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Previsão da Época 2017/18: Southwest Division

António Pedro Dias · 3 min

Previsão da Época 2017/18: Southwest Division

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Cabeçalho modalidadesPara a nossa terceira antevisão da nova temporada da NBA, voltamos ao Oeste, com a divisão do Sudoeste em destaque.

Olhamos para o que podem fazer os candidatos ao anel, Houston Rockets e San Antonio Spurs, não esquecendo uns Dallas Mavericks à procura de rejuvenescimento e uns Memphis Grizzlies e New Orleans Pelicans a lutarem pelos lugares mais baixos dos playoffs.

dallas mavericks

Em Dallas, vivem-se tempos estranhos. Por um lado, há todo um agradecimento a fazer a Nowitzki e a vontade de nunca o ver pendurar as botas. Por outro, os Mavericks vivem em stand-by, nos anos mais próximos, com a presença do alemão a não permitir uma completa remodelação da equipa. Depois de terem garantido o explosivo Dennis Smith Jr., no draft do último verão, a equipa de Dallas procurará construir à volta do base e de Harrison Barnes, sendo que o melhor caminho deverá mesmo ser o maior número de jogos possível para garantir uma escolha alta no próximo draft, carregado de excelentes jogadores interiores (uma das lacunas da equipa).

houston rockets

Chegou a vez dos Rockets? A equipa de Houston adicionou uma estrela por um preço aceitável, ainda adicionou dois bons defensores em PJ Tucker e Luc Mbah a Moute e parece ser a equipa que mais se aproxima dos Warriors no Oeste. Mas restam algumas dúvidas, a principal prendendo-se com a capacidade de Chris Paul e James Harden jogarem juntos. Isto porque só se joga com uma bola e ambos exibem-se em melhor plano quando têm a “redondinha” na mão. Se conseguirem arranjar maneira de coexistir, os Rockets poderão ser uma real ameaça aos Warriors, mesmo que no papel de underdog. O primeiro objetivo passará por chegar à final da conferência, algo que o conjunto de Mike D’Antoni não conseguiu na época transata. O resto logo se vê…

memphis grizzlies

Estarão os Grizzlies a fugir do estilo “Grit & Grind” que os tem caracterizado? Randolph, Carter e Tony Allen saíram e JaMychal Green ainda não voltou (embora se espere que o faça, mais dia menos dia), eles que eram jogadores que ofereciam essa luta e agressividade a esta equipa, nos últimos anos. O regresso de Green poderá implicar uma melhoria nas possibilidades de chegada aos playoffs por parte da turma de David Fizdale, juntamente com a experiência de Conley e Gasol e um eventual retorno de Parsons ao que foi em Houston e Dallas. Porém, este conjunto, principalmente pela ausência de jogadores de qualidade no banco, parece ser demasiado curto para manter a equipa de Memphis nas oito melhores de um cada vez mais carregado Oeste.

new orleans pelicans

Para muitos analistas, Alvin Gentry parte para a nova época como um dos treinadores com a cadeira mais “quente” na NBA, isto depois de um ano em que nenhum técnico foi despedido. E há razões para tal. Os Pelicans têm talento suficiente para não serem apenas mais uma equipa perdida no Oeste, principalmente por possuírem, provavelmente, a melhor dupla de postes da atual NBA. Este ano, a turma de New Orleans adicionou Rondo, Tony Allen e Ian Clark, para além do rookie Cheick Diallo e mesmo com Solomon Hill muito tempo de fora, tem os jogadores necessários para lutarem pelo regresso aos playoffs. Conseguirão? Num mundo perfeito, talvez. Num mundo real, onde Cousins alterna o espetacular com as faltas técnicas, onde Holiday não se mantém saudável e Rondo é uma incógnita, provavelmente não.

san antonio spurs

Todos os anos, quem escreve sobre a NBA parece cometer o mesmo erro: desprezar os Spurs. Há sempre uma nova equipa pronta a ocupar o lugar da equipa do Coach Pop, que depois é enviada para casa mais cedo pelo mesmo Popovich. E eu vou fazer exatamente o mesmo, colocando os Rockets à frente dos Spurs. A equipa de San Antonio mostrou sinais preocupantes na temporada passada, mesmo chegando às finais da conferência. Murray é um achado, mas não é Tony Parker (que pode falhar boa parte da temporada); Danny Green já não aparece desde a última presença nas finais dos Spurs (em 2014); houve demasiada dependência de Kawhi Leonard; Aldridge não fez mais do que ocupar espaço e Gasol e Ginobili estão no lado errado dos 30. É claro que Popovich pode inventar aqui qualquer coisa, como quase sempre faz, mas a tarefa é difícil. Mesmo com a adição de um marcador de pontos como Rudy Gay.

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

António Pedro Dias

Redação Bola na Rede · ver artigos

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