Última horaO regresso após lesão, os elogios ao Lens e as lesões: tudo o que João Simões e Rui Borges disseram na antevisão do próximo jogo do Sporting na Champions League
Publicidade

Cleveland Cavaliers | Será que a História vai mudar?

Filipe Torres · 2 min

Cleveland Cavaliers | Será que a História vai mudar?
Foto: Cleveland Cavaliers

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Os Cleveland Cavaliers são uma equipa muito desvalorizada na NBA. Costumavam ser o bobo da festa. Noutros tempos, os Cavs só eram relevantes quando LeBron jogava lá. Não acreditam?

Ora, desde a época de estreia de LeBron James (2003/04), os Cavaliers não tiveram qualquer jogo nos playoffs sem LeBron na equipa. É de realçar que foram seis épocas sem um dos melhores jogadores de sempre. E apenas tiveram 38 vitórias nos 147 jogos realizados nas últimas duas épocas.

Para muitos, LeBron James nos Cavaliers era uma espécie de “One Man Team” – isto quando já não tinham o Kyrie Irving e quando o Kevin Love estava lesionado. A equipa de Cleveland nunca teve muita sorte sem LeBron. Aliás, a última ida aos playoffs sem LeBron foi em 1997/98.

Agora, os Cavaliers de 2020/21 tem algo de especial. Além de serem a equipa dos gigantes – Drummond, McGee, Allen, Love -, os Cavs também têm um jovem talentoso: Collin Sexton.

Muitos fãs só reconheceram o Sexton após os dois grandes jogos que fez contra a nova super-equipa, Brooklyn Nets. Porém, para os mais atentos ao jogo, a qualidade de Sexton nunca esteve em causa.

Sexton terminou a época 2020-21 com 20.8 pontos por jogo, 3 assistências por jogo e 3.1 ressaltos por jogo. Na época atual, no primeiro jogo contra os Nets, Collin terminou o jogo com o seu novo recorde pessoal: 42 pontos num jogo. E nesse jogo, marcou 20 pontos consecutivos no prolongamento. Que qualidade!

Além de Sexton e os gigantes, também há Osman, apesar de este jogador ser muito criticado, e Darius Garland. O último é mais novo, mas tem um maior potencial e qualidade do que Osman. O turco não tem tido dias fáceis em Cleveland…

Apesar de nunca ter tido a sorte de jogar lado-a-lado com LeBron, Sexton vai ser, talvez, a cara da equipa durante vários anos. Se não deixar os Cavs tal como o LeBron deixou na primeira saída…

Como já foi referido, os Cavs têm vários gigantes. Agora, será que são assim tão bons? A resposta é sim. Kevin Love e JaVale Mcgee já foram campeões. Drummond é um dos melhores rebounders da história da liga. Allen era o principal defesa dos Nets e a nova super-equipa já sente falta dele. Quer dizer, devem ter perdido essa vontade depois do poster do Allen ao Joe Harris.

Atualmente, em 19 jogos, os Cavs tem oito vitórias e nove derrotas. Se a liga terminasse com a atual classificação, os Cavaliers jogariam nos playoffs. Parece uma ideia deveras estranha, mas é possível. Depois da ida dos Cleveland Browns aos playoffs da NFL, a cidade merece mais uma alegria em 2021. Talvez à sétima será de vez.

Foto de Capa: Cleveland Cavaliers

Filipe Torres

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Lens | A ligação de uma cidade a um clube

Em Lens, não é preciso olhar para o marcador para perceber o que o clube significa para a cidade. Basta entrar no Stade Bollaert-Delelis, ouvir milhares de adeptos a cantar Les Corons e observar as bancadas pintadas de vermelho e amarelo. Num futebol cada vez mais dominado pelo dinheiro, pelos grandes investidores e pelos clubes globais, o Racing Club de Lens mantém uma ligação às suas raízes que resiste ao tempo. Mas como é que um clube de uma cidade do norte de França, marcada pela indústria mineira, se tornou um símbolo de uma comunidade inteira? Para perceber esta ligação, é preciso recuar a 1906, ano em que o clube foi fundado. Naquela altura, Lens era uma cidade profundamente ligada à exploração mineira. O carvão sustentava famílias, movimentava a economia e fazia parte do quotidiano de milhares de pessoas. Foi neste contexto que o futebol começou a ganhar espaço, acabando por aproximar o clube da população local. Com o passar dos anos, o Lens deixou de ser apenas uma equipa da cidade para se tornar uma parte da sua identidade.

Diego Tamaian · 4 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

O preço do sucesso: caso Manchester City

Há vitórias que ficam para a história, equipas que atravessam gerações. E há clubes que, mesmo depois de conquistarem tudo aquilo com que alguma vez sonharam, falham em manter o que de bonito o futebol tem. O Manchester City habituou-nos a ganhar, a dominar campeonatos, a empilhar títulos, a transformar finais em rotina e a fazer do futebol de Pep Guardiola uma referência mundial. Durante anos, a discussão em torno do clube centrou-se na qualidade do seu plantel, na genialidade do treinador e na capacidade de impor uma identidade de jogo que parecia estar vários passos à frente da concorrência. E nada disso se apaga, mas hoje há outra discussão que não pode ser ignorada.

Francisca Marafona Graça · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.