
Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Nos últimos anos, a NBA tem sido dominada por um tipo de jogadores que era raro existir. Os Small Forwards sempre foram jogadores altos e fortes fisicamente, mas o novo século trouxe uma nova gama de atletas capaz de organizar ataques e defender qualquer posição. Esta é a posição onde abunda mais talento na NBA, o que não tornou nada fácil a organização deste artigo.
20 a 16
20. Kevin Knox – New York Knicks: os Knicks têm uma nova estrela com a qual sonhar. Porzingis é o nome a ter em conta na cidade que nunca dorme, mas ninguém ganha nada na NBA só com uma estrela na equipa e, se os Knicks têm perdido constantemente nos últimos, que ao menos sirva para alguma coisa. Kevin Knox é um extremo supersónico, de lançamento fácil e com grande agressividade no que toca a atacar o cesto. O rookie terá muito trabalho a fazer defensivamente e no controlo do seu jogo ofensivo, mas tem tudo para ser a grande notícia dos Knicks para a nova temporada.
19. OG Anunoby – Toronto Raptors: se há alguém que poderá ficar chateado com a chegada de Kawhi Leonard a Toronto, esse alguém deve ser Anunoby. O jogador que passou pela Universidade de Indiana teve uma excelente temporada de estreia, mas verá, como é óbvio, os seus minutos serem reduzidos com a chegada de Leonard. Anunoby passará vários minutos fora da sua posição natural, mas se mantiver o nível da temporada transata, continuará a ser uma peça importante na busca dos Raptors pelo reinado do Este.
18. Jabari Parker – Chicago Bulls: a escolha número dois do draft de 2014 tarda em afirmar-se, simplesmente porque as lesões não permitem. Após alguns anos complicados em Milwaukee, Parker mudou-se para a sua cidade-natal e tenta aproveitar o momento de reconstrução dos Bulls para finalmente mostrar o seu elevado nível. O jogo completo ofensivo de Jabari poderá ser complementado pelas jovens estrelas dos Bulls (Markkanen, Carter Jr., Lavine) para, mesmo numa temporada em que os playoffs devem estar de alcance, começar a mostrar o porquê de ter sido escolhido tão acima num draft carregado de talento há quatro anos.
17. Joe Ingles – Utah Jazz: a surpreendente temporada dos Jazz esteve muito assente no talento de Donovan Mitchell, mas havia um australiano escondido a fazer o trabalho sujo a quem pouca gente deu valor. Joe Ingles vem crescendo a pique na NBA durante as últimas épocas e vai-se estabelecendo como um dos “3 and D players” da liga. Os adversários odeiam a sua eficácia e a maneira como defende. Os fãs adoram o seu comprometimento e esforço para com a equipa e Ingles tem tudo para fazer mais uma temporada sólida numa equipa dos Jazz já bem enraizada.

16. Jonathan Isaac – Orlando Magic: foi uma temporada para esquecer aquela na qual Isaac se estreou na NBA. Com quase todo o ano gasto na enfermaria, o extremo não conseguiu demonstrar as capacidades que o fizeram ser escolhido no top 10 no draft de 2017. Mas com as lesões para trás, Isaac procura entrar em força na nova temporada. Esguio, mas rápido e com um jogo ofensivo muito interessado, embora longe de estar polido, Isaac procurará ajudar os Magic a sair da “cepa torta” na qual se encontram há anos.
15 a 11
15. Rudy Gay – San Antonio Spurs: desde que entrou na liga, Rudy Gay sempre foi um dos melhores marcadores de pontos na sua posição e os Spurs beneficiaram bastante dessa qualidade. Porém, este ano, Gay terá de elevar a fasquia. DeRozan comandará o ataque com Aldridge, mas de resto são poucas a opções para Popovic, que perdeu Leonard, Ginobili, Parker e mais recentemente Dejounte Murray, por lesão.

14. Andrew Wiggins – Minnesota Timberwolves: são tempos complicados aqueles que se vivem em Minnesota. Jimmy Butler quer sair, toda a gente quer que o treinador saia mas ele não quer e os Wolves são um barco à deriva. Mesmo depois de terem regressado aos playoffs após catorze anos de ausência. Nem mesmo Wiggins escapa às críticas. O jogador escolhido na primeira posição do draft em 2014 tarda em mostrar todo o seu potencial. Tem um jogo muito interessante ofensivamente, mas o seu lançamento exterior deixa muito a desejar e a sua defesa é uma lástima. Dá para ser o nosso 14º SF para a temporada, mas tem talento para tanto mais.
13. Andre Iguodala – Golden State Warriors: é já um veterano nestas andanças, mas não há ninguém que fique indiferente à sua importância para o constante sucesso dos Warriors no passado recente. Basta ver quanto sofreu a equipa de Steve Kerr quando Iggy teve de falhar parte da série frente aos Houston Rockets. Já não tem a mesma explosão que um dia teve, mas continuará a ser um dos melhores defensores da NBA e a executar a jogada certa no momento certo à volta das estrelas que a turma de Oakland possui no ataque.
12. Harrison Barnes – Dallas Mavericks: teve de abandonar Golden State quando a sua qualidade exigia um salário maior do que aquele que os Warriors podiam pagar e estabeleceu-se em Dallas, numa equipa em plena reconstrução. Isso permite-lhe jogar sem grande pressão, contribuindo dos dois lados do campo, sendo como se assume a arma número um no ataque. Porém, este ano pode ser um pouco diferente. DeAndre Jordan chegou ao Texas e há dois jovens bases a tentarem revitalizar os campeões de 2011. Os Mavs poderão ser uma das equipas-surpresa da temporada e Barnes será uma peça importante para que tal aconteça.
11. Otto Porter Jr. – Washington Wizards: de presença frequente no “Shaqtin’ a Fool” a um dos mais competentes extremos da nova era da NBA, complementando perfeitamente o backcourt de Wall e Beal. É a opção defensiva número um para Scott Brooks e um jogador que sabe aproveitar a atenção dada aos dois bases dos Wizards. Com a chegada de Dwight Howard à capital, Porter poderá beneficiar ainda mais com a falta de atenção dos adversários.
10 a 6
10. Danilo Gallinari – Los Angeles Clippers: os Clippers encontram-se numa situação estranha. Não tendo equipa para ir longe nos playoffs, estão também longe de serem maus o suficiente para subirem posições no draft. O italiano Gallinari, que falhou grande parte da temporada transata, é uma das principais armas de Doc Rivers, com o seu jogo completo no ataque. O ex-Nuggets sabe ter a bola nas mãos e criar para os colegas ou para si mesmo, podendo também jogar fora da bola. Se se mantiver saudável, será uma adição interessante a esta equipa.
9. Khris Middleton – Milwaukee Bucks: para quem gosta de eficiência, Middleton é o jogador ideal. Escondido atrás da magnitude do jogo de Giannis Antetokounmpo em Milwaukee, Middleton é na realidade a peça ideal para ter ao lado do grego. Boa meia-distância, um lançamento exterior em crescimento e bons instintos defensivos, fazem de Middleton um dos diamantes escondidos da NBA e um dos jogadores a ter em conta nos novos Bucks de Mike Buddenholzer.

8. Rondae Hollis-Jefferson – Brooklyn Nets: os Nets vão ser melhores este ano? Talvez um bocadinho. Mas vale a pena acompanhar Hollis-Jefferson na mesma. O extremo tem subido de produção de época para época, é um jogador bastante completo e aquele que pode elevar a equipa de Brooklyn para outros níveis. Na defesa consegue criar problemas a qualquer adversário, com a sua rapidez, altura e envergadura, características físicas que o ajudam a finalizar perto do cesto, local onde consegue a maioria dos seus pontos, com facilidade.
7. Jayson Tatum – Boston Celtics: bastou uma temporada para percebermos o diamante que os Celtics têm nas suas mãos. Na ausência de Hayward, Tatum teve de crescer rápido e o rookie cumpriu. Este ano, mesmo que venha a ser necessária uma constante alternância de posições com o regresso de Hayward, Tatum tem tudo para continuar a evoluir e ajudar os Celtics na tentativa de recuperarem o domínio do Este.
6. Gordon Hayward – Boston Celtics: durou meros segundos a temporada inicial de Hayward em Boston, com uma terrível lesão no jogo de estreia em Cleveland. Já recuperado, Hayward tem tudo para voltar a exibir o nível que o notabilizou em Utah. Com o rápido crescimento de Tatum, é difícil perceber quem realmente jogará na sua posição principal de Small Forward. Mas Gordon Hayward encontra-se noutro nível, basquetebolisticamente falando e quererá compensar a ausência do ano passado com uma grande temporada.
5.

Paul George – Oklahoma City Thunder: quando toda a gente achava que PG se mudaria para Los Angeles, o extremo surpreendeu tudo e todos ao manter-se nos Thunder, que até desiludiram na temporada passada. A equipa devia ter chegado mais longe nos playoffs e se calhar foi esse objetivo não cumprido que fez pender a balança de George para Oklahoma. PG13 é um dos mais completos jogadores da NBA, capaz de acertar lançamentos de quase todo o lado e defender qualquer jogador exterior. Mas será que Paul George e Westbrook são suficientes para os Thunder darem o passo seguinte?
4.

Giannis Antetokoumpo – Milwaukee Bucks: a posição de Giannis no campo é ainda uma incógnita. Organiza ataques e joga bloqueios diretos como um base, move-se com um extremo e tem a força de um poste. O grego é um faz-tudo em campo, uma força da natureza cujo lançamento exterior é a única fraqueza (fraqueza essa que está a ser corrigida). Antetokounmpo tem tudo para dominar a NBA nos próximos anos e para voltar a ser a grande estrela de uns Bucks que têm de começar a cumprir as expetativas que são criadas.
3.

Kawhi Leonard – Toronto Raptors: lembram-se do MVP das finais de 2014? Ele está de volta, depois de alguns problemas em San Antonio. Para quem já se esqueceu do que vale Leonard depois de um ano ausente, este é o melhor defensa em toda a liga e que foi polindo o seu jogo ofensivo ao longo dos anos de modo a ser, neste momento, um dos melhores a jogar a partir do drible, de costas para o cesto e em situações de lançamento pós-drible. Espero que não se tenham esquecido dele, porque os Raptors serão ainda melhores este ano com Kawhi no comando das operações.
2.

Kevin Durant – Golden State Warriors: duas vezes campeão, duas vezes o MVP das finais. A vida de Kevin Durant não é nada má na California… Nesta temporada, os Warriors voltam a ser os grandes candidatos ao título e KD poderá ter mais uma temporada regular relativamente descansada para poder voltar a entrar (e a sair) com força nos playoffs. O extremo dos Warriors resolve jogos sozinho e é a grande arma de Steve Kerr para atacar o “threepeat”.
1.

LeBron James – Los Angeles Lakers: a novela LeBron deste verão durou pouco tempo, com o jogador a rumar rapidamente a L.A., onde tentará trazer o “LakeShow” de volta. Com tantos anos de NBA, LeBron continua a ser a força mais dominante da liga, mas desta vez terá um desafio diferente daqueles que tem tido nas épocas que passaram. Os Lakers estão longe de ser a melhor equipa da sua conferência, James não está rodeado de atiradores e tem muitos jovens talentos para moldar. Ainda assim e em condições normais, LeBron continuará a ser o melhor jogador da NBA.
Foto de Capa: Milwaukee Bucks












