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Querido, mudei o James Harden

João Dinis · 2 min

Querido, mudei o James Harden

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Cabeçalho modalidadesDesde que saiu de Oklahoma à procura de mais protagonismo que se percebeu que tinha qualidade e talento mais que suficientes para assumir o papel referência ofensiva da sua equipa. De facto, desde o primeiro dia que se tornou o grande responsável por fazer o marcador andar em Houston, e mesmo antes de chegar poucos duvidaram que seria assim. A qualidade apresentada em OKC não deixava dúvidas.

A chegada de Mike D’Antoni a Houston trouxe muitas novidades à equipa texana. Como em todas as equipas que comanda, agora corre-se muito, os ataques são mais rápidos e não se desperdiça nenhuma oportunidade de contra-ataque.

Menos esperada foi a alteração no papel do camisola 13 operada pelo atual treinador. Agora, e pela primeira vez na carreira, James Harden assume o papel de coordenador do ataque, o base e grande pensador de todo o jogo ofensivo. Esta mudança gerou muitas dúvidas, mas cedo se dissiparam, na pré-época o jogador foi o impensável líder das assistências. A mudança estava feita. Aquele que acusámos muitas vezes de se agarrar muito à bola e passar o tempo a tentar ganhar lances livres e forçar lançamentos, era agora um respeitável playmaker.

Harden assume a batuta na orquestra ofensiva dos Rockets Fonte: Houston Rockets
Harden assume a batuta na orquestra ofensiva dos Rockets
Fonte: Houston Rockets

Nos primeiros treze jogos a sério mantém o estatuto de melhor passador, com umas impressionantes 12.5 assistências por partida. E mais que os números ficam as exibições, tem conseguido envolver toda a equipa à sua volta, tirando o melhor que pode dos seus companheiros. Até na defesa, onde é muitas vezes criticado, tem mostrado uma atitude diferente, mais esforçado e empenhado. Está mais dentro do jogo, e os desaparecimentos súbitos, bastante frequentes no passado, são agora uma miragem.

MVP? Muito difícil. Apesar de líder o quarto melhor ataque na NBA, a sua equipa é apenas quinta na conferência, e não é de esperar muito melhor que isto. Ainda assim, e caso consiga manter o nível até aqui apresentado, podem dar cartas nos PlayOffs – quem os quiser ultrapassar terá de suar.

D’Antoni não descobriu a pólvora. Harden já tinha o step-back, o tiro de 3, o crossover, o fade away, o euro-step e todo um arsenal de soluções que faziam de si um dos melhores marcadores de pontos da liga. Aí mantém-se tudo igual, como a barba. Agora, alia tudo isso ao alley oop de meio campo, ao passe por trás das costas, e à assistência pró canto a olhar para a bancada. E é tudo isso que, hoje, faz de si o jogador com mais soluções ofensivas da liga. Veremos até onde consegue levar os seus foguetes.

Foto de capa: Houston Rockets

João Dinis

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