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Markelle Fultz | Uma história que teima em ser infeliz

Clara Maria Oliveira · 3 min

Markelle Fultz | Uma história que teima em ser infeliz
Foto de capa: Orlando Magic

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Era uma vez…

É nestes moldes em que, normalmente, se começa a escrever um conto. Neste caso, a história de Markelle Fultz é tudo, menos encantada. Desde o Draft de 2017, onde entrou na NBA como a escolha número um, as lesões e alguns problemas pessoais não deixam de atormentar o jogador. Recentemente, a infelicidade escreveu mais um capítulo na carreira do base dos Orlando Magic.

Depois de vários anos de sucessos e bons números, Kelle era visto como um dos melhores talentos basquetebolísticos nos Estados Unidos da América. Saiu da escola secundária de DeMatha como o sétimo melhor jogador da classe de 2016 e aceitou juntar-se à Universidade de Washington no passo seguinte da carreira.

Nos huskies, apresentou médias de mais de 23 pontos, seis ressaltos e seis assistências por jogo. Ao longo da época, foi subindo nas tabelas das equipas da NBA e estabeleceu-se como o alvo principal para a primeira escolha. Depois de apenas uma temporada na NCAA, o jogador escreveu o nome na lista de candidatos à melhor liga de basquetebol do mundo.

Os Philadelphia 76ers, depois de, no ano anterior, terem escolhido Ben Simmons, tinham os olhos em Markelle Fultz. Na lotaria, ficaram com a terceira escolha, e depressa se apressaram em trocar com os donos da primeira pick, os Boston Celtics. Depois de feita a troca, a noite do Draft confirmou o esperado, o jogador chegou a Philadelphia.

Quando olhamos para esse dia, fica a ideia de um planeamento errado. Jayson Tatum, que seguiu para Boston, está a cada época a demonstrar cada vez mais qualidade, enquanto que Fultz demora a demonstrar todo o talento que prometia. O que correu mal a Markelle? 

Nos dois anos na City Of Brotherly Love, o base começou muito cedo a ter problemas. As complicações no ombro comprometeram o ano de Rookie e, quando voltou, nunca demonstrou confiança para ser uma estrela nos Sixers. No início de 2019, a equipa trocou Fultz para os Orlando Magic, na esperança de um novo começo do jovem atleta.

No estado da Flórida, as complicações deram tréguas. Apesar de não jogar como tinha habituado na NCAA, realizou 72 jogos e a confiança parecia crescer de dia para dia. Todos esperavam a temporada de 2020/2021 como uma nova prova de fogo de Markelle Fultz, que ainda tinha uma palavra a dizer depois de um início desapontante.

Aos 22 anos, ainda era tempo de provar muita gente que estava errada. A verdade é que começou a época muito bem e ajudou os Orlando Magic a uma série de quatro vitórias consecutivas. Com isso, as conversações para Most Improved Player (jogador que mais evoluiu de uma temporada para a outra) já não existiam sem mencionar Fultz.

No entanto, como mencionei no início, a história do jogador teima em não ser feliz. Num lance, frente aos Cleveland Cavaliers, Fultz lesionou-se e rompeu os ligamentos. A sua época terminou e não vamos poder assistir a mais ação do base, que parecia estar como há muito não se via.

O conto de Markelle ainda espera uma temporada e uma fase feliz. Quem sabe não volta com mais força da lesão, mas todos sabemos que é um duro revés, ainda para mais num jogador que já passou por muito na curta carreira. Torcemos pela felicidade de Fultz, para que o futuro seja risonho.

Foto de capa: Orlando Magic

Clara Maria Oliveira

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