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Universíadas 2019: Um bronze histórico no basquetebol

João Pedro Barbosa · 4 min

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Mais uma conquista e que conquista. A equipa feminina de basquetebol que representou Portugal na Universíadas 2019, em Nápoles, conquistou a medalha de bronze. Uma medalha que fica para a história por ter sido a primeira a ser conquistada na modalidade. Certamente, um feito que dificilmente vai ser esquecido.

Foram convocadas 14 jogadoras para disputar esta competição. Mas apenas 12 voaram com a comitiva portuguesa para a cidade de Nápoles. A equipa foi comandada por Ricardo Nascimento (selecionador nacional), José Araújo e Inês Antunes, como team leader.

Ana Granja, Inês Viana, Josephine Filipe, Maianca Umabano e Joana Soeiro repetiram a presença nos convocados, visto que já tinham estado na edição de 2017. As atletas estreantes foram Susana Carvalheira, Bárbara Miranda, Carolina Costa, Ana Carolina Rodrigues, Joana Alves, Laura Ferreira e Maria Kostourkova. Esta foi a equipa que partia para o sul de Itália em busca de algo positivo.

Na Ronda Preliminar, Portugal ficou inserido no Grupo B com a Argentina, Roménia e Rússia. A equipa passou com distinção, visto que venceu os três jogos que disputou.

Emoção houve sempre. Fosse dentro no campo ou no banco onde todas vibravam com o que se passava no jogo
Fonte: FPB
Na primeira jornada contra a equipa sul americana do grupo, as portuguesas venceram por 64-50. Na segunda jornada, Portugal não teve piedade e acabou por ganhar o jogo com 37 pontos de vantagem sob a Roménia (69-32). Na última jornada, seguiu-se a Rússia para decidir quem ficava com o primeiro posto. A equipa lusa ganhou por 75-54 e continuou invicta na competição.

Seguiu-se a fase a eliminar. Portugal encontrou a República Checa nos quartos de final e mais uma vez continuou o seu brilhante percurso nas Universíadas. Uma vitória portuguesa por 60-44, onde tivemos Laura Ferreira em grande destaque na partida ao fazer 26 pontos, 7 ressaltos e 3 assistências. E a equipa portuguesa estava apurada para a meia-final.

As jogadoras portuguesas tiraram uma fotografia com três jovens napolitanos após um jogo da competição
Fonte: FPB

Qualquer que fosse o resultado, Portugal já estava a fazer a melhor prestação de sempre na competição. Até aqui tinha alcançado apenas um sétimo lugar em 1997, na Sicília (Itália) – se não estava destinado então não sei…

Nas meias-finais tivemos pela frente a Austrália e a coisa não correu da melhor forma. Apesar de mais uma grande exibição individual de Laura Ferreira (21 pts, 7 res e 3 ast) e de toda a equipa, Portugal perdeu. As australianas venceram por 56-49 e passaram à final (que acabaram por ganhar), deixando pelo caminho as portuguesas.

A equipa não desanimou com a derrota nas meias finais. Pelo contrário, usou-a como motivação para conseguir uma medalha que podia ser histórica e que abrilhantava ainda mais a sua prestação.

E assim foi! No jogo de atribuição do 3º e 4º lugar, o Japão, que perdeu com os EUA, era o último adversário desta campanha. Tivemos jogo muito equilibrado que acabou por ir a prolongamento. Portugal aí não deu qualquer hipótese e fez um parcial de 18-01 (!), conquistando assim o bronze. De destacar as prestações de Inês Viana (18 pts, 3 res e 5 ast) e Laura Ferreira (21 pts, 11 res e 8 ast) nesta vitória contra as nipónicas.

«Ganhar 18-01 no prolongamento comprova que nós não somos de bronze: somos de ouro!» – estas foram as palavras da capitã de equipa, Inês Viana, após a conquista do bronze em Nápoles. E a verdade é que tem muita razão. Por tudo aquilo que estas «mulheres de garra» mostraram em pleno campo merece estas e tantas outras palavras. Foi uma grande prova por parte desta equipa que mostra de que são feitas as portuguesas e que sabem jogar (E MUITO).

Esta é uma medalha que é muito importante no panorama nacional da modalidade e, sobretudo, para que se possa desenvolver – ainda mais – o basquetebol a nível feminino. Não é por acaso que a seleção portuguesa foi a melhor equipa europeia de todas as que estavam presentes. Um feito que vai ficar na história e agora daqui a diante o caminho a seguir será sempre um melhor lugar no pódio.

Depois de vencer a República Checa, a alegria da equipa portuguesa foi visível pois tinha alcançado as meias-finais
Fonte: FPB

Porém, sou da opinião de que este não foi um feito acompanhado com a devida importância por todos os portugueses, bem como, pelos meios de comunicação. Foi feita história nesta modalidade. Não acham que merecem ter todo o mérito e atenção para uma conquista que nunca tinha acontecido?

Escrevo este texto para vos dar o vosso reconhecimento por aquilo que fizeram em Nápoles – tanto pela medalha de bronze como pela vossa participação. Obrigado às doze jogadoras e à equipa técnica porque representaram da melhor forma Portugal. Mereceram esta conquista!

Foto de Capa: FADU

João Pedro Barbosa

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