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Introdução

Os jogadores inteligentes são os que têm capacidades para resolver problemas, vêm e pensam o jogo de forma clara, decidem de forma autónoma, são criativos, mantêm o foco no que é importante, antecipam decisões, sabem jogar em equipa e criam muitas dificuldades aos adversários.

Ao processarem a informação a grande velocidade, conseguem não só controlar os adversários e companheiros como também têm em conta a importância do tempo e do marcador.

O que separa um bom jogador de um grande jogador é o seu QI de basquetebol. O bom jogador só passa a ser um grande jogador quando consegue melhorar o seu QI da modalidade.

Assim, um jogador inteligente conhece e domina os aspetos mentais do jogo e está apto a tomar boas decisões.

A inteligência não está contemplada na folha da estatística, mas é determinante nas vitórias e derrotas das equipas.

Um jogador inteligente está sempre um passo à frente de todos, lê a defesa e o ataque e descobre o que vão fazer ajustando-se rapidamente.

Fonte: Macmillan
Ao ler o livro de Johan Cruyff é fácil entender a definição jogador inteligente:

 

“Todos los entrenadores hablan sobre movimiento, sobre correr mucho. Yo digo que no es necesario correr tanto. El fútbol es un deporte que se juega con el cerebro. Debes estar en el lugar adecuado, en el momento adecuado, ni demasiado pronto ni demasiado tarde”,

 

Para Cruyff, o jogador necessita não só de alta resistência física para se destacar no futebol, mas também de outras capacidades como a orientação espacial, a habilidade para calcular a velocidade de uma jogada e sobretudo concentração. Estas aptidões, somadas à capacidade de resolução de jogadas, é o que preocupa os técnicos para melhorarem os jogadores. Passou a ser conhecida como neuro-futebol, que não é mais que a utilização de elementos da neurociência para a formação de jogadores mais inteligentes.

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De jogador a treinador, o êxito foi uma constante. Se o Atletismo marcou o início da sua vida desportiva enquanto atleta, foi no Basquetebol que se destacou e ao qual entregou a sua vida, jogando em clubes como o Benfica, CIF – Clube Internacional de Futebol e Estrelas de Alvalade. Mas foi como treinador que se notabilizou, desde a época de 67/68 em que começou a ganhar títulos pelo que do desporto escolar até à Liga Profissional foi um passo. Treinou clubes como o Belenenses, Sporting, Imortal de Albufeira, CAB Madeira – Clube Amigos do Basquete, Seixal, Estrelas da Avenidada, Leiria Basket e Algés. Em Vila Franca de Xira fundou o Clube de Jovens Alves Redol, de quem é ainda hoje Presidente, tendo realizado um trabalho meritório e reconhecido na formação de centenas de jovens atletas, fazendo a ligação perfeita entre o desporto escolar e o desporto federado. De destacar ainda o papel de jornalista e comentador de televisão da modalidade na RTP, Eurosport, Sport TV, onde deu voz a várias edições de Jogos Olímpicos e da NBA. Entusiasmo, dedicação e resultados pautam o percurso profissional de Mário Silva.                                                                                                                                                 O Mário escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.