É possível jogar sem o base?

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Cabeçalho modalidadesAo discutirmos o papel do base, entramos numa das áreas mais complexas de basquetebol, já que este tem de desempenhar uma grande variedade de papéis. Nenhuma das outras posições em campo tem que fazer tantos ajustes e mudanças, de jogo para jogo e no próprio jogo. Esta é provavelmente a posição mais difícil de desempenhar em campo.

O que se pede aos bases é que sejam capazes de comandar os seus companheiros de equipa, tanto ofensiva como defensivamente. Os bases devem fazer os seus companheiros melhores jogadores, passando-lhes a bola no momento e no lugar certo.

O base (PG), também conhecido como 1 e que no passado era referido como dribbler ou play-maker, é normalmente o melhor manipulador, driblador e passador da equipa. Os bons bases são ainda rápidos e capazes de marcar cestos de três pontos ou “na pintura”, aumentando a eficiência da equipa.

O base é visto como o “Comandante das Tropas” ou o “Treinador em Campo“. O seu papel é tão importante que ele é na realidade uma extensão do treinador, por isso têm de estar na “mesma página” e ter os mesmos objectivos para a equipa.

Deve ter múltiplas qualidades, mas acima de tudo não pode ter um ego tão insuflado que interfira com o seu julgamento do jogo. O base ideal deve ter um elevado QI de basquetebol e um conjunto completo de habilidades. A rapidez mental, a capacidade de pensar e reagir a situações de jogo em mutação constante com frieza, completam as capacidades . Desejo de vitória, determinação, agressividade e competitividade são ainda características comuns aos bons bases.

basket base
Fonte: FIBA

Devem ser líderes com habilidades de comunicação excepcionais, de forma a manter os companheiros envolvidos, ao mesmo tempo que são altruístas, pensando sempre primeiro na equipa. A pass-first point guard é a melhor opção para comandar uma equipa.

Conhecem bem o jogo e são capazes de rapidamente reconhecer as fraquezas e os pontos fortes, procurando jogar nas vantagens e tomar boas decisões. Além disso, devem estar alerta para a pontuação, tempo, situação de faltas na equipa e tempo limite restante. São também responsáveis pelo equilíbrio defensivo após lançamento ou perda de bola.

É esperado também que consigam controlar o ritmo do jogo, cuidando bem da posse de bola (especialmente quando sob pressão). Devem ser mental e fisicamente fortes para suportarem e entenderem as críticas a que são sujeitos. Devem condicionar os bases contrários, pressionando o drible e entrando nas linhas de passe para roubar bolas. O base executa o ataque e controla a defesa.

No passado, os bases eram os jogadores mais baixos das equipas; hoje a realidade é diferente e são muitos os bases de elevada estatura. Magic Johnson foi o primeiro jogador alto a dominar na posição, no College e na NBA, e o esloveno do Real Madrid, Luka Dončić, é, na actualidade, um bom exemplo.

Mário Silva
Mário Silvahttp://www.bolanarede.pt
De jogador a treinador, o êxito foi uma constante. Se o Atletismo marcou o início da sua vida desportiva enquanto atleta, foi no Basquetebol que se destacou e ao qual entregou a sua vida, jogando em clubes como o Benfica, CIF – Clube Internacional de Futebol e Estrelas de Alvalade. Mas foi como treinador que se notabilizou, desde a época de 67/68 em que começou a ganhar títulos pelo que do desporto escolar até à Liga Profissional foi um passo. Treinou clubes como o Belenenses, Sporting, Imortal de Albufeira, CAB Madeira – Clube Amigos do Basquete, Seixal, Estrelas da Avenidada, Leiria Basket e Algés. Em Vila Franca de Xira fundou o Clube de Jovens Alves Redol, de quem é ainda hoje Presidente, tendo realizado um trabalho meritório e reconhecido na formação de centenas de jovens atletas, fazendo a ligação perfeita entre o desporto escolar e o desporto federado. De destacar ainda o papel de jornalista e comentador de televisão da modalidade na RTP, Eurosport, Sport TV, onde deu voz a várias edições de Jogos Olímpicos e da NBA. Entusiasmo, dedicação e resultados pautam o percurso profissional de Mário Silva.                                                                                                                                                 O Mário escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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