Publicidade

Arrumem as vassouras – Os Cavaliers bateram o pé

João Dinis · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidadesMas que grande jogo de basquetebol! Duelos acessos, picardias constantes, discussões, muita luta, e dois ataques quase imparáveis. O jogo quatro das finais da NBA teve de tudo, mas acima de tudo teve o renascer dos Cleveland Cavaliers.

Nos dois primeiros jogos ficou evidente que para Lebron e companhia terem hipótese de disputar as finais com estes Warriors era preciso abrandar o jogo, forçar ataques posicionais lentos e evitar ao máximo os letais contra-ataques adversários. Foi isso que fizeram no jogo três. E, apesar de terem disputado o jogo até ao fim, o que não acontecera nas primeiras duas partidas, perderam mais uma vez.

Kyrie e James lideraram a equipa, combinando 71 pontos  Fonte: WKYC.COM
Kyrie e James lideraram a equipa, combinando 71 pontos
Fonte: WKYC.COM

No jogo quatro a receita foi outra, combateram fogo com fogo, e ao contrário do muito se previa, ganharam. Ataque lento, defesa apertada, jogo físico é um caminho lógico para tentar bater estes super GSW. Mas não resultou. Marcar 137 pontos e lançar 53% de 3 pontos resultou. Um primeiro período frenético, onde apesar da notória baixa de rendimento da defesa de Steven Kerr, não se pode deixar de valorizar os impressionantes 49 pontos dos Cavs.

A ajuda ao King apareceu finalmente. Love esteve muito bem. A JR Smith fez lhe bem regressar a casa, conseguiu dar a resposta que há muito se pedia. Tristan Thompson contribuiu, como é sua obrigação, na luta pelas tabelas. Kyrie esteve genial, deu um espetáculo de autor, foi um festival de crossovers e lay-ups no meio da defesa californiana. Os Cavs podem não ter hipótese numa série à melhor de sete com estes Golden State, mas se pelo menos querem competir todos os elementos da rotação têm de fazer o seu papel. Esperar que seja Lebron, Love e Irving a carregar a equipa tem o resultado que se viu nas partidas no Oracle Arena. De realçar os recordes do King James: é agora o terceiro melhor marcador da história das Finais, ultrapassando Michael Jordan, e passa a ser o jogador com mais triplo-duplos da mesma fase da competição.

Kyrie Irving foi o elemento que fez a diferença, foram 40 pontos para o base de Ohio, e alguns detalhes deliciosos  Fonte: Mercury News
Kyrie Irving foi o elemento que fez a diferença, foram 40 pontos para o base de Ohio, e alguns detalhes deliciosos
Fonte: Mercury News

Poderá esta vitória moralizar Cleveland para a vitória no quinto jogo? Duvido, os Warriors já viveram esta situação, e querem acabar em casa, com o apoio dos seus adeptos. A noite fantástica do ataque de Cleveland, com percentagens de acerto extraordinariamente elevadas será muito difícil de repetir. Além disso importa não esquecer que Stephen Curry teve muito abaixo do seu nível, e será de esperar um desempenho muito superior na próxima segunda-feira.

E quanto à polémica em volta da arbitragem deste jogo, gostava de lembrar que os adeptos de basquetebol discutem estatísticas, rotações ofensivas, line-ups, capacidade defensiva, match-ups, e muito, muito mais. Arbitragem não, deixemos isso para “os outros”.

Foto de Capa: ABC7.com

João Dinis

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.