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Dizem que o que acontece em Vegas, fica em Vegas. Mas quem o diz, certamente, não acompanha a Summer League, competição que juntou nas últimas duas semanas alguns dos melhores jovens basquetebolistas do mundo à procura de um lugar na NBA. A Summer League tem crescido em termos de interesse e que, para muitos, é o primeiro passo para o sucesso na melhor liga do mundo.
10.

Kendrick Nunn – Miami Heat: os Heat têm sido das equipas que melhor rendimento retiram de jogadores vindos da G-League e Nunn prepara-se para ser o próximo caso de sucesso. A turma de Miami contratou-o no final da temporada passada, após ter jogado pelos Santa Cruz Warriors, e o base mostrou-se em grande nível em Las Vegas. Capaz de marcar perto do cesto ou da linha de três pontos, Nunn mostrou também, em certos momentos, a habilidade para descobrir o colega desmarcado e para roubar bolas do outro lado. Uma das grandes surpresas do torneio.
9.

Chris Boucher – Toronto Raptors: os campeões perderam o seu MVP das finais neste verão, mas podem ter em mãos uma nova história, semelhante à de Pascal Siakam. O MVP da última G-League apresentou em Las Vegas um repertório interessante, juntando à já conhecida capacidade de desarmar lançamentos e de sair no contra-ataque, eficácia perto do cesto, movimentos ofensivos interessantes e sinais de desenvolvimento de um lançamento exterior. É de esperar que faça parte do plantel dos Raptors e que continue a crescer em Toronto.
8.

Lonnie Walker IV – San Antonio Spurs: após uma época com pouco tempo de jogo no Texas, Walker parece querer entrar nos planos de Gregg Popovich e a sua prestação na Summer League pode muito ser o primeiro passo para que tal aconteça. Lonnie mostrou as qualidades que o diferenciavam na universidade, principalmente a capacidade de tirar defesas da frente e criar o seu próprio lançamento. Tem velocidade para sair no contra-golpe e finalizar perto do cesto como de uma flecha se tratasse. Foi um verão muito positivo para as aspirações do extremo.
7.

Anfernee Simons – Portland Trail Blazers: não jogou muito em Las Vegas nem precisou. A facilidade com que Simons coloca a bola no cesto impressiona qualquer um e deverá deixar Terry Stotts radiante por saber que, quando Lillard ou McCollum têm de descansar, há um jovem base no banco pronto a pegar na bola e assumir. A primeira época de Simons em Portland trouxe-lhe pouco tempo de jogo, mas a saída de Seth Curry deve permitir muito mais tempo de jogo e, quem sabe, uma época de afirmação para um jogador que mostrou muita qualidade na Summer League.
6.

Jarrett Allen – Brooklyn Nets: foi algo surpreendente a inclusão de Allen na equipa da Summer League dos Brooklyn Nets e a diferença para os outros jogadores notou-se. Allen já se estabeleceu como titular nos Nets e a sua capacidade para proteger o cesto, ganhar ressaltos e marcar perto do cesto devem ajudá-lo a manter esse estatuto, mesmo com a chegada de DeAndre Jordan. Allen mostrou ainda em Las Vegas algum desenvolvimento no seu jogo com bola na mão e de costas para o cesto, o que é importantíssimo para o seu crescimento.
5.

Carsen Edwards – Boston Celtics: Brad Stevens parece ter encontrado o seu marcador de pontos vindo do banco, tendo em conta a maneira como Carsen Edwards atirou, de qualquer maneira e feitio, da linha de três pontos nesta Summer League. O base continuou a sua produção ofensiva que o fez ganhar nome na universidade e, se o que fez este verão continuar, os Celtics poderão ficar descansados sempre que tiverem de sentar Kemba Walker.
4.

Jaxson Hayes – New Orleans Pelicans: a alcunha de “Sideshow Bob” vai ser muitas vezes lançada para Jaxson Hayes e talvez até faça sentido. Quer pelo cabelo, quer pela loucura que o jovem poste demonstra. Hayes passa o jogo todo a voar de um lado para o outro, atirando-se a cada bola para desarmar um lançamento ou afundar um alley-oop como se fosse a última. Os Pelicans fizeram uma escolha muito interessante e Hayes deverá ter muitos minutos em New Orleans para evoluir, o que tendo em conta o seu estado de desenvolvimento, é algo assustador.
3.

Tyler Herro – Miami Heat: o próprio o disse, ainda em Kentucky, e não anda nada longe da verdade – «He’s a bucket». O base/extremo que os Heat escolheram é uma máquina de fazer pontos, de todo o lado e de todas as maneiras. Numa equipa que tem escolhido jogadores mais virados para a defesa, é uma agradável surpresa ver um jogador com tanta facilidade para criar pontos (para si e para os colegas) de bola na mão. Tyler Herro proporciona à equipa de Miami o lançador que tanto precisavam para a nova época. Embora não nos possamos esquecer da maneira como descobre colegas, penetra para o cesto ou sai em transição.
2.

Nickeil Alexander-Walker – New Orleans Pelicans: o segundo jogador dos Pelicans nesta lista (e isto tendo Zion Williamson parado logo no primeiro jogo) mostra que os Pelicans trabalharam muito bem o draft deste ano. Alexander-Walker foi uma das surpresas do torneio, comandando o ataque rápido dos Pelicans com passes no momento certo, velocidade com bola na mão e agressividade no ataque ao cesto. Para além disto tudo, tem uma tremenda capacidade para defender qualquer jogador no campo. A equipa de New Orleans será uma das mais interessantes de seguir este ano, certamente!
1.

Brandon Clarke – Memphis Grizzlies: parecia um adulto no meio de meninos, mas é ainda um rookie. O poste dos Grizzlies foi o MVP da Summer League e merecidamente, mostrando um nível nada usual para alguém que chega agora à NBA. Clarke oferece uma atenção aos detalhes, uma inteligência fora do normal e instintos defensivos e complementa essas características com uma grande facilidade para finalizar perto do cesto. O seu lançamento exterior, que embora pouco usado, foi eficaz, demonstra que há ainda bastante por onde Clarke pode crescer. O futuro dos Grizzlies é risonho, com Clarke a juntar-se a Já Morant e Jaren Jackson Jr.
Foto de Capa: NBA














