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NBA Finals 2021: A lei do mais surpreendente

Clara Maria Oliveira · 4 min

NBA
Foto: Phoenix Suns

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De dezembro a julho são oito meses de distância. Este foi o tempo que demorou a chegarmos ao momento mais esperado da temporada, as finais da NBA. Depois de uma época mais curta do que o habitual – com 72 jogos, ao invés dos habituais 82 – estamos cada vez mais perto de descobrir quem vai levantar o troféu Larry O’Brien.

No início da temporada, os favoritos para chegarem às partidas decisivas eram, sem dúvida, os Los Angeles Lakers (Oeste) e os Brooklyn Nets (Este). Por um lado, a formação de LA tinha conquistado o título no ano anterior e, por outro, a equipa de Nova Iorque formava uma superequipa.

 

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Com o passar dos jogos, as surpresas não acabavam. Os Lakers foram eliminados na primeira ronda dos Playoffs frente aos Phoenix Suns e, por sua vez, os Nets caíram nas semi-finais da Conferência Este frente aos Milwaukee Bucks. Por coincidência, ou não, ambas as formações que bateram os principais candidatos vão estar frente a frente nas finais da NBA.

Apesar de ambos os finalistas terem credenciais suficientes para chegarem a este patamar, quase ninguém acreditava nesta final. Nos dois plantéis, nenhum dos jogadores tem um anel na prateleira e a única certeza é que Torrey Craig já tem um garantido, visto que jogou em ambas as equipas durante a temporada.

Esta pode ser uma das finais menos antecipadas da história, mas não podemos assumir que vai ter pouca qualidade. A “fome” de vencer está presente nos dois franchises e, de certeza, ambos apostam nesta série de jogos como uma oportunidade de vencer como nunca mais vão ter. Estão reunidos os ingredientes para vermos o melhor basquetebol do ano.

Foto de Capa: Phoenix Suns

MILWAUKEE BUCKS: O VERDADEIRO PROCESSO

Desde o momento em que Giannis Antetokounmpo começou a jogar ao nível de MVP, as expectativas sobre os Milwaukee Bucks atingiram níveis astronómicos. A jogar ao lado do colega de sempre, Khris Middleton, ambos cresceram até se tornarem ambos All-Star e o melhor jogador da liga. Contudo, as idas aos Playoffs ficavam sempre aquém.

Para tentar terminar com as desilusões, os Bucks assinaram com Jrue Holiday, vindo dos New Orleans Pelicans. Depois das expectativas falhadas do antigo Point Guard da equipa, Eric Bledsoe, o franchise precisava de preencher essa lacuna. Em poucos jogos, percebeu-se que a aposta foi certeira, com Holiday a assentar que nem uma luva nos planos de Mike Budenholzer.

As derrotas nunca foram motivo de orgulho para ninguém. No entanto, podem servir de lição para as temporadas seguintes. Para os Bucks, essa máxima acabou por ser cumprida após alguns anos de dissabores. Na época em que, provavelmente, menos adeptos esperavam uma ida às finais, o sonho tornou-se realidade.

Para chegar ao palco de todos os sonhos, a equipa de Milwaukee bateu os Miami Heat, Brooklyn Nets e, mais recentemente, os Atlanta Hawks. Pela primeira vez em 47 anos, venceram o troféu de vencedores da Conferência Este e esperam voltar a ser campeões pela segunda vez – venceram em 1971.

Comparações à parte, a dupla de Giannis Antetokounmpo e Khris Middleton vai tentar subir ao olimpo da NBA como Oscar Robertson e Kareem Abdul-Jabbar. Até lá, falta uma montanha difícil de escalar frente aos Phoenix Suns, também eles sedentos de títulos e com muita vontade de dar uma alegria à cidade.

PHOENIX SUNS: A JUVENTUDE DE MÃOS DADAS COM O VETERANO CP3

Com surpresa, para quem não acompanha tanto a NBA, os representantes da costa Oeste na final da NBA são os Phoenix Suns. Ao contrário dos Milwaukee Bucks, a formação do Arizona não esteve a marinar para chegar a este patamar. Pelo contrário, surgiu no “convívio dos grandes” com alguma rapidez.

Há 11 anos que o sol não brilhava em Phoenix. Para vermos a última partida da equipa nos Playoffs, tínhamos de recuar até à época de 2009-2010. Nesse ano, os Suns foram eliminados pelos Lakers nas finais da Conferência Oeste. A partir daí, o franchise afogou numa mediocridade e não saía dos piores lugares da liga.

Contudo, são também estas histórias que apaixonam muitos adeptos. Com escolhas certeiras no Draft – Devin Booker e DeAndre Ayton –, boas trocas – como é o exemplo de Mikal Bridges – e adições na off-season – a chegada de Chris Paul –, os Phoenix Suns saíram do fosso e tornaram-se uma das melhores equipas do mundo.

Chris Paul fez o percurso inverso de algumas estrelas. Ao invés de assinar por um plantel com rótulo de favorito, acreditou no projeto de um franchise com muito potencial e jovens de grande qualidade. O resultado está à vista e CP3 vai jogar a primeira final da NBA desde que entrou na liga, em 2005.

Com Monty Williams ao leme, os Phoenix Suns tentam vencer o primeiro título da história. Apesar de já terem vencido três vezes a Conferência Oeste, nunca conseguiram ganhar uma final. A equipa que juntava Steve Nash e Charles Barkley nunca será esquecida, mas caso o plantel de 2021 se sagre campeão, Phoenix vai ganhar novos ídolos para a eternidade.

Artigo revisto por Joana Mendes

Clara Maria Oliveira

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