Oito séries e muito para contar

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Quem diria que já vamos em semana e meia de playoffs? As histórias são muitas e as horas de sono são inversamente proporcionais ao número de jogos. Os Cavs já arrumaram a questão e esperam saber agora, sentados, quem sair vivo da luta que um dia Hollywood tornará em filme, entre dinossauros e veados. Os Grizzlies mostraram que valem mais do que aquilo que se esperava deles e os velhotes Nenê e Joe Johnson vão fazendo a diferença para surpresa de todos. Ah, os Warriors tiveram o desplante de “descansar” Kevin Durant e, mesmo assim, ganhar em Portland… Como é normal na presença de tantas histórias, muito do que podem ler a seguir nada mais é do que pura ficção. Ou, por outro lado, uma visão diferente da realidade.

No Este, uma série já acabou e foi aquela na qual está presente LeBron James, para variar um bocadinho. “LeBron fez isto”, “LeBron fez aquilo” e “Quem precisa de Irving e Love para recuperar 26 pontos de desvantagem?” foram as capas dos jornais referentes a uma série que acabou rapidamente e sem surpresas. Para os lados de Indiana, a cada lançamento falhado de Lance Stephenson e companhia Paul George ia-se afastando dos Pacers mais um bocadinho. Nesta altura, é provável que o encontrem algures entre Oklahoma e New Mexico. O adversário da equipa de Cleveland virá do confronto entre Raptors e Bucks, que, pela amostra, parecem pouco interessados em avançar para a ronda seguinte. Ambos os conjuntos vão alternando maus jogos, tentando provar quem consegue fazer pior. A prestação dos Raptors no jogo 3 parece levar vantagem nesse capítulo, mas é a equipa de Toronto que está mais perto de reencontrar os Cavs.

No confronto entre 1.º e 8.º, Celtics e Bulls encontram-se agora empatados a dois, com ambos a vencerem apenas fora de casa. Rajon Rondo vinha sendo o elemento mais importante da equipa de Chicago, mas a sua lesão levou-o a ter de usar fatos de manga curta e pregar rasteiras aos adversários sentado no banco, dando aos Celtics a oportunidade de não serem os piores primeiros classificados da história. Na outra série, Dwight Howard, outrora um dos postes mais dominadores da NBA, viveu uma situação constrangedora quando, sentado na bancada no jogo 3 entre Hawks e Wizards, ouviu o seu nome ser chamado, logo a seguir à expressão “At center, for the Hawks”. De fato vestido e com coisas combinadas para depois do jogo, decidiu não ir a jogo. Ainda assim, dignou-se a aparecer para o jogo 4, contribuindo para a segunda vitória da equipa de Atlanta.

Os Warriors vão semeando o medo na NBA, mesmo a meio-gás Fonte: NBA
Os Warriors vão semeando o medo na NBA, mesmo a meio-gás
Fonte: NBA

No Oeste, os Warriors vão gerindo a série frente aos Portland Trail Blazers, que é como quem diz “A outra equipa é muito mais fraca e o nosso mínimo é apenas o necessário para ganhar isto”. Deu para Kevin Durant descansar… Perdão, ficar de fora por lesão no gémeo no primeiro jogo fora de portas e, mesmo assim, recuperar de uma desvantagem de 16 pontos em pouco mais de quatro minutos. Na guerra entre Jazz e Clippers, Gobert lesionou-se com alguns segundos de jogo na primeira partida e já regressou, Blake Griffin vai falhar os restantes jogos com uma lesão no pé e Gordon Hayward falhou o jogo 4 com uma intoxicação alimentar. Apesar de tudo isto, Joe Johnson tem sido a principal história da série. De bengala numa mão e bola na outra, “Iso Joe” garantiu aos Jazz as duas vitórias da equipa de Utah e o equilíbrio na série mais imprevisível destes playoffs.

Kawhi Leonard foi batendo o seu recorde de pontos nos playoffs nos jogos dos Spurs em casa, mas o treinador dos Grizzlies fartou-se e, numa conferência de imprensa que deu origem a “memes” e t-shirts engraçadas que são apenas mais uma fonte de rendimento para as equipas da NBA, reclamou das vezes que Kawhi ia à linha de lance-livre. E a verdade é que resultou! Leonard continuou a ser estupidamente bom mas os restantes Spurs decidiram parar de aparecer nos jogos e a dupla Conley/Marc Gasol valeu aos Grizzlies o empate na série. Finalmente, no duelo dos MVP’s, Westbrook vai colecionando triplos-duplos e James Harden vitórias.

Tudo se mantém igual, portanto. Pode-se dizer que Westbrook tem sido um pouco mais influente na sua equipa do que Harden, como seria de esperar; porém, o base dos Rockets pode contar com armas como Eric Gordon, Lou Williams ou o inesperado Nenê, que acertou todos os seus lançamentos no jogo 4 e contribuiu assim com 28 pontos para a terceira vitória e (quase) ponto final no confronto para os Houston Rockets.

Foto de Capa: NBA

António Pedro Dias
António Pedro Diashttp://www.bolanarede.pt
Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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