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Os vencedores e derrotados da Trade Deadline | NBA

Tiago Serrano · 7 min

Os vencedores e derrotados da Trade Deadline | NBA
Foto de Capa: NBA

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Esta semana, assistiu-se à Trade Deadline mais movimentada dos últimos 30 anos. Naquela que é a última semana na qual as equipas da NBA poderão fazer trocas na época, alguns franchises aproveitaram para fazer uns quantos reajustes nos respectivos plantéis. Assim, fazem com que haja equipas a reentrar na corrida pelos play-offs, ou até mesmo na luta pelo título. Nesse artigo, irei mencionar os franchises que mais se destacaram nesta Trade Deadline, tanto pela positiva como pela negativa.

OS DERROTADOS

Orlando Magic – O conjunto do estado da Flórida foi o mais activo nesta Trade Deadline, ao trocar quatro dos cinco jogadores titulares, deixando bem clara a ideia de que pretende fazer um reset no projecto e partir para a reconstrução do plantel. Apesar de se terem destacado pela negativa, ao trocarem activos como Aaron Gordon, Evan Fournier e Nikola Vucevic, esta mudança de rumo por parte do front office acaba por se revelar uma decisão sensata.

Depois de duas presenças consecutivas no play-off, o conjunto orientado por Steve Clifford ocupa actualmente a penúltima posição da Conferência Este. Com a Conferência a tornar-se cada vez mais competitiva, acrescentando às lesões graves de Markelle Fultz e Jonathan Isaac, os Magic tinham pouca margem de manobra para melhorar o plantel e dificilmente conseguiriam chegar mais longe com as armas que tinham à disposição.

Como tal, o rebuild teve início nesta Trade Deadline, sendo que alguns dos jogadores que receberam nesta semana não deverão permanecer em Orlando por muito tempo. Com a saída de Nikola Vucevic, espera-se que Mo Bamba (sexta escolha do Draft de 2018) venha a ganhar mais minutos na equipa.

Boston Celtics – Parecia ser uma “missão” difícil, mas Danny Ainge conseguiu enfraquecer ainda mais o plantel. Desde a época passada que o conjunto do Massachusetts está bastante carenciado nas posições interiores, e a tendência descente mantém-se com a ida de Daniel Theis para os Bulls em troca de Luke Kornet, recebendo ainda Moritz Wagner dos Wizards.

Destaque também para a troca de Jeff Teague (que não vinha a convencer em Boston) com Evan Fournier, dando assim a Brad Stevens mais uma opção para dar capacidade concretizadora a partir do banco, juntamente com Marcus Smart.

São mexidas muito curtas para um franchise com aspirações de lutar pelo título, sendo que o melhor que podem almejar, actualmente, é pescar um jogador que tenha acabado de ser dispensado – como é o caso de Andre Drummond. Quem pode ficar a ganhar com estas mexidas são Robert Williams e o rookie Payton Pritchard, que têm tudo para vir a ganhar mais espaço na equipa.

Houston Rockets – Os Rockets assumiram-se como os grandes derrotados, não só da Trade Deadline, mas também de toda a temporada. Daryl Morey saiu do franchise no ano passado pela porta pequena, mas o tempo está a mostrar que a sua saída formou uma bola de neve que tem vindo a aumentar ao longo da época.

O front office do conjunto do Texas trocou Victor Oladipo de forma desesperada, fazendo com que a troca de James Harden, efectuada no início de 2021, não tivesse qualquer retorno, restando as quatro escolhas de primeira ronda do Draft para poder tirar algum proveito do negócio.

Resta o base John Wall para liderar a equipa naquilo que ainda falta da temporada, cabendo ao treinador Stephen Silas construir uma nova equipa à volta do ex-jogador dos Wizards e de jovens como Chris Wood e Kevin Porter Jr.

Foto de Capa: NBA

OS VENCEDORES

Los Angeles Clippers e Atlanta Hawks – A única alteração relevante em ambos os franchises foi a troca que envolveu Lou Williams e Rajon Rondo. Vi muita gente a considerar esta troca como um mau negócio, opinião com a qual eu não estou de acordo.

O base que já foi Sixth Man of the Year três vezes vinha a realizar a sua época mais discreta nos Clippers, com médias de 21,9 minutos e 12,1 pontos. Para além disso, Lou Williams já se encontrava debaixo de fogo no conjunto de Los Angeles, depois de, na época passada, ter fugido da bolha e ter sido apanhado num clube de strip em Atlanta, regressando agora ao conjunto que representou entre 2014 e 2016 para ser mais uma arma para pontuar desde o banco.

Por ouro lado, desde a saída de Chris Paul que os Clippers vinham a carecer de um playmaker, papel que pode muito bem ser cumprido por Rondo, desde que esse consiga manter-se saudável. Para além disso, o base veterano sabe o que é ganhar um anel de campeão, sendo que a sua experiência pode ser uma mais-valia no balneário.

Como tal, acho que este negócio é uma situação de win-win, que merece uma menção honrosa neste artigo.

Chicago Bulls – O conjunto de Wind City foi um dos que causou mais impacto nesta Trade Deadline, ao conseguir adicionar um all-star ao seu plantel. Estando a realizar a melhor época da sua carreira em termos individuais (médias de 24,5 pontos, 11,8 ressaltos e 3,8 assistências), Nikola Vucevic muda-se para Chicago para liderar a equipa, juntamente com Zach LaVine, no objetivo declarado de alcançar o play-off.

Em sentido inverso com o center montenegrino, seguem Wendell Carter Jr – um bom prospect, mas sem ser o “jogador de garrafão” que Vucevic é – e Otto Porter Jr, que era o jogador com o contrato mais pesado no franchise. Juntamente com Vucevic, chega ainda o extremo Al-Farouq Aminu, que é uma boa opção para rodar com o rookie Patrick Williams na posição de small forward. Os Bulls ganham ainda em Daniel Theis um bom suplente na posição de center.

Há muito que os Bulls não sabiam o que é ter um General Manager competente, voltando a mostrar que querem deixar o rebuild numa Trade Deadline que só ficou manchada pelo facto de não conseguirem negociar uma troca com os New Orleans Pelicans pelo base Lonzo Ball, por enquanto…

Denver Nuggets – As saídas de Jerami Grant e Torrey Craig, os problemas com lesões de Gary Harris, Will Barton e Michael Porter Jr e com Paul Millsap a entrar na curva descendente da carreira, o frontcourt do plantel dos Nuggets vinha a mostrar-se bastante carenciado.

Com a troca de Garry Harris por Aaron Gordon, o conjunto do Colorado ganha um jogador capaz de se assumir como titular na posição de power forward, que tenha capacidade para defender extremos altos como LeBron James, Paul George ou Kevin Durant. Resta saber se o jogador mais injustiçado da história do Dunk Conest encontra em Denver o contexto ideal para evoluir enquanto jogador e relançar a carreira.

Com a chegada de JaVale McGee, o conjunto orientado por Mike Malone ganha um bom suplente para Nikola Jokic. Com estas movimentações, os Nuggets têm condições para voltar a assumir-se como candidatos ao play-off, depois do início de época titubeante que tiveram.

Miami Heat – Como se ainda fosse preciso dar mais provas da sua competência, Pat Riley deu uma lição de estratégia nesta Trade Deadline. Apesar de estarem inicialmente interessados numa troca por Kyle Lowry, a falta de interesse do base em rumar a South Beach levou o front office a apontar baterias para o desvalorizado Victor Oladipo.

Aí, Pat Riley jogou com o desespero dos Rockets para conseguir resgatar o ex-jogador dos Pacers sem ter de abdicar de Duncan Robinson, que era o principal alvo do conjunto texano. Para Houston, seguiram o lesionado Avery Bradley e Kelly Olynyk, sendo que a vaga deixada pelo canadiano foi ocupada por Nemanja Bjelica, que veio de Sacramento em troca de Chris Silva e Mo Harkless.

Para além disto tudo, os Heat também estão na frente da disputa pelo power forward LaMarcus Aldridge, que acabou de ser dispensado dos San Antonio Spurs. A confirmar-se esta contratação, os Miami Heat têm tudo para voltarem a ser os outsiders na luta pelo título.

Artigo revisto por Mariana Plácido

Tiago Serrano

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