Paris 2024, Basquetebol #3: A consagração do 3×3 com vitória alemã e neerlandesa

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O holandês Worthy de Jong marcou um lançamento histórico que garantiu a vitória dos Países Baixos sobre a anfitriã França, enquanto a Alemanha venceu a Espanha num jogo de cortar a respiração, sagrando-se as seleções medalhistas de ouro no basquetebol 3×3 nos Jogos Olímpicos de Paris.

É raro o momento em que uma multidão consegue sentir um atleta a tornar-se uma estrela nos Jogos Olímpicos. Mais raro ainda é quando uma multidão consegue sentir que um desporto em si está a ascender a esse nível.

No seu segundo ciclo olímpico, o basquetebol 3×3 começou como uma curiosidade em vez de ser um evento imperdível quando estes Jogos começaram em Paris. Na sua estreia em Tóquio, há três anos, jogado sem a presença de público, o 3×3 foi uma espécie de aperitivo para os torneios tradicionais de basquetebol masculino e feminino.

Mas na noite de segunda-feira, o basquetebol 3×3 teve o seu momento de consagração.

Primeiro, a final feminina entre Alemanha e Espanha chegou aos últimos segundos com um final emocionante. Sonja Greinacher, da Alemanha, marcou um lançamento de dois pontos, colocando as alemãs a vencer por 17-15 com 30 segundos para jogar. Foi o segundo lançamento decisivo de Greinacher no dia; que já tinha marcado um buzzer-beater na meia-final, levando a sua seleção à final.

Juana Camilion, de Espanha, marcou uma bandeja fácil, reduzindo a desvantagem para um ponto, e depois Marie Reichert, da Alemanha, cometeu uma violação de passos na posse seguinte, dando às espanholas uma última oportunidade. No entanto, no último lançamento do jogo, o arremesso desesperado de Gracia Alonso no soar da buzina bateu no aro.

Foi um início eletrizante para a ronda das medalhas de ouro e o jogo seguinte igualou a sua energia.

Uma final emocionante entre a nação anfitriã, França, e os Países Baixos foi absolutamente entusiasmante do início ao fim. As milhares de pessoas presentes, e as que assistiam para além da vedação do espetacular recinto na central Praça da Concórdia, em Paris, viveram intensamente cada lançamento.

Foi um cenário feito para ser apreciado, e a multidão francesa certamente o fez. Assim que o jogo da medalha de ouro feminina terminou, os gritos de “Allez, Les Bleus!” ecoaram por todo o estádio.

Embora o estádio estivesse lotado, multidões de fãs juntaram-se à volta das bancadas para assistir ao jogo no grande ecrã pendurado sobre o campo. Num sinal da importância desta final para os franceses, um grande ecrã que transmitia a meia-final olímpica de futebol entre França e Egito tinha apenas algumas pessoas à sua volta, enquanto centenas de pessoas rodeavam o ecrã próximo que mostrava o basquetebol 3×3.

A multidão – maioritariamente francesa, mas com uma notável presença de holandeses vestidos de laranja – explodia a cada jogada. O nível de ruído aumentava à medida que os franceses recuperavam de uma desvantagem inicial, tomando a liderança num jogo renhido até aos últimos segundos.

Parecia que a medalha de ouro estava destinada à nação anfitriã, até que os holandeses empataram a poucos segundos do fim. Com o marcador a 16-16, o jogo foi para prolongamento — e as suas regras únicas preparavam-no para ainda mais drama.

No prolongamento do basquetebol 3×3 olímpico, a primeira equipa a marcar dois pontos vence. Cada lançamento dentro do arco vale um ponto e cada um de fora vale dois, o que significa que um único lançamento poderia decidir o jogo.

O período começou com o astro holandês Worthy de Jong a tentar imediatamente um lançamento de dois pontos para ganhar o jogo. Falhou, e os franceses recuperaram a bola, com Timothé Vergiat a dirigir-se para a área para uma bandeja que colocou a França à beira da medalha de ouro.

De seguida, de Jong levou a bola para fora do arco e lançou outro tiro de dois pontos com segundos restantes — e acertou. Os fãs holandeses perderam a cabeça enquanto a multidão francesa ficou em silêncio, atónita.

Para um desporto tão jovem nos Jogos Olímpicos, foi um final clássico digno do prestígio da competição quadrienal — um momento de maturidade para um desporto que parece destinado a tornar-se uma referência.

Classificações finais

Homens

1 – Países Baixos

2 – França

3 – Lituânia

4 – Letónia

5 – Sérvia

6 – Polónia

7 – Estados Unidos

8 – China

Mulheres

1 – Alemanha

2 – Espanha

3 – Estados Unidos

4 – Canadá

5 – Austrália

6 – China

7 – Azerbaijão

8 – França

Artigo redigido por Tiago Bebiano

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