Vencedores e perdedores do Verão

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Cabeçalho modalidadesJulho significa sol, praia e longas noites de festa. Se fores jogador da NBA, isso ganha um significado ainda maior com o salário chorudo que te preparas para receber na free agency. Quanto às equipas, há quem saiba gastar melhor o dinheiro e há quem pareça ter tirado um curso de gestão numa qualquer valeta com dois ratos, um grilo e três cupões do Pingo Doce atirados pela janela de um carro a servir de caderno de apontamentos. Todos os verões há quem melhore a sua equipa e quem faça o trabalho exatamente oposto. É por isso que, mesmo a três meses do início da competição, já haja vencedores e perdedores.

Os Thunder são, talvez, a equipa que mais ganhou neste verão. Depois da saída de Durant, o prémio de MVP para Russell Westbrook trouxe alguma esperança para uma cidade cinzenta, mas mostrava também a diferença de Russ para todos os seus colegas. E foi então que, do nada, Sam Presti trocou Oladipo e Sabonis pelo descontente Paul George. Os Thunder juntaram ainda Patrick Patterson e fizeram regressar Andre Roberson em excelentes contratos, criando uma equipa interessante para esta temporada e preparando bem o futuro: Westbrook e George serão free agents em 2018 e, se decidirem sair, OKC ficará com montes de dinheiro para reconstruir, graças também à saída de Oladipo e o seu chorudo contrato. Se as duas estrelas ficarem, os Thunder têm dois jogadores explosivos para poderem tentar o assalto ao topo nos próximos anos.

Quem também se movimentou muito bem foram os Timberwolves e os Rockets. A equipa de Minnesota garantiu Butler por muito pouco e adicionou os experientes Jeff Teague, Jamal Crawford e Taj Gibson aos “miúdos” Towns e Wiggins. Os Wolves não serão candidatos no recheado Oeste, pelo menos para já, mas serão muito melhores do que eram na temporada passada. Quanto aos Rockets, se adicionar Chris Paul (mesmo que possa, à partida, não fazer muito sentido havendo Harden) já é bom, manter boa parte dos melhores elementos da equipa e ainda juntar o defensor PJ Tucker e, quem sabe, Carmelo Anthony, faz deste um dos melhores verões em Houston. Os Rockets estão mais fortes do que no ano passado e podem ficar ainda mais fortes, podendo até ameaçar o domínio do Oeste, que tem pertencido aos Warriors e Spurs. Por falar nessas equipas, menção honrosa para elas: os campeões conseguiram dar a Curry o tão merecido contrato e ainda manter os melhores jogadores, adicionando uma data de lançadores; os Spurs mantiveram também o seu conjunto principal e adicionaram Rudy Gay, um excelente marcador de pontos.

Os Cavs não se mexeram este ano e podem ver LeBron bater com a porta novamente em 2018 Fonte: ftw.usatoday.com
Os Cavs não se mexeram este ano e podem ver LeBron bater com a porta novamente em 2018
Fonte: ftw.usatoday.com

Porém, como em tudo, aqui há vencedores e vencidos. E houve quem tenha feito muita asneira neste verão. Uma dessas equipas foi mesmo a melhor do Este, os Cleveland Cavaliers. Ficou à vista de todos a diferença entre Warriors e Cavs. Vai daí, o vice-campeão da NBA, preso por contratos demasiado altos, só conseguiu renovar com Korver, garantir Calderon e agora pensar em Jeff Green, o que na NBA costuma ser o mesmo que desistir. Para além disso, mandaram o GM David Griffin embora, ainda não contrataram ninguém para o seu lugar e terão de viver mais um ano com rumores de uma possível segunda saída de LeBron. O que, tendo em conta o que vai acontecendo em Cleveland, é uma possibilidade cada vez menos remota.

Mas nesta lista não podiam faltar os Knicks. A equipa de Nova Iorque conseguiu não cometer o erro de trocar Porzingis, mas conseguiu dar dinheiro a mais por Tim Hardaway Jr. O melhor desta história é que Hardaway foi escolhido no draft… pelos Knicks. Depois foi trocado por Jerian Grant, que foi trocado por Derrick Rose, que rescindiu com os Knicks para que estes pudessem ter dinheiro para dar a… Tim Hardaway Jr. Carmelo deve sair, Joakim Noah é uma sombra do que já foi e Porzingis não terá muito mais paciência para os diretores dos Knicks. A este grupo de malta que parece não saber o que anda a fazer, podemos juntar os Orlando Magic. A equipa da Florida continua aparentemente sem rumo, não tendo adicionado ninguém na free agency e com mais um ano “a ver navios” pela frente. E o facto de nem conseguirem ser a pior equipa da NBA, para pelo menos garantirem uma escolha mais alta no draft e poderem construir uma boa equipa para o futuro, diz muito daquilo que é a gestão dos Magic. Convém não esquecer ainda os casos dos Bulls e Hawks, que referimos nas passadas semanas.

Foto de Capa: theringer.com

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

António Pedro Dias
António Pedro Diashttp://www.bolanarede.pt
Tem 22 anos, é natural de Paços de Ferreira e adepto do SL Benfica. Desde muito pequeno que é adepto de futebol, desporto que praticou até aos 13 anos, altura em que percebeu que não tinha jeito para a coisa. Decidiu então experimentar o basquetebol e acabou por ser amor à primeira vista. Jogou até ao verão passado na Juventude Pacense e tem o Curso de Grau I de treinador de basquetebol desde os 19. O gosto pela NBA surgiu logo quando começou a jogar basquetebol e tem vindo a crescer desde então, com foco especial nos Miami Heat.                                                                                                                                                 O António escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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