Publicidade

Vencedores e perdedores do Verão

António Pedro Dias · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho modalidadesJulho significa sol, praia e longas noites de festa. Se fores jogador da NBA, isso ganha um significado ainda maior com o salário chorudo que te preparas para receber na free agency. Quanto às equipas, há quem saiba gastar melhor o dinheiro e há quem pareça ter tirado um curso de gestão numa qualquer valeta com dois ratos, um grilo e três cupões do Pingo Doce atirados pela janela de um carro a servir de caderno de apontamentos. Todos os verões há quem melhore a sua equipa e quem faça o trabalho exatamente oposto. É por isso que, mesmo a três meses do início da competição, já haja vencedores e perdedores.

Os Thunder são, talvez, a equipa que mais ganhou neste verão. Depois da saída de Durant, o prémio de MVP para Russell Westbrook trouxe alguma esperança para uma cidade cinzenta, mas mostrava também a diferença de Russ para todos os seus colegas. E foi então que, do nada, Sam Presti trocou Oladipo e Sabonis pelo descontente Paul George. Os Thunder juntaram ainda Patrick Patterson e fizeram regressar Andre Roberson em excelentes contratos, criando uma equipa interessante para esta temporada e preparando bem o futuro: Westbrook e George serão free agents em 2018 e, se decidirem sair, OKC ficará com montes de dinheiro para reconstruir, graças também à saída de Oladipo e o seu chorudo contrato. Se as duas estrelas ficarem, os Thunder têm dois jogadores explosivos para poderem tentar o assalto ao topo nos próximos anos.

Quem também se movimentou muito bem foram os Timberwolves e os Rockets. A equipa de Minnesota garantiu Butler por muito pouco e adicionou os experientes Jeff Teague, Jamal Crawford e Taj Gibson aos “miúdos” Towns e Wiggins. Os Wolves não serão candidatos no recheado Oeste, pelo menos para já, mas serão muito melhores do que eram na temporada passada. Quanto aos Rockets, se adicionar Chris Paul (mesmo que possa, à partida, não fazer muito sentido havendo Harden) já é bom, manter boa parte dos melhores elementos da equipa e ainda juntar o defensor PJ Tucker e, quem sabe, Carmelo Anthony, faz deste um dos melhores verões em Houston. Os Rockets estão mais fortes do que no ano passado e podem ficar ainda mais fortes, podendo até ameaçar o domínio do Oeste, que tem pertencido aos Warriors e Spurs. Por falar nessas equipas, menção honrosa para elas: os campeões conseguiram dar a Curry o tão merecido contrato e ainda manter os melhores jogadores, adicionando uma data de lançadores; os Spurs mantiveram também o seu conjunto principal e adicionaram Rudy Gay, um excelente marcador de pontos.

Os Cavs não se mexeram este ano e podem ver LeBron bater com a porta novamente em 2018 Fonte: ftw.usatoday.com
Os Cavs não se mexeram este ano e podem ver LeBron bater com a porta novamente em 2018
Fonte: ftw.usatoday.com

Porém, como em tudo, aqui há vencedores e vencidos. E houve quem tenha feito muita asneira neste verão. Uma dessas equipas foi mesmo a melhor do Este, os Cleveland Cavaliers. Ficou à vista de todos a diferença entre Warriors e Cavs. Vai daí, o vice-campeão da NBA, preso por contratos demasiado altos, só conseguiu renovar com Korver, garantir Calderon e agora pensar em Jeff Green, o que na NBA costuma ser o mesmo que desistir. Para além disso, mandaram o GM David Griffin embora, ainda não contrataram ninguém para o seu lugar e terão de viver mais um ano com rumores de uma possível segunda saída de LeBron. O que, tendo em conta o que vai acontecendo em Cleveland, é uma possibilidade cada vez menos remota.

Mas nesta lista não podiam faltar os Knicks. A equipa de Nova Iorque conseguiu não cometer o erro de trocar Porzingis, mas conseguiu dar dinheiro a mais por Tim Hardaway Jr. O melhor desta história é que Hardaway foi escolhido no draft… pelos Knicks. Depois foi trocado por Jerian Grant, que foi trocado por Derrick Rose, que rescindiu com os Knicks para que estes pudessem ter dinheiro para dar a… Tim Hardaway Jr. Carmelo deve sair, Joakim Noah é uma sombra do que já foi e Porzingis não terá muito mais paciência para os diretores dos Knicks. A este grupo de malta que parece não saber o que anda a fazer, podemos juntar os Orlando Magic. A equipa da Florida continua aparentemente sem rumo, não tendo adicionado ninguém na free agency e com mais um ano “a ver navios” pela frente. E o facto de nem conseguirem ser a pior equipa da NBA, para pelo menos garantirem uma escolha mais alta no draft e poderem construir uma boa equipa para o futuro, diz muito daquilo que é a gestão dos Magic. Convém não esquecer ainda os casos dos Bulls e Hawks, que referimos nas passadas semanas.

Foto de Capa: theringer.com

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

António Pedro Dias

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.