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Previsões demasiado precipitadas sobre a nova época da NBA

António Pedro Dias · 3 min

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É Agosto. Tempo de sol, praia, longas noites de festa e nada de NBA. O melhor que se tira dos últimos tempos é um vídeo do Curry, aparentemente, a fazer pouco dos treinos do LeBron e o Irving a rir-se da situação no casamento do Harrison Barnes. Mas deixemos isso para as revistas cor-de-rosa lá da zona. Em Agosto, e com mais de dois meses para o início da temporada, saem umas previsões mesmo fresquinhas sobre aquilo que podemos esperar da NBA em 2017/18.

Os Cavs continuam a fingir que tudo está bem: em Cleveland apresentam-se equipamentos com o nome de Irving e o dono da equipa apelida o base de corajoso. Tudo parece um mar de rosas numa equipa prestes a perder o seu jovem nº 2, ficando assim mais fracos em relação a uns Warriors que já eram imensamente superiores. Não apostaria na saída de Irving antes do início da época, o que dará um certo aspeto de “águas passadas” em Cleveland. Mas algo está mal e alguns maus resultados podem fazer com que os Cavaliers “expludam”.

Lonzo Ball é o rookie do ano: este ano há Simmons (que é rookie por não ter jogado no ano passado), há Fultz, Tatum, Josh Jackson ou Dennis Smith. A quantidade de talento é quase absurda e no entanto quase todas as minhas fichas vão já para Lonzo Ball. Porque está em Los Angeles, porque consegue adaptar uma equipa à forma como joga e porque leva já um avanço sobre os concorrentes diretos só pela Summer League, que reitero, vale perto de zero. Os Lakers vão ser melhores do que na época passada e será por causa de Lonzo.

Hawks e Bulls vão ser maus (e esta previsão não serve apenas para o próximo ano): podem até nem ser os piores (os Nets levam vantagem nessa categoria a cada ano que passa), mas as equipas de Atlanta e Chicago parecem barcos à deriva, esperando que um capitão com o devido conhecimento náutico lhes volte a dar rumo. As equipas parecem construídas em cima do joelho, com vários jovens inexperientes e muitos jogadores à procura do seu espaço na NBA. E essa receita pode ser de sucesso por vezes. Porém, em Atlanta parece-me haver falta de talento e em Chicago, há um treinador com mais por provar do que os próprios jogadores.

Antetokounmpo e Wall foram dois dos jogadores com maior crescimento na última temporada Fonte: NBA
Antetokounmpo e Wall foram dois dos jogadores com maior crescimento na última temporada
Fonte: NBA

Bucks, Wizards e Kings vão ser melhores do que o esperado: Giannis Antetokounmpo assustou-me nos playoffs desta última época. Assustei-me literalmente com a facilidade do grego em dominar quase todas as áreas do jogo. Venha o lançamento exterior e podemos ter o ano do rapaz com o nome impronunciável e, consequentemente, uma chegada dos Bucks ao top 4. Nesse mesmo top 4 devem figurar os Wizards. John Wall está a atravessar o seu melhor momento, Beal para lá caminha e esta equipa de Washington parece preparada para ser uma real ameaça no Este. E por fim, os Kings. Quem diria que a equipa de Sacramento podia entrar nos eixos. A equipa da capital californiana escolheu muito e bem no draft, com três rookies com grande potencial em Fox, Giles e Jackson, juntando-se Bogdanovic. Há ainda os mentores George Hill, Vince Carter e Zach Randolph para ajudarem os miúdos a perceberem o que é a NBA. Num Oeste carregado de talento, é quase impossível ver os Kings nos playoffs. Mas a cidade de Sacramento pode finalmente estar descansada em relação ao seu futuro.

Os Warriors são campeões… outra vez: para terminar, a previsão mais fácil. Os Warriors vão renovar o título e mais ninguém chegará perto sequer da equipa de Golden State.

Numa altura em que falar de bruxos está na moda, convém esclarecer os leitores: eu não sou (nem pretendo ser) um. Posso falhar em tudo o que acabei de escrever e depois fingir que este texto nunca foi escrito. Mas estas são as minhas previsões, numa altura em que ninguém devia estar a prever o que quer que fosse.

Foto de Capa: NBA

artigo revisto por: Ana Ferreira

António Pedro Dias

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