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O Oeste pegou fogo

António Pedro Dias · 1 min

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A fase regular da NBA entra em março no último quarto e a classificação final começa a ganhar forma. Ou melhor, isto seria o que eu escreveria noutro ano qualquer, mas não nesta temporada com uma Conferência Oeste completamente virada do avesso. Desde a luta a dois pelo primeiro lugar até à confusão dos outros seis lugares para a chegada aos playoffs, o último mês e meio de temporada regular tem tudo para ser explosivo.

Com uma média de 35 pontos e 13 ressaltos por jogo, Davis foi eleito o jogador do mês de fevereiro da Conferência Oeste
Fonte: New Orleans Pelicans

Na luta pela primeira posição, Houston Rockets e Golden State Warriors continuam colados. Os campeões continuam a ser os favoritos à vitória final, mas ninguém do lado do Pacífico assustava Steve Kerr nos anos passados como estes Rockets de Harden e Paul. Com uma excelente série de vitórias consecutivas e um basquetebol atraente, a equipa de Mike D’Antoni pretende assegurar a vantagem caseira para um eventual confronto nas finais de conferência.

Com os primeiros dois lugares entregues (falta saber a ordem), oito equipas deverão lutar nos próximos vinte jogos por seis posições. No caso dos Spurs seria chocante, enquanto que Wolves e Thunder demonstrariam uma tremenda incompetência ao falharem os playoffs, depois das mexidas no verão e de terem estado tão bem posicionados. Destaque para o trabalho dos Blazers, constantes candidatos ao sétimo/oitavo lugar e aos Pelicans, que depois de perderem Cousins recuperaram a confiança, às costas de um super Anthony Davis. Ambas as equipas estão, surpreendentemente em lugares que lhes dão vantagem caseira na primeira ronda.

Foto de Capa: Houston Rockets

António Pedro Dias

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Há uma frase do Lampedusa que toda a gente cita mal: é preciso que tudo mude para que tudo fique na mesma. Rui Borges levou-a à letra na terça-feira. Mudou os onze. Não nove, não dez, os onze, do guarda-redes ao ponta de lança, o que é um gesto que um treinador de um grande só faz quando percebeu que já não tem nada a perder por aí. Saíram o Kaique, o Fresneda, o Ba, o Gonçalo Inácio, o Maxi, o Altimira, o Doumbia, o Flávio, o Luis Guilherme, o Irankunda e o Suárez. Entrou uma equipa que ninguém tinha visto jogar junta. E ganhou. Convém lembrar de onde vinha o Sporting, porque sem isso o 2-1 não se percebe. Vinha de duas derrotas consecutivas em casa, com o LASK Linz e com o Académico de Viseu, do primeiro desaire interno da temporada, de nove pontos de atraso para o FC Porto e de lenços brancos nas bancadas no domingo à tarde. Alvalade tinha-se habituado a ver a bola circular muito e a chegar a lado nenhum. Dois jogos seguidos a cruzar por cruzar contra blocos que se fechavam e a sofrer sempre do mesmo modo, com a bola trocada para o lado contrário e um cruzamento rasteiro que ninguém cortou.

Manuel Nascimento · 5 min de leitura
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