Publicidade

A troca em que todos saíram a ganhar

António Pedro Dias · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Está, aparentemente, terminada a novela “Kawhi Leonard”. Os Spurs chegaram na semana passada a acordo com os Raptors para uma troca que envia Leonard, juntamente com Danny Green para Toronto, com DeMar DeRozan e Jakob Poeltl a fazerem a viagem contrária. Uma troca que acaba por agradar às duas partes, por diferentes motivos, e que fecha assim um dos assuntos mais discutidos dos últimos meses na NBA.

Depois de apenas nove jogos realizados na última temporada e de muita polémica que fez correr bastante tinta, Kawhi Leonard mudou-se para o Norte e deixou de ser um “Spur”. Um negócio que coloca os Raptors numa excelente posição (sim, mesmo que Kawhi escolha os Lakers daqui a um ano) e mantém os Spurs competitivos, ganhando algo na já conhecida saída da sua maior estrela.

Os Raptors acabaram por fazer, talvez, o melhor negócio do verão. Kawhi Leonard (com a cabeça no sítio, obviamente) é o principal candidato a melhor jogador do Este. Principalmente depois da saída de LeBron. Com Kawhi e também Danny Green, a juntar ao já extenso elenco dos Raptors, os canadianos partem na pole position para vencer o Este, juntamente com os Boston Celtics. Kawhi é um campeão, um MVP das finais e o jogador mais completo de toda a NBA e por isso um upgrade em relação a DeRozan. Ora, se com DeMar o único obstáculo dos Raptors para a chegada às finais era o “bicho-papão” LeBron, com James do outro lado do continente, a porta abre-se para uma presença canadiana nas finais.

Depois de toda a confusão, Kawhi Leonard viaja para o Canadá para tentar trazer o tão desejado anel
Fonte: Toronto Raptors

Também em San Antonio as reações ao negócio são positivas. Se perder a grande estrela e aquele que devia ser o pilar da equipa por largos anos não é positivo, o final desta história já era conhecido e nunca os Spurs ficariam com Leonard. Com esta troca, os Spurs ganham um dos melhores marcadores de pontos da liga e um poste jovem com potencial, para juntar a uma equipa que conseguiu chegar aos playoffs mesmo sem Leonard. San Antonio mantém a competitividade e, embora não partam nem de perto como favoritos no Oeste, irão com certeza oferecer resistência aos Warriors e Rockets.

Porém, há a probabilidade de Leonard ficar apenas um ano no frio de Toronto e mudar-se, finalmente, para Los Angeles. Isso não é um problema para os Raptors e é isso que faz deles o destino ideal para Kawhi. Se o extremo decidir fazer como Paul George e assinar na próxima temporada pela equipa que trocou por ele, os Raptors ganham um jogador no ponto alto da carreira para dominar o Este e aguardar por um tombo dos Warriors nas próximas épocas. Se Kawhi decidir mesmo sair, os Raptors ganham espaço salarial para poderem reconstruir a equipa. Kyle Lowry e Serge Ibaka entrarão no último ano de contrato e serão “fichas para troca” muito interessantes para os candidatos ao título.

Com esta troca, os Spurs ganham um All-Star e tentarão complicar ao máximo a vida aos facoritos. Já os Raptors, terão sempre um futuro interessante, qualquer que seja a decisão de Leonard daqui a um ano e podem aproveitar um ano com um dos melhores jogadores da liga. É uma troca que funciona para todas as partes e que fecha um capítulo que se ia tornando cada vez mais complicado de acompanhar.

Foto de Capa: San Antonio Spurs

António Pedro Dias

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.