Publicidade

Académica 74-93 SL Benfica: Águias voam bem alto em Coimbra

Francisco Grácio Martins · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: Eficiência encarnada acentua série negativa dos estudantes

A tarefa para a Briosa era hercúlea, tal como o foi quando, em 2012/13, Académica e Benfica foram protagonistas na final do campeonato. Arnette, na altura na equipa de Coimbra, e Betinho foram os dois jogadores que estiveram em ambos os encontros. Até hoje, essa tinha sido a última vez que as duas equipas se defrontaram. Os encarnados, esta tarde, foram uma montanha que os estudantes não conseguiram trepar.

O Benfica foi a equipa que entrou mais agressiva, quer no ataque, quer na defesa. Ofensivamente, foi atirando com sucesso da linha dos três pontos. No entanto, a Académica reagiu. Este primeiro período fez-se de parciais, mas foi a equipa lisboeta que, fruto do ritmo que implementou ao jogo, conseguiu sair na frente com um resultado de 26-21.

A Briosa subiu a intensidade defensiva e reduziu a diferença no marcador para três pontos, no segundo quarto. Neste período, o Benfica foi mais permissivo na defesa e permitiu à equipa visitada envolver mais gente no ataque. Ainda assim, a ideia que dava era que as águias poderiam fugir no marcador caso acelerassem o jogo. As equipas foram para o intervalo com o marcador em 43-40 para o Benfica.

Betinho foi o homem de mão no início da segunda parte. Foram três triplos em três tentativas que deixaram o Benfica com uma confortável vantagem de 10 pontos, não impedindo a agitação de Carlos Lisboa, treinador encarnado. Aconteceu o que se previa. O Benfica entrou com máxima intensidade e não perdoou os facilitismos. Malcolm, capitão da Briosa, gritava “mantenham a calma” para uma Académica que parecia perdida. Não aconteceu e os estudantes foram para o último quarto a perder por 18.

No último quarto, mais do mesmo. Muitas perdas de bola da Académica e o Benfica não perdoou e alargou a vantagem para 29 pontos, fixando o 74-93 final. Malcolm Richardson foi o melhor marcador da partida com 25 pontos.

O Pavilhão Multidesportos Dr. Mário Mexia viu mesmo o Benfica confirmar a sua superioridade e levar a vitória, a terceira consecutiva, permanecendo invicto na prova antes da receção ao Vitória de Guimarães. Na próxima jornada, Académica, que ainda não venceu no campeonato, desloca-se ao pavilhão do Esgueira.

 

A FIGURA

Caleb Walker – Muito atlético e cheio de potência, foi assim que se apresentou em Coimbra. Além das altíssimas percentagens de lançamento (91% de lançamentos de campo), foi sempre uma seta apontada ao cesto da Briosa. Selecionou bem os seus tiros e foi muito efetivo nos ataques ao cesto.

O FORA DE JOGO

Bakary Konate – É um dos quatros estrangeiros que a Académica tem à disposição, mas não tem acrescentado muito ao conjunto de Coimbra. Não foi intimidante nas áreas próximas do cesto e, no ataque, revela algumas debilidades técnicas.

 

ANÁLISE TÁTICA – Académica

A Académica teve dificuldade em defender o perímetro e sofreu com os atiradores do Benfica. Para impedir a organização de jogo do Benfica, evitaram ao máximo que a bola entrasse no base encarnado, retirando tempo de ataque ao oponente. Normalmente orientados pelo base norte-americano Malcolm Richardson, os estudantes tiveram que trabalhar muito para marcar os seus pontos. O que há a retirar de positivo do jogo é o maior número de jogadores a contribuir no ataque. De relembrar que, no jogo anterior, frente ao Lusitânia, McCoy e Richardson concentraram 69 % dos pontos da equipa.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Paulo Caldeira (5)

Malcolm Richardson (7)

Robert McCoy (5)

Josh McNair (5)

Bakary Konate (4)

SUBS UTILIZADOS

Krassimir Pereira (3)

Nuno Brito (-)

André Mendes (5)

Daniel Relvão (5)

ANÁLISE TÁTICA – SL Benfica

A agressividade que impôs no jogo deu frutos no ataque e na defesa. No meio-campo ofensivo, conseguiu atrair a defesa através dos ataques ao cesto, o que permitiu libertar os atiradores que fizeram sempre questão de abrir o campo, obrigando a defesa contrária a dispersar e tornar-se menos densa. Embora aí tenham sido mais bem controlados, no jogo interior também fizeram estragos, com Caleb Walker e Cameron Jackson a encontrar muitos lançamentos debaixo do cesto. Foram letais em capitalizar os erros do adversário, utilizando o bom desempenho defensivo para obter pontos fáceis.

 

5 INICIAL E PONTUAÇÕES

Demond Carter (5)

Scottie Lindsey (5)

Betinho (6)

Caleb Walker (8)

Cameron Jackson (6)

SUBS UTILIZADOS

José Silva (5)

Rafael Lisboa (5)

Fábio Lima (4)

Arnette Haallman (4)

Eric Coleman (5)

Guilherme Saiote (-)

Artigo revisto

Francisco Grácio Martins

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.