Publicidade

Regresso ao passado

André Eusébio · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

cab eurobasket

Quem não conhece “Regresso ao Futuro”? A grande trilogia dos anos 1980, espetacularmente realizada por Zemeckis e produzida por Steven Spielberg, e excelentemente interpretada por Michael J. Fox e Cristopher Lloyd? Uma aventura maravilhosa. Uma das grandes obras de sempre. Puro entretenimento.

Peguemos no nosso DeLorean – carro através do qual o doutor maluco fazia as suas viagens espácio-temporais – e embarquemos numa visita ao passado para ver quais os grandes clubes que fizeram a história da Euroliga, a competição mais importante de clubes do velho continente.

Tal como no futebol, também o Real Madrid domina. Contam-se oito títulos para os madrilenos. A maioria deles foi cimentada na década de 1960, mas também de 1970. O último título foi em 1995. Os seus rivais catalães têm muitas finais perdidas, mas possuem dois títulos. O Juventude de Badalona foi campeão europeu uma vez.

Se contarmos com a antiga União Soviética, o grande colosso vermelho possuía sete títulos, personificados no Dínamo de Tbilisi, no ASK Riga e ainda no CSKA de Moscovo. Este último ainda venceu mais duas vezes pela Rússia, já como Estado pós- Perestroika. Os Moscovitas são os segundos em número de títulos: meia-dúzia. De facto, quando a competição foi criada, em 1957, as equipas de leste dominavam. Ainda do outro lado da cortina (esta não era de ferro, mas fictícia), no país do General Tito, adepto de uma terceira via política, a ex-Jugoslávia também conta com vários títulos. Sete, tal como os russos. O seu maior vencedor foi o KK Split, da República da Croácia, que, posteriormente, também venceu, já depois de a zona mais rica da Jugoslávia se ter desmembrado.

De França – atual campeã europeia de seleções – só há um vencedor. No ano de 1993, o Limoges bateu o clube italiano Treviso por 59 – 55, numa final jogada em Atenas. Por falar em Itália, os transalpinos são os que possuem mais títulos nesta competição, divididos por: Varese (cinco), Olimpia Milano (três), Bologna e Cantú (dois cada), e ainda Banco di Roma, com um monotítulo.

É engraçado verificar que a tendência vem agora também de Israel. Num único representante: o Maccabi Tel Aviv possui cinco troféus. Mas ultimamente quem domina são os gregos. Desde 2007 jogaram-se precisamente sete Euroligas, e, em cinco delas, os helénicos tiveram um final feliz. Panathinaikos e Olympiacos abriram as hostes. Num confronto de V e V, os verdes venceram os vermelhos, com três títulos contra dois. Porém, o Olympiacos é o atual campeão da Europa. E mais: bicampeão, pois também arrebatou a taça há duas temporadas.

Olympiacos: o campeão europeu em título indoor.pt
Olympiacos: o campeão europeu em título
Fonte: indoor.pt

Só com o Benfica, com uma grande equipa onde despontavam nomes como Carlos Lisboa, Pedro Miguel ou Jean-Jacques Conceição, é que um clube lusitano chegou à fase final desta competição. Na sua era de ouro, entre a década de 1980 e 1990, o Benfica venceu dez campeonatos em onze. Consumada a hegemonia interna, era hora de se aventurar no futuro. E nessa fase final o Benfica teve vitórias históricas contra campeões europeus da modalidade, como o Panathinaikos, o Badalona, o Bologna e até o Real Madrid. Depois disso, nunca mais outro lhe seguiu as pisadas. Esperemos que isso aconteça num vindouro próximo para os clubes portugueses. Para que o amanhã seja risonho. Tal como foi o de Marty McFly e do doutor Emmett Brown, quando viajaram pelo tempo.

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Jorge Jesus chegou e Portugal voltou a jogar como uma grande seleção

Quatro jogos, quatro vitórias e um lugar nos quartos de final da Liga das Nações já assegurado. Dificilmente Jorge Jesus poderia ter imaginado um arranque melhor enquanto selecionador nacional.  Mais importante do que os resultados, porém, é aquilo que começa a acontecer dentro de campo. Ainda estamos perante uma pequena amostra, e existem problemas por corrigir (sobretudo defensivamente), mas Portugal parece finalmente uma equipa disposta a explanar todo o potencial que tem.Há mais velocidade, mais movimentos sem bola, mais jogadores a aparecerem entre linhas e menos posse estéril. Depois de uma seleção demasiadas vezes previsível sob o comando de Roberto Martínez, os primeiros sinais da nova era são refrescantes.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.