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Os titulares já estão. E o resto?

António Pedro Dias · 5 min

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Na semana passada, a NBA anunciou os 10 jogadores titulares do jogo All-Star. Os capitães LeBron James e Giannis Antetokounmpo vão escolher, a 7 de fevereiro, de entre os restantes oito, as suas equipas. Mas precisarão de suplentes. Kyrie Irving, Kemba Walker, Kawhi Leonard, Joel Embiid, Stephen Curry, James Harden, Paul George e Kevin Durant já lá estão. Quem se junta? É isso que vamos tentar prever.

Este – Backcourt

Fonte: Toronto Raptors

Bradley Beal – Washington Wizards: a temporada dos Wizards parecia acabada, com problemas dentro e fora do campo. Porém, a lesão de Wall e a troca de Rivers e Oubre por Ariza provaram poder ser a bóia de salvação da equipa da capital. Ainda assim, nada disso seria possível sem Bradley Beal, que tem estado a um nível tremendo desde então. Todo o ataque da equipa passa por ele, todos os adversários concentram os seus esforços nele e, no entanto, Beal continua a produzir, jogo após jogo. Tem de estar no jogo All-Star.

Kyle Lowry – Toronto Raptors: a “experiência Kawhi” está a correr como esperado em Toronto. Os Raptors são candidatos e Leonard é a grande razão para isso. Mas não podemos esquecer Kyle Lowry. O base assumiu um papel secundário no ataque, mas continua a comandar as tropas, assumindo-se como um distribuidor e um defesa agressivo. A turma de Nick Nurse continua a ser a favorita no Este e Lowry é parte-chave nesse processo.

Este – Frontcourt

Fonte: Milwaukee Bucks

Jimmy Butler – Philadlphia 76ers: mesmo depois de todas as confusões já arranjadas esta temporada (e parece não gostar assim tanto de Philly), Jimmy Butler continua a ser um dos melhores extremos em atividade. O seu impacto no jogo dos Sixers é notório, dos dois lados do campo. Isto mesmo não tendo tanta bola como, idealmente, pretendia.

Blake Griffin – Detroit Pistons: parece que dizemos isto todos os anos, mas a temporada dos Pistons tem ficado aquém das expectativas. O plantel é desequilibrado, mas há demasiados jogadores também a não produzirem o que podem. Esse não é o caso de Blake Griffin, que vai mantendo (quase) sozinho a equipa de Dwane Casey na luta pelos playoffs. Um dos melhores big men do jogo é presença obrigatória em Charlotte.

Khris Middleton – Milwaukee Bucks: de forma algo surpreendente, os Bucks são os líderes do Este. O esquema de Mike Budenholzer e a temporada tremenda de Antetokounmpo são chave, mas há outros fatores a realçar. E, por muito bons desempenhos que Bledsoe e Lopez tenham apresentado, o número dois em Milwaukee é Khris Middleton e é o jogador que mais merece uma chamada ao All-Star.

Este – Wildcards

Fonte: Philadephia 76ers

D’Angelo Russell – Brooklyn Nets: esplêndida temporada dos Nets e do seu base, com o qual os Lakers não tiveram paciência nenhuma. Em Brooklyn mora uma equipa de playoff, que se soube reconstruir sem escolhas no draft e que perdeu o seu melhor jogador no início da temporada. O jovem base, Russell, é a estrela e a principal razão para os Nets estarem nesta situação e pode ser uma das surpresas em Charlotte.

Ben Simmons – Philadelphia 76ers: a temporada dos Sixers está um pouco abaixo do esperado e Simmons tem estado em menor destaque na imprensa, mas o seu jogo não deixa de impressionar. Quase com média de triplo-duplo, o australiano é quem faz mexer a equipa de Brett Brown e vai, muito provavelmente, estrear-se este ano no jogo All-Star.

Oeste – Backcourt

Fonte: OKC Thunder

Damian Lillard – Portland Trail Blazers: os Blazers mantêm-se firmes na parte superior da tabela e Lillard continua a ser a estrela que faz tudo acontecer em Portland. Não tem a qualidade para estar no 5 inicial (porque tirar o lugar a Harden e Curry nunca será fácil), mas terá sempre lugar nas escolhas para o jogo All-Star e este ano não será diferente.

Russell Westbrook – OKC Thunder: um jogador dos Thunder já está garantido e não é Westbrook, o que para muitos pode ser uma surpresa. Mas Paul George tem sido o melhor jogador de uma equipa que parece, finalmente, ter entrado nos eixos. Muito disso se deve também a Westbrook, que não falhará o jogo certamente. Será mais uma presença para Westbrook que continua a ser um dos melhores bases na NBA.

Oeste – Frontcourt

Fonte: New Orleans Pelicans

Anthony Davis – New Orleans Pelicans: a bomba apareceu na segunda, quando foi tornado público que Davis não vai renovar com os Pelicans e que pretende ser trocado. A sua ausência do 5 inicial é estranha, mas a concorrência é forte. Vai estar nos suplentes, embora reste saber com que espírito e se na equipa de LeBron, que o quer em Los Angeles.

Nikola Jokic – Denver Nuggets: escolha lógica. Os Nuggets são uma das melhores equipas da NBA e o sérvio é quem põe toda a equipa a funcionar como tem funcionado. Um poste com as suas características será sempre uma estrela na NBA e, portanto, um participante do jogo All-Star em Charlotte.

Karl-Anthony Towns – Minnesota Timberwolves: após um início de temporada complicado, com todas as confusões com Jimmy Butler, o melhor Towns voltou mesmo a tempo de poder figurar no jogo das estrelas. A sua incrível capacidade e versatilidade ofensiva são raras na NBA e fazem dele uma escolha quase certa para a partida.

Oeste – Wildcards

Fonte: Sacramento Kings

De’Aaron Fox – Sacramento Kings: talvez o maior candidato ao prémio de Most Improved Player. Fox passou de rookie perdido em Sacramento a estrela de uma equipa surpreendente. A presença no All-Star assenta-lhe como uma luva e, embora a concorrência seja feroz, será injusto se não estiver em Charlotte em fevereiro.

Klay Thompson – Golden State Warriors: o facto de Thompson aparecer apenas como wildcard diz mais da quantidade absurda de talento que existe no Oeste do que da qualidade e do nível exibicional de Klay. Mesmo como terceira opção ofensiva nos Warriors, tem média de mais de 21 pontos por jogo e é um dos mais perigosos atiradores da liga. Tem de estar no jogo All-Star.

Foto de Capa: OKC Thunder

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

António Pedro Dias

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