Última horaChelsea pode ter baixa importante até ao final de 2026
Publicidade

FC Barcelona 67-69 Saski Baskonia: A festa é basca!

Andreia Araújo · 3 min

FC Barcelona 67-69 Saski Baskonia: A festa é basca!
Foto: Baskonia

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: FINAL EXCECIONAL QUE FAZ JUS À LIGA

O jogo começou com um primeiro período bastante interessante, repartido e renhido. O FC Barcelona começou a vencer, mas o Baskonia aproveitou muitos dos erros da equipa catalã para virar o resultado do encontro. Com um “empurrão” na bola ao cesto no último segundo, o Baskonia terminou os primeiros dez minutos a liderar o marcador por 17-16.

No segundo quarto, o FC Barcelona sentiu-se inconformado com a desvantagem de um ponto e tomou a liderança. A equipa catalã conseguiu um parcial de 10-0 nos primeiros quatro minutos do período. O Baskonia ainda tentou equilibrar as contas, aproveitando inúmeros contra-ataques, mas o encontro foi para intervalo com um 39–33 no marcador, a favor do FC Barcelona.

O retomar do encontro foi marcado por um número grande de faltas cometidas por ambas as equipas. Um início de segunda parte pausado devido às faltas, mas, que com o passar do jogo, começou a acelerar. Foi um terceiro período marcado por diversos contra-ataques a grande velocidade e tomadas de decisão de passe bastante rápidas. Quem dominou o terceiro período foi o Baskonia que diminuiu a desvantagem de 6 pontos e conseguiu empatar a partida a 51-51.

O último quarto do encontro começou quente. Foram 19 os pontos concretizados, no total, pelas equipas apenas nos primeiros quatro minutos do período. A faltarem apenas cinco minutos para o final da partida, o FC Barcelona perdeu um jogador-chave, Nikola Mirotic, por acumular faltas. A emoção continuou até aos segundos finais da partida, pois o resultado não saía de um empate constante entre as equipas.

Apenas nos últimos dez segundos da partida ficou decidido, após um passe para a zona interior, que o Baskonia se tornaria campeão espanhol de basquetebol. O FC Barcelona ainda tentou aproveitar um último ataque, a três segundos do final, mas a pressão falou mais alto.

Com um resultado final de 67-69, o Baskonia voltou a ser campeão 10 anos depois.

A FIGURA

Luca Vildoza – Vildoza foi das peças mais importantes no jogo do Baskonia e no alcançar da vitória. A sua visão de jogo e concretização de pontos foram fulcrais para a conquista do campeonato. Após a sua lesão, voltou em grande forma e continuará a ser um jogador para ver e acompanhar.

O FORA DE JOGO

O pavilhão vazio – Uma final tremenda como a que foi vivida entre o FC Barcelona e o Baskonia merecia aquilo que mais vida dá ao jogo para além da quadra. O pavilhão em Valencia merecia mais vida do que teve, mas é uma infeliz nova realidade devido ao panorama que se vive mundialmente.

ANÁLISE TÁTICA – FC BARCELONA

O FC Barcelona optou por uma abordagem de jogo mais ofensiva. A procura pela posição interior e o concretizar de pontos nessa mesma posição foi a chave do FC Barcelona durante a partida, no entanto não foi suficiente para alcançar a vitória.

 CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

 Victor Claver (5)

Adam Hanga (5)

Corey Higgins (7)

Nikola Mirotic (6)

Ante Tomic (4)

SUBS UTILIZADOS

Thomas Heurtel (8)

Brandon Davies (5)

Kyle Kuric (6)

Pierre Oriola (5)

Alex Abrines (3)

ANÁLISE TÁTICA – SASKI BASKONIA

Desde o início da partida que a equipa do Baskonia optou por um jogo mais defensivo. Os seus pontos e o seu decorrer de jogo partiram de erros do adversário, que acabaram por ser bem aproveitados pela equipa basca. A busca pelo erro do FC Barcelona e os contra-ataques com aproveitamento foram o ponto forte do Baskonia ao longo da partida.

CINCO INICIAL E PONTUAÇÕES

Micheal Eric (5)

Pierria Henry (5)

Tornike Shangelia (8)

Shavon Shields (7)

Luca Vildoza (8)

SUBS UTILIZADOS

Zoran Dragic (5)

Ilimane Diop (7)

Matt Jenning (6)

Achille Polonara (6)

Foto de Capa: Baskonia

Andreia Araújo

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando a bancada tenta jogar: uma reflexão de João Carlos Gameiro, coordenador técnico da Academica Sporting Aurélio Pereira

Passar uma manhã de sábado à beira de um campo de futebol devia ser um exercício simples: ver os miúdos crescerem. O desporto na infância é, ou devia ser, o espaço por excelência para aprender a falhar, a cair, a levantar-se e a decidir sozinho, em frações de segundo. No entanto, quem anda pelos campos de norte a sul do país, sabe que a realidade é outra. O ruído que vem de fora não é de incentivo, é um bombardeamento constante de ordens diretas: "Passa!", "Chuta!", "Dribla!". Esta obsessão cega pelo resultado imediato, disfarçada de apoio paternal, está a matar o que o jogo tem de mais sagrado: a autonomia de quem joga.  Na cabeça do pai que grita, aquela instrução é uma ajuda preciosa. Ele está genuinamente convencido disso. Mas quem está lá dentro percebe o bloqueio imediato que o berro provoca. O jogo é demasiado rápido. No instante em que o miúdo recebe a bola e tenta ler o espaço, se ouve a ordem do pai para mudar o que ia fazer, a jogada já morreu. O prejuízo imediato é a perda da bola, mas o verdadeiro estrago é o que fica para o futuro. Quando a solução vem sempre mastigada de fora, a criança deixa de pensar o jogo; passa apenas a executar ordens. 

João Carlos Gameiro · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.