NBA: Golden State cada vez mais históricos

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cab nbaQuem me conhece sabe que sou um grande fã de Desporto, no geral; no entanto, não há nenhum como o Basquetebol. Há uns meses, escrevi sobre o quão belo era o estilo de basquetebol praticado pelos San Antonio Spurs, aquando da conquista do título máximo do principal escalão a nível mundial.

Hoje, escrevo novamente sobre uma equipa que está a pegar na liga e torná-la no seu recreio. Escrevo, naturalmente, sobre os Golden State Warriors e sobre o seu mais recente recorde. Para quem não está a par do acontecimento, os Golden State Warriors venceram ontem os Los Angeles Lakers (uma equipa que, por si só, anda a precisar de um texto para gozar com eles) e atingiram a sua 16.ª vitória em, adivinhem lá, 16 jogos. Sabem quantas vezes isso foi conseguido na NBA? Sabem? Zero.

Numa liga que já vai com 66 anos de história, nunca nenhuma equipa tinha conseguido um começo perfeito ao fim de 16 jogos. É preciso recuar 20 anos para chegarmos a uma que conseguiu, em 15 jogos, ganhar todos – os Houston Rockets do lendário Hakeem Olajuwon.

Voltando apenas quatro meses atrás: depois do magnífico triunfo dos Golden  State perante os Cleveland Cavaliers, que resultaria no coroar desta equipa, a maior parte da liga preparou-se e fez de tudo para conseguir contratar as principais estrelas que acabavam o contrato. Inúmeras trocas foram feitas, e Bob Myers, o diretor desportivo da equipa, seguiu um dos lemas mais conhecidos do mundo: “Em equipa que ganha não se mexe”. Sem perder jogadores importantes e sem grandes adições, a equipa, que está a “trucidar” e a abalroar tudo e todos, é praticamente a mesma que acabou a época transata.

Por algumas vezes já me referi a este grupo de atletas com uma capacidade única como “equipa”. Porque é isso mesmo que eles são. Apesar de terem aquele que é por muitos considerado o melhor jogador do mundo, Steph Curry (que está a jogar maravilhosamente bem sozinho – tem mais triplos feitos do que algumas equipas, nesta temporada), todo o grupo faz o que lhe pede e joga de uma maneira muito altruísta.

Este grupo é absolutamente soberbo. É das poucas equipas na liga inteira que, após realizarem as substituições naturais no decorrer jogo, e sentarem os jogadores que começam no cinco inicial, não perdem qualidade e continuam a ser extremamente competitivas.

Curry é o líder dos Warriors Fonte: theplayoffs.com.br
Curry é o líder dos Warriors
Fonte: theplayoffs.com.br

Percamos um bocadinho para analisar o que esta equipa tem de tão especial: tem em Klay Thompson um atirador furtivo, que está num nível muito acima do normal e que é capaz de defender qualquer jogador na ala. É a partir daqui que tudo começa a ter piada – temos Harrison Barnes, que pode jogar em qualquer posição dos extremos de forma bastante eficaz (não lhe é pedido para fazer muito ofensivamente e mesmo assim ele é capaz de se sobressair); temos Draymond Green, que tanto pode jogar como um extremo-poste ou como poste, e, apesar de o seu tamanho ser bastante abaixo do que é normal nessa posição, Draymond defende qualquer jogador muito bem e ataca ainda melhor, sendo inclusive o líder em assistências da equipa; e depois temos o australiano Andrew Bogut, que consegue ancorar a defesa que tantos problemas causa a todas as equipas.

Poderia continuar a escrever sobre o resto da equipa, que tem ainda Andre Igoudala, o MVP das finais, a revelação deste ano, o poste Festus Ezeli, e, basicamente, o resto da formação, mas não pretendo alongar-me em individualidades.

Os Warriors já vão com 16 vitórias neste início de ano, e muito se especula sobre se conseguirão atingir o tão badalado recorde dos Bulls de Michael Jordan, que conseguiram 72 vitórias num total de 82 jogos. Pelo andar da carruagem conseguirão fazer isso, se bem que muito ainda pode acontecer – pode haver lesões, pode haver algum azar -, mas ninguém lhes irá tirar o mérito daquilo que já foi alcançado: um título, um MVP, e já vão com um recorde de vitórias no início do ano. Vamos ver quem e o que é que os pode parar.

Outra coisa bastante impressionante é o público fervoroso sempre presente na Oracle Arena. Já há muitos anos que é considerada pelos jogadores e treinadores da liga uma das arenas mais barulhentas dos Estados Unidos da América.

Pessoalmente, preferia ver a minha equipa a bater estes recordes; contudo, pelo bem da beleza do desporto, espero que os GSW continuem a batalhar contra tudo e todos! Já Pat Riley diz: “estamos perante o começo de uma dinastia”. Espero também ver Steph Curry a eclipsar os seus próprios recordes e a tornar-se o melhor lançador que alguma vez jogou basquetebol, se é que ainda não o é.

André Albuquerque
André Albuquerque
O André já fez natação, futebol, futsal, basquetebol, judo, karate, jiu-jitsu brasileiro, ténis de mesa. No entanto, não sabe fazer nada sem ser ver os jogos da NBA e do seu Benfica!                                                                                                                                                 O André não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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