na antiga equipa.

Aliás, a sua contribuição é tão notável que os Mavs apresentam um registo de 19-6 desde a chegada a Dallas.

Gary Payton II – Estatísticas: 7,1 pontos, 3,5 ressaltos, 1,4 roubos de bola e nono na lista de defensive rating da NBA (102,3).

A história do filho da antiga lenda da NBA Gary Payton continua a dar que falar, especialmente desde que se juntou aos Golden State Warriors.

Os Warriors conseguiram e continuam a desenvolver jovens jogadores de modo a atingir niveís elevados e Payton II é um dos mais recentes.

A presença do guard (que também joga como forward se for preciso) é notável em campo, melhora a defesa da equipa e quando entra, acrescenta nova energia na equipa.

10. GRAYSON ALLEN

Estatísticas: 11,1 pontos, 3,4 ressaltos, 1,5 assistências, 0,409% de triplos por jogo.

Um dos jogadores mais falados ultimamente, infelizmente, por uma má postura de desportivismo, mas também pelo lado positivo após um ano onde se tornou numa figura regular para os Millwaukee Bucks.

Na época passada teve o salto que precisava em Memphis e depois de uma troca acabou em Millwaukee, onde evoluiu junto dos atuais campeões em título.

O que chama mais à atenção são os números ofensivos que continuam a melhorar, especialmente na eficácia da linha de três pontos e claro, a sua tenacidade ajuda a tornar a defesa da equipa de Wisconsin tão sólida.

9. CAMERON JOHNSON

Estatísticas: 12,5 pontos, 4,1 ressaltos, 0,425% de triplos por jogo.

Cam Johnson melhora a cada ano que passa e é bastante evidente a sua presença em campo. Sempre que entra no jogo adiciona algo novo ao jogo e de uma maneira eficaz.

Por isso mesmo é que terminou no lote dos últimos três finalistas na corrida ao Sixth Man of The Year de 2022.

À medida que os Suns avançam, parecem melhorar e com a inevitável retirada de Chris Paul, é certo que jogadores como Cam Johnson desenvolvam papéis na dinastia que estão a construir.

8. GRANT WILLIAMS

Estatísticas: 7,8 pontos, 3,6 ressaltos, 0,7 bloqueios e 0,411% de triplos por jogo.

Os primeiros anos de Grant Williams não serviram de muito para o jogador que não conseguia lançar bem a bola, cometia erros amadores a defender e acabava por prejudicar a equipa.

O jogador não se deixou ficar. Melhorou no setor defensivo, comete cada vez menos erros e o mais surpreendente é a evolução ofensiva.

Nesta época Grant Williams descobriu um novo lado, a capacidade de lançar triplos de uma maneira consistente (a maioria nos cantos) e está cada vez mais agressivo ao atacar o cesto. Sem dúvida uma evolução de louvar que merece mais e mais atenção.

7. DESMOND BANE

Estatísticas: 18,2 pontos, 4,4 ressaltos, 1,2 roubos de bola e 0,436% de triplos por jogo.

Um dos jogadores que merecia ser nomeado para Most Improved Player de 2022, acabou por ficar fora do pódio.

Esta decisão caiu mal a muitos adeptos porque Bane, não só melhorou consideravelmente como ajudou os Memphis Grizzlies a melhorar e atingir o segundo lugar na Conferência Oeste.

O jogador continua a passar abaixo do radar, porém tem uma palavra a dizer e é sem dúvida alguém cujo trajeto compensa seguir.

6. JAE CROWDER

Estatísticas: 9,4 pontos, 5,3 ressaltos, 1,4 roubos de bola e 12.º melhor +/- da NBA (+395).

Este jogador recebe muito ódio de forma desnecessária, especialmente quando se qualificou para três finais de conferência e consequentemente, duas finais da NBA seguidas (Miami Heat 2020, Phoenix Suns 2021).

Os seus números não são o que que eram na época passada, mas continua a ser uma grande ameaça de triplos e a defesa continua bastante sólida.

Vale a pena referir o seu papel de 3 and D e o facto de ser titular numa equipa que atingiu as 64 vitórias na época regular.

5. PJ TUCKER

Estatísticas: 7,6 pontos, 5,5 ressaltos, 0,8 roubos de bola e 0,415% de triplos por jogo.

Não é preciso dizer muito de PJ Tucker. O jogador que consegue defender qualquer posição e jogar em qualquer posição.

É simplesmente um sinónimo de vencer sem números vistosos. Defende bem, lança bem de triplos, esteve presente nas melhores equipas dos Houston Rockets da década de 2010, esteve presente na equipa dos Millwaukee Bucks que conseguiu vencer o título em 2021 e mudou-se este ano para Miami.

Os Heat terminaram a época regular em primeiro lugar no Este e PJ Tucker é uma das figuras da equipa, permitindo uma versatilidade na defesa e mais opções na ameaça de triplos.

4. AL HORFORD

Estatísticas: 10,2 pontos, 7,7 ressaltos, 3,4 assistências, 1,3 bloqueios de bola, 0,7 roubos de bola por jogo e 13.º melhor +/- da NBA (+386).

O Godfather estava sem rumo. Depois de um ano menos conseguido nos OKC Thunder, o Big Al não sabia o que o futuro lhe reservava, mas os Celtics quiseram apostar nele para a criação da nova identidade defensiva.

A aposta correu bem e Al Horford apresentou números muito consistentes apesar da idade. Continua a ter um papel fundamental nos verdes, seja a compensar um colega que esteja a jogar menos bem, seja a acertar alguns triplos consecutivos, seja a bloquear ou roubar a bola, seja a ganhar um ressalto valioso.

É ainda um jogador muito versátil e uma das provas que às vezes a idade é apenas um número.

3. MIKAL BRIDGES

Estatísticas: 14,2 pontos, 4,2 ressaltos, 1,2 roubos de bola, 0,369% de triplos por jogo e segundo melhor +/- da NBA (+576).

O segundo classificado na corrida a Defensive Player of The Year continua a melhorar de ano para ano devido à tenra idade.

Este foi um ano importante para se destacar mais, tendo em conta a atenção que recebeu no setor defensivo e só mostra que o céu é o limite.

Mesmo com Chris Paul e Devin Booker na equipa, o forward é o jogador com o segundo melhor +/- da NBA e por colocar os Suns no topo do Oeste com 64 vitórias mesmo com lesões de CP3 e Devin Booker ao longo da época é absurdo.

2. MARCUS SMART

Estatísticas: 12,1 pontos, 5,9 assistências, 1,7 roubos de bola por jogo e sétimo melhor +/- da NBA (+443).

O Defensive Player of The Year é um dos jogadores mais incríveis na NBA e continua a ser subestimado pela liga inteira para além da organização de Boston.

Este ano finalmente ganhou o devido reconhecimento ao ganhar o mais que merecido DPOY, se tornar no segundo point-guard de sempre a vencer o prémio e no primeiro guard a vencer o prémio desde 1996.

A defesa é o que principal do jogo, mas a visão de jogo, conhecimento do jogo e o valor que tem dentro da equipa coloca-o junto dos melhores. É a alma dos Boston Celtics.

1. TOBIAS HARRIS

Estatísticas: 17,2 pontos, 6,8 ressaltos, 3,5 assistências, 0,6 roubos de bola e 0,6 bloqueios de bola por jogo.

A carreira de Tobias Harris não tem sido a melhor em termos de prémios, mas sempre foi um jogador consistente e desempenha sempre bem o papel para ajudar a equipa.

Já passou por várias equipas e o tempo em Philadelphia é o máximo de tempo que passou num clube. Ele não vacila e se o melhor jogador não aparecer, ele vai estar lá para tentar.

Os números falam por si e o Tobi, mesmo assim passa por bastantes críticas ou acaba desvalorizado. Está na hora de receber o devido respeito.

Marcos Brea

Redação Bola na Rede · ver artigos