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Desde a sua génese, passaram pelos Philadelphia 76ers jogadores lendários, inspiradores, autênticos criadores de tendências do jogo de basquetebol. Talvez por isso, e apesar de tantos anos afastados do sucesso, mantêm fiéis fãs. O top 10 de melhores jogadores desta equipa inclui alguns dos melhores de sempre, alguns dos mais míticos, e até uma futura glória. Numa história muito longa de uma equipa que está na NBA desde o seu início.
Joel Embiid – “Trust the Process”

Porque é sobre si que residem as maiores esperanças de glória futura. Joel Embiid, depois de um início terrível de carreira, vendo-se praticamente arredado da competição nas duas primeiras épocas devido a lesões, surge esta época com maior disponibilidade física e está a deixar água na boca. Está a fazer, até ao momento, uma época fantástica: lidera em pontos, ressaltos e desarmes de lançamento, na sua equipa. Empolga a bancada, é o principal responsável pelo pavilhão voltar a encher. O prémio de rookie do ano é seu.
É um poste moderno, tem recursos técnicos apurados, capacidade de lançamento, e poderio físico. A manter-se saudável, não restam grandes dúvidas que marcará a NBA na próxima década.
Andre Igoudala – “Iggy”

Oito anos em Filadélfia, destacou-se após a saída de Iverson, liderando a equipa nessa altura. Esteve presente numa fase complicada da equipa, sem resultados desportivos de importância, ressentindo negativamente a saída da sua anterior estrela. Igoudala acabaria por se coroar campeão em 2015, ao serviço dos Golden State Warriors, sendo mesmo o MVP dessas finais.
Hal Greer – O primeiro Símbolo

Já vestia a camisola dos Syracuse Nationals, que mais tarde originariam os Sixers que hoje conhecemos. Esteve no título de 1967 e representou o franchise por 15 temporadas.
Billy Cunningham

Além de titular na caminhada rumo ao título de 1967, foi o principal jogador da equipa, após a retirada de Chamberlain. Às nove temporadas como jogador somaram-se oito como treinador, voltando a ser campeão no comando técnico da equipa.
Charles Barkley – Só faltou o anel

Um dos melhores de sempre sem um anel no dedo representou os 76rs durante oito temporadas. Foi a quinta escolha do draft de 1984. Começou, desde o primeiro dia, a mostrar a atitude competitiva que lhe trariam o respeito e reconhecimento devido. O ponto alto da sua carreira foi a conquista do MVP da época regular, já com a camisola dos Phoenix Suns. Nos dias que correm, pode ser visto no painel televisivo mais mediático da NBA TV.
Mo Cheeks

Um dos obreiros do título conquistado na década de 80. Destacava-se na competência e agressividade defensiva, sendo fulcral a sua eficiência na defesa a Magic Johnson, nos jogos das finais. Representou por nove temporadas a equipa onde regressaria mais tarde como treinador.
Allen Iverson – “Practice?”

The Answer, como era chamado, chegou a Phily como primeira escolha do draft de 1996. Seguiu-se rookie do ano e estava apenas a começar. Envolveu o franchise em seu redor, empolgou os fãs, fez toda a gente acreditar que os tempos de glória estavam de regresso. O ponto mais alto da sua carreira foi a chegada às finais de 2001, ano em que também foi MVP da liga, acabando por ser impotente contra a dupla Kobe e Shaq. Não voltou a jogar ao nível desta época
Acabaria por ficar na memória de todos uma célebre conferência de imprensa, onde repete exaustivamente a ideia de que treinar seria, para si, inútil. Apesar de ter ficado aquém dos feitos que outros alcançaram, para as gerações mais recente é a primeira grande glória a ser lembrada quando se pensa nesta equipa. Deixou desde cedo a ideia que poderia ter chegado muito mais longe.
Moses Malone – O MVP da Última Final

Apesar de ter representado a camisola de Filadélfia por apenas cinco temporadas, teve um papel fundamental na conquista do último troféu. Formou uma dupla letal com Erving, e revelou-se mesmo fundamental na conquista do título, defendendo o Kareem Abdul-Jabbar, principal arma adversária, e liderando em pontos e ressaltos a sua equipa. Voltou perto do final da sua carreira, mas longe do nível apresentado.
Wilt Chamberlain – Recordes que vão durar para sempre

Muito mais há para dizer, mas quando se fala de Wilt Chamberlain, fala-se de 100 pontos. E é impossível ignorar. Um dos recordes mais impressionantes da NBA, e aparentemente inalcançável. Tal como aparenta ser inalcançável a época com 50 pontos de média, ou os 55 ressaltos num só jogo, ou os 27 ressaltos de média de temporada. Feitos impressionantes, monstruosos. É verdade que os tempos eram outros, mas são registos apenas ao alcance de jogadores talhados para fazer história.
O seu estilo assentava no poderio físico, os mais de 130 Kg e 2,16m fizeram-se impor, e coroaram Wilt como um dos jogadores mais dominantes de todos os tempos. Campeão por duas vezes, a primeira das quais em 1967, com os Sixer’s.
Julius Erving – The Doctor

A precisão cirúrgica dos seus movimentos, especialmente do seu baseline move, garantiram-lhe a alcunha de doutor. Marcou uma época, modificou a forma de jogar basquetebol como muito poucos. Foi um criador, um inovador. Os seus atributos técnicos, em conjunto com a reconhecida capacidade atlética, tornavam-no praticamente indefensável.
É dono de um currículo variado e bastante extenso, de onde se destaca o título conquistado em 1983 pela equipa da Pensilvânia. Nesse ano, derrotaria, na final, de forma categórica (4 – 0) os ShowTime Lakers de Kareem, Magic e McAdoo. Uma final lendária.
Foto de capa: The Sixer Scene
Artigo revisto por: Francisca Carvalho










