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Sem alma

André Eusébio · 1 min

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cab basquetebol nacional

Continuando nós – eu e o caro leitor que tem a paciência e certa vontade de ler o que sai deste encéfalo – a percorrer as posições numa quadra de basquetebol, não nos poderíamos esquecer dos postes. Humanos. Não os fabricados.

Quem acredita no sobrenatural pensará, porventura, que estes seres não têm alma. Quais gigantes concretizadores de cestos, parecem colossais no meio de seus colegas (já de si bem grandinhos também). Quase que nos apetece dizer que os jogadores que habitam este tipo de posição mais avançada são pouco saudavelmente descomunais.

Postes, os reis do afundanço www.zazzle.com.br
Postes, os reis do afundanço
Fonte: zazzle.com.br

Não é do conhecimento do público em geral, mas Oscar Wilde, o grande escritor irlandês do século XIX, também concebeu livros infantis. Há um pequeno livrinho que nos conta a história de um gigante egoísta. Quem é poste por vezes tem de o ser. Para marcar os cestos, que, no final, tanto ajudam a sua equipa a vencer. Mas… será que não haverá coisas mais simpáticas a dizer sobre os nossos amigos pouco baixinhos?
Claro que há. E Muitas.

Para além de marcarem uma presença forte, concretizarem os cestos e ganharem ressaltos ofensivos, os postes também ajudam na tarefa defensiva. Têm de ser os primeiros a pressionar. Têm de recuar para tentar vencer algum ressalto defensivo, se o houver. Portanto, vamos encará-los como a figura de um bom gigante, na medida de um Gulliver ou de um Paul Bunyan. Eles não são grandes. Os outros é que são pequenos demais para o seu coração.

André Eusébio

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