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Previsão da Época 2017/18: Southeast Division

António Pedro Dias · 3 min

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Cabeçalho modalidadesFaltam menos de duas semanas para o início oficial da temporada da NBA, com as equipas já em modo de pré-época, a realizarem vários jogos de modo a estarem prontas para os jogos “a sério”.

Finalizamos a nossa ronda de previsões na Conferência Este e mais propriamente na divisão Southeast. Atlanta Hawks e Charlotte Hornets sofreram várias alterações nos seus plantéis, enquanto que os Miami Heat, os Orlando Magic e os Washington Wizards apostam na continuidade.

atlanta hawks
Os Atlanta Hawks sofreram uma das maiores (e mais estranhas) revoluções da temporada na NBA. A equipa que outrora ficou à frente dos Cavs e chegou às finais do Este já não existe, sobrando apenas as memórias. O 5 inicial tem em Schroder o melhor elemento e o rookie John Collins pode dar alguma esperança de futuro aos Hawks, mas tirando isso, pouco há a destacar. A equipa de Atlanta vai ter um ano complicado, seguido de vários anos a tentar o jackpot no draft, mas pouco mais haverá a fazer por parte de Mike Budenholzer, que ainda há poucos anos tinha consigo um dos plantéis mais talentosos e com um basquetebol mais vistoso em toda a NBA.

Charlote hornets
Os Hornets corrigiram cedo neste verão três das suas maiores lacunas: Dwight Howard chegou a uma equipa a desesperar por um poste capaz de dominar, o draft trouxe o talento de Malik Monk a uma equipa que não garante um real talento desde Kemba Walker e Michael Carter-Williams vem suprir a necessidade de uma alternativa ao mesmo Kemba. A partir de agora, sobram as dúvidas. Será Dwight Howard capaz de voltar a dominar? Conseguirá Malik Monk aliar o talento à consistência? E será este o real valor de Carter-Williams? Ou conseguirá replicar a sua performance da temporada em que venceu o rookie do ano? Porque este plantel dos Hornets tem reais capacidades de conseguir o regresso aos playoffs e deverá mesmo consegui-lo, caso nada de estranho aconteça.

miami heatA grande questão em Miami prende-se com aquele recorde de trinta vitórias e onze derrotas da metade final da temporada transata. Embora não tenha chegado aos playoffs, a equipa que até janeiro era a segunda pior da NBA, repentinamente, transformou-se, venceu jogos em catadupa e fez o segundo melhor recorde de toda a liga nos últimos 41 jogos (só atrás dos Warriors).  Obra do acaso, fruto do momento ou um trabalho bem feito capaz de ser replicado durante uma temporada inteira? Muito dependerá da saúde de Waiters, da capacidade de manter o nível de James Johnson, da evolução de Justise Winslow e da dinâmica do banco. Porque com maior ou menor consistência, Dragic e Whiteside farão o seu trabalho. Resta aos jovens talentos de South Beach fazerem o seu trabalho auxiliados por um Olynyk em quem os dirigentes de Miami acreditam bastante.

orlando magicContinua a parecer faltar um rumo aos Orlando Magic. Os jovens escolhidos no draft vão desiludindo e Orlando vai-se tornando cada vez menos um lugar apetecível para os free-agents. Frank Vogel pretende alterar isso com a chegada do rookie Johnathan Isaac, um jovem com muito talento e até características físicas bastante interessantes, mas ainda algo “cru” relativamente ao que é o basquetebol da NBA. A “era Oladipo” já lá vai, Payton e Gordon ainda não atingiram os níveis desejados e Isaac é mesmo a grande esperança para que os Magic possam sair da “cepa torta”. E embora até possa haver uma ligeira ameaça aos lugares de playoff esta temporada, isso dever-se-á mais ao decréscimo de qualidade no Este do que propriamente a uma clara melhoria dos Magic.

washington wizardsEm Washington, o verão não correu como esperado. Não chegou ninguém e uma oferta dos Nets obrigou os Wizards a pagarem demais para poderem manter Otto Porter Jr. Ainda assim, os Wizards são candidatos à chegada à final, logo atrás de Cavaliers e Celtics. Caso John Wall e Bradley Beal consigam replicar (ou até melhorar) as suas prestações da temporada passada, podem levar esta equipa às costas. Porter e Oubre deram um salto interessante na temporada transata e Gortat e Morris cumprem com aquilo que a equipa necessita deles. É exatamente a contar com a continuada evolução de Porter e Oubre e um reaparecimento do Mahinmi de Indiana que Scott Brooks se debruça para lutar com as duas melhores equipas do Este.

António Pedro Dias

Redação Bola na Rede · ver artigos

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Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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